26 de jan. de 2010
Novas ou Milenares Formas de Comunicação (?)


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12 de jan. de 2010
A praia é da propaganda

Depois do choque de ordem que a Prefeitura do Rio executou nas praias cariocas, as praias de São Paulo ficam entre a invasão da propaganda e a briga institucional entre municípios e união para saber quem manda no trecho litorâneo.
No final do ano passado, a Justiça Federal determinou que a Prefeitura do Guarujá retirasse toda a publicidade das estruturas montadas na areia da praia.
A ação foi movida pelo núcleo de Santos da AGU (Advocacia-Geral da União), porque a área da orla de todo o país pertence ao governo federal e a prefeitura não tinha autorização para ocupar a areia. Mesmo sem aval da SPU, a prefeitura havia baixado decreto que deu à empresa Front 360 a permissão de explorar a publicidade na areia, sem licitação. A empresa também havia ganho o direito de espalhar a publicidade em cadeiras, guarda-sóis, geladeiras e mesas e cobrar dos anunciantes pela exposição.
O presidente da Ampro (Associação de Marketing Promocional), Guilherme de Almeida Prado, se diz contrário à proibição de publicidade nas praias e afirma que ações de promoção de produtos e marcas podem ser benéficas aos banhistas.
"Há muitas ações que beneficiam a orla, como as de empresas que fornecem sacos de lixo aos banhistas e pulseirinhas [de identificação] para crianças. Em muitos lugares, empresas emprestam equipamentos esportivos, de graça", afirma.
Ele defende que haja regulação do uso desse espaço para coibir exageros, como a poluição visual, mas diz que "o próprio mercado se autorregula".
"Dificilmente uma marca vai se apropriar de toda uma praia. A própria concorrência das barracas vai oferecer outras opções.
O vice-presidente executivo da Aba (Associação Brasileira de Anunciantes), Rafael Sampaio, também é contra a proibição total dos anúncios. "Se estamos em uma área pública, a regulação é necessária. Mas somos a favor da colaboração entre anunciantes e o poder público, para retirar só o que é abusivo e inadequado." Fonte: FOlha de S. Paulo de hoje, 12/1/10.
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11 de jan. de 2010
Filme do Santander... bem mais inteligente e focado do que os do Banco do Brasil
Esta dica veio do Rafael e ao assistir ao filme, achei tão bom que decidi compartilhar. Para quem leu o post anterior e viu o comercial do Banco do Brasil, pode comparar os dois. Neste filme, o texto é uma aula de redação publicitária.
A Talent criou um filme de 1 minuto para o Grupo Santander Brasil para exibição no TEDx São Paulo, evento ocorrido no último final de semana do qual o Banco foi um dos parceiros.
O evento, já realizado em diversas regiões do mundo, reúne as mentes mais criativas do País para de espalhar novas idéias e gerar ações que ajudem a construir um mundo melhor.
O filme, intitulado “Precisa-se”, fala sobre as diversas mudanças positivas que o mundo e todos nós precisamos. Encerra dizendo que podemos fazer tudo isso e convidando “Vamos fazer juntos?”
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8 de jan. de 2010
Rufem os tambores: a propaganda anuncia o Brasil como o "melhor" país do mundo
O ufanismo presente em algumas propagandas deste início de ano dão o tom do que será a propaganda nacional em 2010. Em ano de eleição e copa do mundo, é normal que o apelo ao nacionalismo seja a pedra de toque dos criativos tupiniquins. O que preocupa é ver o exagero, a hipérbole e até a inverdade, às vezes, serem lançadas aos borbotões de forma a nos convencer que está tudo bem na terra brasilis. Filmes, campanhas, marketing de grandes empresas e governo são uníssonos ao entoar o mesmo côro dos tempos ditatoriais: "este é um páis que vai pra frente...ô ô ô ô". Sem dúvida, melhoramos nos últimos anos, mas ainda é muito pouco para o nível de entusiasmo dos discursos oficiais e de empresas como Banco do Brasil, Vale, Petrobrás. Emissores com poder ideológico massificador, chega a ser irônico ver empresas desse porte incentivando um ufanismo nada ou pouco condizente com a realidade de extrema corrupção, injustiça, violência e degradação ambiental e social que vivemos a cada chuva de verão.
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10 de dez. de 2009
Piores Empresas 2009
No primeiro dia da Conferência de Copenhage (Cop–15), mobilização global para a mudança climática, a Consumers International (CI) divulga o “Prêmio Piores Empresas 2009”, exclusivamente sobre a publicidade enganosa de algumas empresas para defender suas prática ecológicas.
