15 de mai. de 2009
MP contra o filme da Brahma com Ronaldo
Por
Vitório Tomaz
Eu evitei fazer esta critica porque parece a mesma critica de sempre, em relação aos publicitários que não tem nenhum escrúpulo como o Nizan Guanaes, que associa qualquer coisa a qualquer fato unicamente para vender um conceito. Acabei não falando nada, mas fiquei feliz de saber que houve uma repercursão critica em relação ao filme, e em particular estou torcendo para que saia a indenização merecida.
Ministério Público Federal ajuiza ação contra a propaganda da Brahma com o jogador Ronaldo
Publicada em 15/05/2009 às 17h33m
Lino Rodrigues
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal em São José dos Campos, no interior paulista, ajuizou na última segunda-feira ação civil pública pedindo a condenação por danos morais e coletivos da Ambev e da África Publicidade pela produção e veiculação nas emissoras de televisão do comercial em que o jogador Ronaldo, do Corinthians, aparece como garoto-propaganda da cerveja Brahma, segunda marca mais vendidas no país. Para o MPF, o filme - que está no ar desde o início de março - desrespeita o Código de Autorregulamentação Publicitária e fere o princípio da responsabilidade social por induzir os mais jovens a consumir bebida alcóolica.
Na ação, o MPF pede indenização em valor "condizente com o milionário volume financeiro envolvido". O procurador da República em São José dos Campos, Fernando Lacerda Dias, autor da ação, disse que não aceitará valor indenizatório inferior a R$ 1 milhão - dinheiro que iria para o Fundo Nacional Antidrogas ou para o Fundo de Direitos Difusos, mantidos pelo Ministério da Justiça.
A Ambev chegou a fazer uma nova versão do comercial, que saiu do ar na quinta-feira, onde Ronaldo trocou a palavra "brameiro" por "guerreiro" e deixou de fazer o brinde com o copo do produto, na tentativa de descaracterizar a influência do jogador no consumo da bebida pelos telespectadores. A primeira versão, que foi ao ar no dia 9 de março, foi substituída no início de abril.
Assista ao vídeo da 1ª versão do comercial
- Essa mudança até reforça a tese da ação civil pública de que havia desrespeito ao Código de Autorregulamentação Publicitário e as normas do Conar - afirmou Dias.
Para o procurador, o comercial "Ronaldo 2009", independente da versão, não está preocupado em difundir a marca e muito menos as suas características, mas sim associar o consumo de cerveja ao sucesso do jogador, que ficou afastado dos campos de futebol por problemas de lesão, mas voltou a jogar há dois meses e foi um dos responsáveis pelo título do Campeonato Paulista conquistado pelo Corinthians.
- Não há nenhuma dúvida de que o comercial, através de sua mensagem, induz o consumidor a pensar, de forma consciente e inconsciente, que aquele produto está de alguma forma associado a um maior êxito profissional e induz no consumidor o pensamento de que aquele que é batalhador deve beber a cerveja anunciada - afirmou Dias.
O procurador de São José já havia movido outras ações contra as cervejarias. No Carnaval deste ano, ajuizou uma ação condenatória (indeferida pela Justiça) contra a Skol, outra marca da Ambev. Também mantém outra ação contras as cervejarias com o objetivo de discutir judicalmente a resposabilização civil pelo crescimento dos danos sociais e individuais induzidos pelos comerciais de cerveja.
A Ambev informou, via assessoria, que só irá se manifestar depois que for notificada pelo MPF. Já a África, agência que tem à frente o publicitário Nizan Guanaes, que assina a direção de criação do comercial, afirmou, também por meio de sua assessoria, que as explicações sobre o assunto serão concentradas na Ambev.
Fonte: Globo.com
Publicada em 15/05/2009 às 17h33m
Lino Rodrigues
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal em São José dos Campos, no interior paulista, ajuizou na última segunda-feira ação civil pública pedindo a condenação por danos morais e coletivos da Ambev e da África Publicidade pela produção e veiculação nas emissoras de televisão do comercial em que o jogador Ronaldo, do Corinthians, aparece como garoto-propaganda da cerveja Brahma, segunda marca mais vendidas no país. Para o MPF, o filme - que está no ar desde o início de março - desrespeita o Código de Autorregulamentação Publicitária e fere o princípio da responsabilidade social por induzir os mais jovens a consumir bebida alcóolica.
