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24 de ago. de 2009
Publicidade de Alimentos: ANVISA x FENAPRO
Por
Conceição
Essa vem do site do CCSP - Clube de criação de São Paulo. Foi discutida, na última quinta-feira (20), em uma audiência pública, proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a respeito de regras específicas para propaganda de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio.Pela proposta, publicidade desses alimentos deverão conter alertas sobre os perigos do consumo excessivo. A resolução deverá ser publicada ainda em 2009.
Produtos com quantidade elevada de açúcar, por exemplo, deverão trazer advertências para o risco de desenvolver obesidade e cárie dentária. Aqueles com muita gordura saturada, sobre os riscos de desenvolver diabetes e doenças do coração.
As peças publicitárias não poderão desencorajar o consumo de alimentos considerados saudáveis, como frutas e vegetais.
As regras também são válidas para as bebidas com baixo teor nutricional, como refrigerantes e refrescos artificiais.
A proposta traz um artigo voltado especialmente à propaganda dirigida ao público infantil. A sugestão é que a publicidade dos alimentos que de trata a norma fique restrita ao horário compreendido entre 21 horas e 6 horas, fora do período em que o público mais jovem tem acesso à programação.
Além disso, se aprovada a proposta da Anvisa, ficará proibido utilizar figuras, desenhos e personagens que sejam admirados pelas crianças. A seguir, leia a resposta da FENAPRO.
A Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) está questionando proposta da Anvisa sobre regras para publicidade de alimentos com elevadas taxas de açúcar, gordura e sódio.
A entidade, que participou de audiência pública sobre o assunto realizada na última quinta-feira, considera a proposta da Anvisa "inconstitucional".
“Esta decisão é inconstitucional e unilateral. A Anvisa está legislando sobre propaganda e publicidade de forma ilegal. Temos uma ampla regulamentação de mercado, e o Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) há mais de 30 anos atua permanentemente para coibir possíveis abusos, assim como para garantir a liberdade de expressão”, defende Fernando Brettas, presidente do SinaproDF e representante da Fenapro na audiência.
A entidade diz que "o Brasil é um dos países, ao lado da Espanha e Inglaterra, que possui uma das três mais avançadas autorregulamentações do mundo".
“Nenhuma das colaborações apresentadas pelo mercado sobre a propaganda de alimentos no mercado brasileiro foram acatadas pela Anvisa”, reclama Brettas.
Pela proposta da Anvisa, a publicidade desses alimentos deverá conter alertas sobre os perigos do consumo excessivo.
Também estiveram presentes à audiência pública da Abap (Associação Brasileira de Agências de Propagnda), ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), de entidades de defesa do consumidor como o Idec e o Proteste, além representantes de órgãos do governo, como o Ministério Público Federal e a Advocacia Geral da União, entre outros participantes.
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28 de jul. de 2009
Caminho das Índias atenta contra o Estatuto da Criança e da Adolescência
Por
Conceição
Realmente causa estranhamento o fato de o Poder Judiciário e as entidades defensoras das crianças e adolescentes não terem protestado ou se mobilizado contra a erotização precoce dos personagens Anusha e Hari na novela Caminho das Índias. Pressupõe-se que ela tenha no máximo 12 anos e ele uns 14. Ela é filha do casal vilão Surya e Amithab e ele é o "dalit" execrado pela sociedade, e esse romance adolescente parece absolutamente inofensivo podem dizer alguns. Mas não é. Como um produto cultural que atinge milhões de pessoas diariamente, o que Gloria Perez faz é incentivar a erotização infantil ao dar ares de normalidade a um jogo de sedução típico da idade adulta. E essa erotização interessa a quem? Às indústrias de calçados e roupas e maquiagem para adolescentes e pré-adolescentes, que se miram nos personagens da novela para suas seduções pessoais. Então, daqui a pouco surgem as sandálias Anusha e os turbantes Hari, ou seja, o que parece inocente, na verdade é extremamente questionável do ponto de vista ético, pois se o namoro entre pré-adolescentes pode até ser comum (e pode não ser) em nossa sociedade, não cabe a uma novela de imenso público como essa, incentivar tal prática. Acho q essa omissão ética da TV Globo ainda não apareceu pq, surpreendentemente, ainda não houve ação concreta alguma contra ela por quem de direito deveria defender a infância nesse país.
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