Realizado pelo terceiro ano consecutivo, a comunidade internacional contou com a indicação das 220 organizações membros, de 115 países, das quais o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) faz parte, para a análise em nível mundial. As empresas Audi, BP, EasyJet, Microsoft e CO2 is Green foram “premiadas” por exagerar nas informações em publicidade socioambiental. Vídeos das campanhas e categorização dos prêmios em: www.consumidoresint.org
O objetivo da “premiação” da CI, em meio às atuais negociações sobre o clima, é alertar para a emergência de credenciais ecológicas corretas, a fim de defender o direito do consumidor à informação confiável e veraz, sobre o impacto ambiental de produtos e serviços, para favorecer o consumo responsável.
O Idec, representante da CI no Brasil, auxilia para que a organização faça campanhas em favor dos consumidores, no mundo todo. Segundo Lisa Gunn, coordenadora-executiva do Idec, é fundamental também incentivar o papel do consumidor dentro do plano de ações de cada país, empresa, ou indivíduo, para o combate ao aquecimento global.
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29 de nov. de 2009
Obesidade infantil e publicidade de alimentos para crianças são tema de livro do CONAR
Este livro deveria integrar a bibliografia básica dos cursos de Publicidade porque boa parte dos alunos do curso tem pouca ou nenhuma informação sobre o importante papel do CONAR e menos ainda sobre os limites éticos desta profissão.A organização de texto do livro é de Rafael Sampaio. Exemplares podem ser solicitados pelo e-mail conar@conar.org.br.
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23 de nov. de 2009
Por quê ?
Não achei nenhum link no youtube do clipe que desse pra postar aqui, todos bloqueados. Então segue o link de lá:
Daft Punk - Around the world
Alguém entende ? Ou foi só uma viagem (ao redor do mundo) ?
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17 de nov. de 2009
Até onde vai o cinismo de um anúncio imobiliário?
O cinismo ganha campo, por Noemi Jaffe
NO FINAL do século 18, Goethe escrevia, no poema "Hermann e Dorothea": "(...) O peito mais livre bateu com pulsações mais puras,/ Quando despontou o primeiro brilho do novo Sol,/ Quando se ouviu falar dos direitos humanos, a todos comuns,/ Da liberdade entusiástica e da louvável igualdade!/ Cada um esperou então viver a si mesmo (...)".
Em novembro de 2009, no aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim, lê-se, em anúncio de uma grande empresa imobiliária: "Revoluções não nascem com este nome. Elas começam com um pequeno grupo de pessoas que ousam imaginar um mundo diferente do passado. Pessoas que se recusam a permanecer confinadas dentro dos muros das velhas verdades. (...) Na web, todos saímos da plateia e viramos atores. É o fim do reinado do para todos e o início da república do cada um. O fim dos clichês. O fim da média. O fim da solução-universal-para-todos. Só os imóveis se esqueceram de mudar".
O anúncio continua, apregoando que os novos imóveis de sua incorporadora permitem arranjos individualizados, como um grande home theater, um banho "comme il faut", um "piano na sala e um ofurô no quintal".
A frase final, em tom grandiloquente, garante ao leitor esta possibilidade: "Você já pode viver na sua época".
O que teria acontecido desde "a liberdade entusiástica" e do "cada um esperou viver a si mesmo" de Goethe até "o fim do reinado de todos e o início da república do cada um" e "do banho "comme il faut'" do anúncio imobiliário? O que teria acontecido para que os princípios da revolução burguesa se transformassem em anúncio de caros apartamentos?
O fenômeno linguístico e filosófico (em que subjaz, como sempre, um forte aparato ideológico) que permite essa apropriação de um princípio ético por um princípio que o contraria (aético e, nesse caso, exclusivamente lucrativo) é um velho conhecido: chama-se cinismo. Uma distorção que faz com que a vantagem econômica de muito poucos, para muito poucos, com muito poucos, seja semanticamente disfarçada de derrocada do reinado de todos e de vitória da república do cada um.
Tudo se distorce nesta formulação: o que seria para todos, ou seja, a democracia, passa a ser chamado de reinado. E o que seria o corolário do individualismo passa a ser considerado república.
Para começar, não pode haver, etimologicamente, república do cada um. A república, como o nome diz, é a coisa pública, algo que os apartamentos caros reconfiguráveis "comme il faut" certamente não são.
O artigo "o", contido na expressão "do cada um", também é revelador.
Como se a preposição "de", sozinha, sem o artigo, não fosse suficiente para designar a singularidade e a liberdade que os indivíduos agora possuem de fazer suas próprias revoluções, com seus home theaters gigantes e seus ofurôs no quintal. Não é mais "de" cada um, é "do" cada um.
A revolução agora é destruir os muros dos reinados de todos. Esse "reinado" -também empregado falaciosamente- seria o das verdades totalizantes. "Para todos" virou sinônimo de clichê, de média, e seria, inversamente, uma ação coercitiva. Personalizar apartamentos, sim, é que seria agora a nossa liberdade revolucionária, em parte concedida pela web, que nos transforma de plateia em atores.
O cinismo ainda não é um fenômeno irreversível, alastrado irreversivelmente por toda a sociedade. Existem muitas possibilidades e espaços de inteligência ativa. Mas a distorção, principalmente linguística, está presente -e é preciso dar-se conta dela.