Na ação, o MPF pede indenização em valor "condizente com o milionário volume financeiro envolvido". O procurador da República em São José dos Campos, Fernando Lacerda Dias, autor da ação, disse que não aceitará valor indenizatório inferior a R$ 1 milhão - dinheiro que iria para o Fundo Nacional Antidrogas ou para o Fundo de Direitos Difusos, mantidos pelo Ministério da Justiça.
A Ambev chegou a fazer uma nova versão do comercial, que saiu do ar na quinta-feira, onde Ronaldo trocou a palavra "brameiro" por "guerreiro" e deixou de fazer o brinde com o copo do produto, na tentativa de descaracterizar a influência do jogador no consumo da bebida pelos telespectadores. A primeira versão, que foi ao ar no dia 9 de março, foi substituída no início de abril.
Assista ao vídeo da 1ª versão do comercial
- Essa mudança até reforça a tese da ação civil pública de que havia desrespeito ao Código de Autorregulamentação Publicitário e as normas do Conar - afirmou Dias.
Para o procurador, o comercial "Ronaldo 2009", independente da versão, não está preocupado em difundir a marca e muito menos as suas características, mas sim associar o consumo de cerveja ao sucesso do jogador, que ficou afastado dos campos de futebol por problemas de lesão, mas voltou a jogar há dois meses e foi um dos responsáveis pelo título do Campeonato Paulista conquistado pelo Corinthians.
- Não há nenhuma dúvida de que o comercial, através de sua mensagem, induz o consumidor a pensar, de forma consciente e inconsciente, que aquele produto está de alguma forma associado a um maior êxito profissional e induz no consumidor o pensamento de que aquele que é batalhador deve beber a cerveja anunciada - afirmou Dias.
O procurador de São José já havia movido outras ações contra as cervejarias. No Carnaval deste ano, ajuizou uma ação condenatória (indeferida pela Justiça) contra a Skol, outra marca da Ambev. Também mantém outra ação contras as cervejarias com o objetivo de discutir judicalmente a resposabilização civil pelo crescimento dos danos sociais e individuais induzidos pelos comerciais de cerveja.
A Ambev informou, via assessoria, que só irá se manifestar depois que for notificada pelo MPF. Já a África, agência que tem à frente o publicitário Nizan Guanaes, que assina a direção de criação do comercial, afirmou, também por meio de sua assessoria, que as explicações sobre o assunto serão concentradas na Ambev.
Fonte: Globo.com
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11 de mai. de 2009
Um estado facista e socialista é possível?
Por
Vitório Tomaz
Então, eu tava indo hoje de manhã para a PUC, onibus cheio, não necessariamente lotado como todo mundo gosta de falar, e escutando a rádio USP. Legal é que indo de onibus sempre rola um tempo para a livre reflexão, tipo o momento para pensar na vida que deixamos de ter.
Ai escutei na rádio que o Governo Paulista fez a compra de 30 cigarrometros (bafometro para detectar fumaça), e a idéia é que eles sirvam para monitorar ambientes internos onde as pessoas possívelmente façam uso do cigarro, proibido pela Lei anti-fumo. Achei um tanto exagerado e restritivo, mas tudo bem.
Ai comecei a relacionar com outros eventos recentes, que como sempre, em uma democracia de mentira como a nossa, são divulgados separadamente, de forma leve.
Lembrei que faz menos de um mês, algumas cidades do interior decretaram toque de recolher para menores, assim como lembrei da proibição da venda de bebidas alcóolicas nas estradas federais, e do cadastro positivo que está sendo votado pelo governo federal, que apesar de não ter carater restritivo direto caminha para tal. Teve a lei que rolou a algum tempo que foi a Lei cidade limpa, dentre outras leis que tem sido aprovadas com este caratér restritivo.
Em particular estas leis em sua maioria vem em meu beneficio, mas o motivo de contestação surge a partir da idéia de que as diretrizes gerais de uma ideologia facista é que se abre mão de direitos individuais em prol de garantias para o coletivo. E com isto temos cada vez menos a fomentação e debates e a formação de uma estrutura de sociedade civil orgânica.
Vejo, que com tantas proibições, surge por consequência a necessidade de se policiar o cumprimento das leis, e por consequência a necessidade de um efetivo policial militar maior, o que faz com que a policia civil, já pouco prestigiada em nosso pais passe a ter menos verba para suas operações de investigação e prevenção, incentivando a truculência da P.M.
É meio triste ver que estamos caminhando para soluções deste tipo, culpa um pouco dos antropofágos, que nos ensinaram a misturar as coisas. Pergunto eu, não é mais fácil, ao invés de comprar bafometros superfaturados, realizar blitz, entre outros tantos trabalhos gerados por leis probitivas, gerar um debate entre toda a sociedade sobre estas questões, afinal, quem compra cerveja no posto, pode estar comprando para um churrasco em um sitio, ou então, se faço uma festa somente com fumantes, qual o problema de fumar nela, são direitos individuais que estão sendo retirados.
Se pensarmos severamente, veremos que não é mais fácil punir que educar, é mais caro e muito mais complexo, mas parece que por enquanto, é esta a tática de nossos rEIS.
Uma pena! :(
Ai escutei na rádio que o Governo Paulista fez a compra de 30 cigarrometros (bafometro para detectar fumaça), e a idéia é que eles sirvam para monitorar ambientes internos onde as pessoas possívelmente façam uso do cigarro, proibido pela Lei anti-fumo. Achei um tanto exagerado e restritivo, mas tudo bem.
Ai comecei a relacionar com outros eventos recentes, que como sempre, em uma democracia de mentira como a nossa, são divulgados separadamente, de forma leve.
Lembrei que faz menos de um mês, algumas cidades do interior decretaram toque de recolher para menores, assim como lembrei da proibição da venda de bebidas alcóolicas nas estradas federais, e do cadastro positivo que está sendo votado pelo governo federal, que apesar de não ter carater restritivo direto caminha para tal. Teve a lei que rolou a algum tempo que foi a Lei cidade limpa, dentre outras leis que tem sido aprovadas com este caratér restritivo.
Em particular estas leis em sua maioria vem em meu beneficio, mas o motivo de contestação surge a partir da idéia de que as diretrizes gerais de uma ideologia facista é que se abre mão de direitos individuais em prol de garantias para o coletivo. E com isto temos cada vez menos a fomentação e debates e a formação de uma estrutura de sociedade civil orgânica.
Vejo, que com tantas proibições, surge por consequência a necessidade de se policiar o cumprimento das leis, e por consequência a necessidade de um efetivo policial militar maior, o que faz com que a policia civil, já pouco prestigiada em nosso pais passe a ter menos verba para suas operações de investigação e prevenção, incentivando a truculência da P.M.
É meio triste ver que estamos caminhando para soluções deste tipo, culpa um pouco dos antropofágos, que nos ensinaram a misturar as coisas. Pergunto eu, não é mais fácil, ao invés de comprar bafometros superfaturados, realizar blitz, entre outros tantos trabalhos gerados por leis probitivas, gerar um debate entre toda a sociedade sobre estas questões, afinal, quem compra cerveja no posto, pode estar comprando para um churrasco em um sitio, ou então, se faço uma festa somente com fumantes, qual o problema de fumar nela, são direitos individuais que estão sendo retirados.
Se pensarmos severamente, veremos que não é mais fácil punir que educar, é mais caro e muito mais complexo, mas parece que por enquanto, é esta a tática de nossos rEIS.