O cinismo penetra capciosamente pelas brechas da língua, das imagens e do dia a dia e, quando percebemos, estamos usando a mais nova marca de sabão em pó porque ela nos liberta da massificação.
Algo muito nocivo acontece quando os conceitos podem ser distorcidos com essa facilidade, nessa extensão e com esse grau de difusão. Quando o espantoso não espanta mais, é preciso, com urgência, reler Goethe.
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16 de nov. de 2009
Quem vigia David Ogilvy?
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15 de nov. de 2009
Agências protestam contra censura no Estadão

Há mais de cem dias, o jornal Estadão está submetido a censura pela família Sarney, que impede que sejam divulgados dados sobre investigação que envolve o filho do senador José Sarney. A partir de uma proposta do jornal Propaganda & Marketing, as agências Africa, AlmapBBDO, F/Nazca S&S, NBS, Talent, Y&R e W/ foram convidadas a criar anúncios que protestam contra essa censura.
A Y&R, agência do Estadão, fez anúncio que divulga o movimento criado na internet censuranuncamais.com. O blog é de Arthur Soares, do planejamento. Cerca de 4.500 pessoas aderiram ao movimento, entre eles famosos como Marcos Mion e Marcelo Tas.
Alexandre Gama, da Neogama BBH, não só aderiu como resolveu ir mais longe e propõe no seu anúncio uma lista de adesão que seja enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) que está para julgar o caso. “Acho que, mais do que um exercício solo de criação, temos que mobilizar a comunidade contra a passividade diante de situações como essa”. Por isso, o seu anúncio remete ao hot site www.censuranao.com.br. Aliás, uma descoberta o surpreedeu: o termo “censura não” sequer tinha registro no Brasil.
Lindenberg, da Leo Burnett, criou um título riscado, como tivesse sido censurado e abaixo um código de realidade aumentada e a informação (foto acima). Acesse www.leoburnett.com.br/censura e mostre este anúncio para sua webcam. Quando o leitor aproxima o anúncio da webcam ele lê o título que estava riscado: "Tentar censurar informação nos dias de hoje é uma atitude tão burra quanto a própria censura. A Leo Burnett é contra a censura. Não deixar o Estadão falar é não deixar a gente ouvir."
“A ideia é simples, as pessoas podem colocar uma tarja no seu avatar no Twitter, em referência à censura”, contou Marco Versolato, vice-presidente de criação da Y&R. No anúncio, aparecem fotos de funcionários da Y&R com uma tarja sobre os olhos. O texto diz: “A censura está ameaçando voltar. Proteste. Coloque a tarja no seu twitter censuranuncamais.com. A Y&R apoia este movimento”.
A peça da NBS traz a imagem de um alto-falante e fotos pequenas de líderes mundias como Nelson Mandela e o Dalai Lama e a frase: “Você tem o direito de não permanecer calado”. “A ideia é mostrar que a liberdade de expressão é a soma de várias vozes e que essas pessoas amplificaram com suas histórias de vida e posturas a nossa liberdade de expressão”, falou Cassio Faraco, diretor de criação da NBS São Paulo, criador da peça junto com Darcy Fonseca, Gustavo Vilela e Guilherme Almeida que tem direção de criação de Pedro Feyer e André Lima.
A peça da AlmapBBDO, criada por Manoel Zanzotti, Fred Sekkel e Carlos Garcia, retrata com precisão a situação. O texto diz: “Librdade de exprssão (isso mesmo, sem as vogais). Cuidado, às vezes, começam a tirar e você nem percebe”. “É algo sutil, eu acho que o anúncio reflete o que estamos passando hoje, em que as coisas vão acontecendo de forma sutil e podem aumentar de uma hora para outra”, disse Zanzotti.
O anúncio da Talent assina com a seguinte frase: “Quem perde a liberdade de imprensa não perde só a liberdade de imprensa”. “A gente tentou dizer que a liberdade de imprensa tem um efeito direto na vida das pessoas”, disse Fábio Rodrigues, diretor de arte da Talent, que criou a peça junto com Igo Oliva.
A W/ foi original e desenhou dois bigodes, que de certa forma se tornaram ícones da crise. De um lado, aparece o bigodão que representa Sarney e do outro um bigodinho, em referência a Adolph Hitler, ditador da Alemanha. O conceito é: “A censura revela semelhanças perigosas entre os que a praticam. W/ pela liberdade de expressão sempre”. A criação é de Eiji Kozaka e Marcelo Conde, com direção de criação de Washington Olivetto.
De nossa parte, gostaria de conseguir as imagens de todos os anúncios, pois não os encontrei nos sites do Estadão, nem no do Propaganda & Marketing. Mas dos anúncios descritos nas reportagens, achei a ideia da Almap a mais criativa, e a da Neogama a mais persuasiva porque leva a uma ação concreta no hot site da campanha.
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