Uma pena! :(
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9 de mai. de 2009
Balanço do II Forum, última parte
Por
Conceição
As falas e debates da tarde do 2o dia não foram tão interessantes quanto as da manhã. E não porque os palestrantes tivessem peso menor, ao contrário, foram estrelas do mundo ambiental como Mohan Munasinghe, do IPCC da ONU, a ex-ministra e atual senadora Marina Silva e o vice-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, André Baniwa, além do jornalista Washington Novaes e da atual diretora da Diagonal Comunicação e ex-diretora da Vale, Olinta Cardoso, que compuseram uma mesa renomada e autorizada.Confesso que meu interesse particular convergia para a fala da Olinta, por conta de minha pesquisa sobre a Vale, mas os dois primeiros palestrantes, Mohan Munasinghe e Marina da Silva, extrapolaram seus tempos, tendo sobrado menos de 10 minutos para a Olinta falar. Embora respeite as posições, importância e legitimidade do IPCC e das lutas ambientais, a tendência preservacionista per se pode e deve ser mais debatido. Por exemplo, quando a ex-ministra criticou a postura de algumas empresas que confundem preservação ambiental com propaganda, como "pintar algo de verde ou plantar árvore não muda nada porque é preciso mudar antes a narrativa. Porque narrativa não é propaganda. Propaganda é mentira, e narrativa é ressignificar os objetivos da empresa". Essa satanização da propaganda, muito presente no senso comum e também nesses discursos ambientalistas, sempre dificulta o diálogo porque comunicação também é propaganda. Enfim, no final, Marina da Silva foi de longe a mais aplaudida pois seu discurso foi também muito combativo.
Depois o Washington Novaes fez uma densa palestra, repleta de dados importantes, até pela sua enorme bagagem em relação a questão. Mas falar próximo do fim do evento e depois de duas falas tão extensas, prejudicou um pouco o acompanahmento do seu raciocinio.
Por fim a Olinta, como alguém que vem da Comunicação, falou em até menos de 10 minutos e foi capaz de resumir coisas muito importantes como: pensar a comunicação empresarial é repensar a consciência social econômica e ambiental da empresa. Que há vários vetores para a sustentabilidade, mas que é a perspectiva relacional a principal. E que a comunicar é lidar com a criação de significados e, nas empresas, é preciso rever quase tudo relacionado a comunicação. A ciência da comunicação sozinha não dá conta de entender esses processos, precisa buscar outros componentes das ciências sociais e outras. Pena que ela não pode aprofundar, mas apenas citar alguns pontos.
Um último comentário sobre os mediadores. Dos que vi em ação, Mona Dorf, Merval Pereira, Ricardo Kotscho e André Trigueiro, apenas o Ricardo Kotscho foi capaz de realmente mediar, ser espirituoso e astuto em seus comentários, relaxando o ambiente e tornando o diálogo muito mais profícuo entre os palestrantes e entre eles e a platéia. Os outros, globais de bancada, poderiam ver e aprender um pouco com o Kotscho.
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Balanço do II Forum, Parte II
Por
Conceição
Abaixo, resumidamente, o que aconteceu no segundo dia.Pela manhã, a mesa foi composta por palestrantes da área politica e da educação, o que foi positivo para pensar as questões macro. Começou com a narrativa do confronto entre Católicos e Protestantes pelo ex-primeiro ministro da Irlanda, e como a comunicação ajudou aquele país a superar o conflito. Ele também não se furtou a pensar e problematizar a questão do Terrorismo como o avesso máximo da comunicação.
Em seguida, o prof. dr. André Lazaro, representando o ministro da Educação Fernando Haddad, apresentou muitos dados sobre a educação no Brasil e reforçou que não se pode apenas jogar pedras no quadro educacional brasileiro pois, segundo ele, 97% das nossas crianças estão na escola, ou seja, 48 milhões delas têm escolaridade com acesso também a merenda, transporte, uniforme e material didático. Realmente não é pouco. Ao insistir que a qualdiade virá também da quantidade, reforçou que é preciso haver menos partidarização e mais politização do debate. Não sei se foi impressão minha, mas vi um fundo arendtiano na fala dele.
Houve também a fala idealista do representante da UNESCO Brasil, Vincent Defourny. Mas ele foi o primeiro a colocar 2 coisas importantes sobre comunicação. A primeira é a importância dos organismos de cooperação internacional que só se realizam pela comunicação, pois esta é a respiração das organizações e das sociedades. E também alertou para as três dimensões da comunicação: sintática (abrir o canal), semântica (pensar e discutir o sentido) e a pragmática (pôr em ação). Ele convidou todos a visitarem o site da UNESCO.
Os outros dois palestrantes são ótimos de oratória e suas palestras são sempre muito boas de ver, ouvir e reouvir. Os professores da área da educação Mario Sérgio Cortella e Terezinha Riose rechearam suas falas de ótimas citações e ironias, chegando a ser cartáticas e, por isso, muito persuasivas. Cortella finalizou sua fala citando Rabelais: "Conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram quando podiam". Foi ovacionado pela platéia (como de costume). E Terezinha, com sua fala mineira cheia de enrendamentos, pontuou a diferença entre o novo e o original, porque este não é a novidade mas aquilo que vai às origens, aos princípios de raiz. E da diferença entre a Moral, cuja questão é "O que devo fazer?", e a Ética que está mais relacionada as questões "Que vida quero viver? E quais são as responsabilidades ligadas a essa escolha?". Mineiramente concisa e profunda, não sei se foi muito entendida pela platéia, mas com certeza, foram muito válidas as suas reflexões.
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II Forum de Comunicação e Sustentabilidade. Balanço parte I
Por
Conceição
Atrasei um pouco a avaliação do 2o dia do Forum porque estava em trânsito para o Rio e o Intercom Sudeste. Mas como o propósito deste blog não é ser up to date em informação, mas um espaço de reflexão, acho que ainda dá tempo para alguns comentários.A abertura se deu pela exibição de uma série de vídeos. O primeiro foi o do dossiê jovem MTV 2009. Como sempre, um vídeo muito bem editado e narrado. Depois vieram os videos dos patrocinadores (o do Bando do Brasil bem mais interessante e bem narrado do que o da Petrobrás). Em seguida houve uma exibição de um ótimo projeto do Instituto Elos - Guerreiros Sem Armas e sua intervenção no bairro do Paquetá em Santos. Fazia tempo que não via uma ação tão impactante, em pouco tempo eles conseguiram transformar muito (pena que o viedo não está no You Tube).
Voltando ao segundo dia, o Forum comprovou a tendência de tratar mais da sustentabilidade do que de comunicação. Pensar mais fortemente a área da comunicação e suas contribuições pontuais e gerais para o desenvolvimento sustentável pode ser um caminho para o III Forum, até por conta da platéia, formada principalmente por estudantes de comunicação de todo o Brasil.
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7 de mai. de 2009
Pele Verde, a nova campanha do Bradesco pode se tornar referência para a linguagem publicitária? Tomara que não.
Por
Conceição
Pele verde é o título da campanha multimídia mais recente do Bradesco para reforço do seu posicionamento como Banco do Planeta. Ao criar a Fundação Amazonas Sustentável, em parceria com o governo do Amazonas, esta organização tem objetivos e formas de gestão próximas a lógica empresarial. Há verba, há resultados e há marketing, e esse pode ser o problema dessa iniciativa: é como se todas as ações e resultados já fossem pensados para se tornarem imagem, para serem mediatizados.A começar pela escolha do titulo: Pele Verde. Como assim nomear de Pele Verde as pessoas que habitam a floresta (caboclos, ribeirinhos e os ditos "povos florestais")? O apelo óbvio à cultura yankee hollywoodiana que, de forma derrisória, sempre chamava os cherokees de Pele Vermelha é óbvia e questionável.
A campanha foi lançada no mês de abril/09 por meio de um banner nos principais portais (UOL, IG) que levava ao trailer que se inicia com o seguinte lettering: "Muito longe da nossa civilização"..."Nas profundezas da floresta" e segue num ritmo de edição ao estilo do cinemão de aventura (Apocaliptico?), ágil, rápido, de entretenimento puro.
A pergunta que faço é: como assim, cara pálida? Mesmo que a inicativa de fazer os próprios "Pele Verde" mostrarem a luta deles pela preservação da floresta (ironicamente a produção foi financiada pela Lei Rouanet), de dar os canais e os meios de expressão a eles, questiono essa visão ainda colonizadora e distante do Bradesco e da Neogama em relação a cultura amazônica. A Amazônia não precisa ser salva, precisa ser compreendida.
Veja o video e tire suas conclusões:
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6 de mai. de 2009
II Forum - 1o Dia
Por
Conceição

O tom conciliador dominou o primeiro dia do II Forum. As palestras muito consensuais entre si atenderam (talvez) a expectativa de uma platéia dominada por estudantes universitários. A exceção ficou por conta do Ferrez, poeta e empresário, que se disse muito feliz de, pela primeira vez, ter sido convidado para uma palestra sobre sustentabilidade e não sobre pobreza, crime etc. Ao explicar toda a trajetória de criação e afirmação da sua marca de moda 1DASUL, ele ironizou dos paradigmas do marketing e as grandes marcas ("marca é ilusão, marca vende ilusão") ao que se considera negócio sustentável, que para ele é muito simples. Significa não ganhar dinheiro sozinho, mas fazer quem participa da produção ganhar também ("quem me ensinou a administrar foi o Dostoiévski").
Outros bons palestrantes do dia foram:
- Flavio Comin, do PNUD-ONU, que expôs a metodologia que enfatiza a comunicação em todo o processo de produção e divulgação do Relatório de Desenvolvimento Humano (Brasil Ponto-a-Ponto), que tem a participação do Percival Caropreso, ex McCann e hoje diretor da Setor 2 1/2).
Outros bons palestrantes do dia foram:
- Flavio Comin, do PNUD-ONU, que expôs a metodologia que enfatiza a comunicação em todo o processo de produção e divulgação do Relatório de Desenvolvimento Humano (Brasil Ponto-a-Ponto), que tem a participação do Percival Caropreso, ex McCann e hoje diretor da Setor 2 1/2).
- Bernardo Toro da fundação Avina, que enfatizou a importância do cuidado e da conversação. O cuidado com o outro e com o que se fala, sabendo ouvir, respeitar, fazer perguntas pertinentes, exercitar e acreditar no diálogo.
- Danah Zohar, física e filósofa, que explicou as três concepções de inteligência. A tradicional (I think), a inteligência emocional (I feel) e a inteligência espiritual (I am), com seus 13 conselhos. O mais interessante foi quando ela citou dados da psicologia: 94% dos sentimentos que movem as pessoas são negativos (será que a inteligência espiritual, com sua abordagem quase naïve seria capaz de reverter esse dado tão forte?)
Para saber mais, o site está com transmissão ao vivo do evento e há um blog com um resumo dos conteúdos. Amanhã, mais comentários.
Para saber mais, o site está com transmissão ao vivo do evento e há um blog com um resumo dos conteúdos. Amanhã, mais comentários.
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5 de mai. de 2009
Karaokê na Trafalgar Square. A melhor ação dos últimos tempos
Por
Conceição
O buzz em torno da ação da T-Mobile não é à toa.A idéia de convocar via celular milhares de pessoas para se reunirem às 18h do dia 30 de abril último em Trafalgar Square, um dos cartões postais de Londres, já seria interessante. Daí a montar um gigantesco karaokê e distribuir 2 mil microfones para as 13 mil pessoas que apareceram e fazer, todos juntos, cantarem 'Hey Jude', dos Beatles, e 'Baby One More Time', de Britney Spears, foi mais que uma sacada, foi um gol de idéia e de organização.
Tradicionalmente, o flash mob é provocado por uma multidão que se reúne subitamente em algum lugar, atendendo a uma convocação que é feita via online, para realizar uma "performance artística" e , no caso, foi organizado pela T-Mobile para a filmagem do comercial de TV. Mas ao reunir em uma única ação, mobilização on-line, apropriação do espaço público, a escolha certa das músicas que emocionaram o público e a forma como o evento foi filmado, mostrando a diversidade e a capacidade humana, apesar de todas as diferenças, de compartilhar um único espaço, uma única emoção, está muito além da propaganda de uma marca. E por isso mesmo, por não querer ser maior do que a coisa em si (o prazer de estar junto), é que considero essa campanha uma das melhores de todos os tempos. E outra coisa importante. O público foi o protagonista da história, mesmo que a cantora Pink estivesse no meio, ela se misturava, não foi dado a ela, pelo menos não no video do You Tube, destaque de superstar. Quem brilhou foram as pessoas, ao desmonstrarem a alegria de cantar juntas naquele lugar tão simbólico para os londrinos.
Veja o vídeo e tire suas conclusões.
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30 de abr. de 2009
No minimo tosco - Rio sem Favelas
Por
Vitório Tomaz
E o que vamos fazer com todo mundo? Jogar embaixo do tapete ou mandar o B.O.P.E. matar?
é incrivel como a comunicação, ora jornalistica, ora publicitária é capaz de fazer absurdos.
30/04/2009 - 10h51
Favelas do Rio de Janeiro somem em filme para o COI
SÉRGIO TORRES
da Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro
O comitê organizador da candidatura carioca à Olimpíada de 2016 apresentou à Comissão de Avaliação do COI um filmete de cinco minutos e fotografias aéreas que mostram um Rio de Janeiro sem favelas nas áreas vizinhas aos locais em que as competições serão disputadas, caso a cidade seja escolhida.
A apresentação aconteceu ontem de manhã para os 13 especialistas e esportistas estrangeiros enviados pelo Comitê Olímpico Internacional para avaliar se o Rio de Janeiro tem condições de sediar os Jogos.
Do encontro participaram o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB).
Nenhum dos representantes do COI falou com jornalistas. No discurso das autoridades brasileiras --prefeito, governador e ministro--, o encontro foi extremamente positivo.
"Nós nos saímos muito bem. Não é um autoelogio. (...) Foi uma manhã nota 10. Estamos no rumo certo. (...) A chance do Rio de Janeiro é muito grande", afirmou Cabral.
Preparado pelo Rio-2016 --comitê formado por COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e governos federal, estadual e municipal--, o filme mostra como deverá estar o Rio no ano da disputa dos Jogos, se for mesmo escolhido sede olímpica.
A capital fluminense foi dividida em quatro áreas: Copacabana (zona sul), Barra da Tijuca (zona oeste), Deodoro (zona oeste) e Maracanã (zona norte). Em cada uma delas foram mostrados estádios, vilas esportivas, locais de disputas. Não havia favela em nenhuma.
De acordo com o diretor de marketing do comitê, Leonardo Gryner, a omissão não foi deliberada. "Não tiramos nenhuma favela. Pode ser que pelo corte elas não tenham aparecido, mas não tiramos nenhuma favela", declarou ele.
Um exemplo da ausência de favelas pode ser notado no Maracanã, estádio ladeado pelo morro da Mangueira. A favela não aparece no filme. O estádio, com todas as modificações planejadas para o ano da Olimpíada, é mostrado de um ângulo que a mantém oculta.
Da mesma forma, na região da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, onde ficarão a Vila Olímpica e diversos prédios e unidades relacionados aos Jogos, não foram mostradas as favelas de Cidade de Deus, Rio das Pedras e Gardênia Azul.
Também o estádio João Havelange (o Engenhão, na zona norte) aparece no filme em ângulo no qual não são mostradas as favelas ao redor. Até as imagens panorâmicas, quase em círculo, do Corcovado, não exibem os morros povoados que existem nas vizinhanças, como Dona Marta e Cerro Corá.
Responsável pela apresentação dos futuros pontos de competição, o diretor de esportes do comitê, o ex-atleta Agberto Guimarães, repetiu em sua palestra e em uma entrevista que uma das metas da equipe é chamar a atenção dos avaliadores do COI para a natureza privilegiada do Rio de Janeiro.
"A gente tem que explorar as belezas do Rio, as praias", declarou Agberto, que mostrou aos emissários do comitê olímpico uma foto da praia de Copacabana em que, à distância, a favela do Cantagalo é quase que obscurecida pelos raios solares.
é incrivel como a comunicação, ora jornalistica, ora publicitária é capaz de fazer absurdos.
30/04/2009 - 10h51
Favelas do Rio de Janeiro somem em filme para o COI
SÉRGIO TORRES
da Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro
O comitê organizador da candidatura carioca à Olimpíada de 2016 apresentou à Comissão de Avaliação do COI um filmete de cinco minutos e fotografias aéreas que mostram um Rio de Janeiro sem favelas nas áreas vizinhas aos locais em que as competições serão disputadas, caso a cidade seja escolhida.
A apresentação aconteceu ontem de manhã para os 13 especialistas e esportistas estrangeiros enviados pelo Comitê Olímpico Internacional para avaliar se o Rio de Janeiro tem condições de sediar os Jogos.
Do encontro participaram o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB).
Nenhum dos representantes do COI falou com jornalistas. No discurso das autoridades brasileiras --prefeito, governador e ministro--, o encontro foi extremamente positivo.
"Nós nos saímos muito bem. Não é um autoelogio. (...) Foi uma manhã nota 10. Estamos no rumo certo. (...) A chance do Rio de Janeiro é muito grande", afirmou Cabral.
Preparado pelo Rio-2016 --comitê formado por COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e governos federal, estadual e municipal--, o filme mostra como deverá estar o Rio no ano da disputa dos Jogos, se for mesmo escolhido sede olímpica.
A capital fluminense foi dividida em quatro áreas: Copacabana (zona sul), Barra da Tijuca (zona oeste), Deodoro (zona oeste) e Maracanã (zona norte). Em cada uma delas foram mostrados estádios, vilas esportivas, locais de disputas. Não havia favela em nenhuma.
De acordo com o diretor de marketing do comitê, Leonardo Gryner, a omissão não foi deliberada. "Não tiramos nenhuma favela. Pode ser que pelo corte elas não tenham aparecido, mas não tiramos nenhuma favela", declarou ele.
Um exemplo da ausência de favelas pode ser notado no Maracanã, estádio ladeado pelo morro da Mangueira. A favela não aparece no filme. O estádio, com todas as modificações planejadas para o ano da Olimpíada, é mostrado de um ângulo que a mantém oculta.
Da mesma forma, na região da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, onde ficarão a Vila Olímpica e diversos prédios e unidades relacionados aos Jogos, não foram mostradas as favelas de Cidade de Deus, Rio das Pedras e Gardênia Azul.
Também o estádio João Havelange (o Engenhão, na zona norte) aparece no filme em ângulo no qual não são mostradas as favelas ao redor. Até as imagens panorâmicas, quase em círculo, do Corcovado, não exibem os morros povoados que existem nas vizinhanças, como Dona Marta e Cerro Corá.
Responsável pela apresentação dos futuros pontos de competição, o diretor de esportes do comitê, o ex-atleta Agberto Guimarães, repetiu em sua palestra e em uma entrevista que uma das metas da equipe é chamar a atenção dos avaliadores do COI para a natureza privilegiada do Rio de Janeiro.
"A gente tem que explorar as belezas do Rio, as praias", declarou Agberto, que mostrou aos emissários do comitê olímpico uma foto da praia de Copacabana em que, à distância, a favela do Cantagalo é quase que obscurecida pelos raios solares.
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29 de abr. de 2009
Senha para palestras do Ecobuild
Por
Vitório Tomaz
Olá pessoas!
Bem, no nosso ultimo evento do Publizitat, o professor Alécio Rossi, nosso convidado para o bate-papo sobre o Ecobuild, combinou de nos passar a senha que ele recebeu para acessar os pdfs com o conteúdo das palestras.
Como ele mesmo disse, esta não é uma senha para uma pessoa, a idéia é divulgar mesmo, e por isto que prometi que assim que ele me passase a senha eu distribuiria a todos via blog. Vocês , se puderem distribuir a senha, através da divulgação deste post, ou mesmo passando o link e a senha para seus contatos contribuem com a idéia do evento.
Pois bem, a senha é: environment, com ela vocês terão acesso através do link : http://www.ecobuild.co.uk/page.cfm/Link=418/t=m/goSection=19/trackLogID=5358995_D0286A8577 ,a todo o conteúdo das palestras, andei dando uma olhada, e tem uma quantidade bastante diversa de temas.
Bem, por enquanto é isto, aguardem os próximos eventos.
Bem, no nosso ultimo evento do Publizitat, o professor Alécio Rossi, nosso convidado para o bate-papo sobre o Ecobuild, combinou de nos passar a senha que ele recebeu para acessar os pdfs com o conteúdo das palestras.
Como ele mesmo disse, esta não é uma senha para uma pessoa, a idéia é divulgar mesmo, e por isto que prometi que assim que ele me passase a senha eu distribuiria a todos via blog. Vocês , se puderem distribuir a senha, através da divulgação deste post, ou mesmo passando o link e a senha para seus contatos contribuem com a idéia do evento.
Pois bem, a senha é: environment, com ela vocês terão acesso através do link : http://www.ecobuild.co.uk/page.cfm/Link=418/t=m/goSection=19/trackLogID=5358995_D0286A8577 ,a todo o conteúdo das palestras, andei dando uma olhada, e tem uma quantidade bastante diversa de temas.
Bem, por enquanto é isto, aguardem os próximos eventos.
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