23 de jun. de 2011
Moda infantil e a quebra de paradigmas.
Por
Conceição
Este post é de autoria do Raphael Souza.Em sua edição de dezembro, a revista Vogue Paris, que possui os editoriais de moda mais famosos do mundo e que são considerados a "Bíblia Sagrada da Moda", realizou, pra variar ou não, ensaios muito polêmicos.
Na edição, do estilista Tom Ford, podemos encontrar ensaios um tanto quanto curiosos, como, por exemplo, modelos nuas em cenas sadomasoquistas num cenário faroeste e um beijo entre Tom e o fotógrafo Terry Richardson.
Também encontramos na edição um ensaio, ao meu ver, sensacional, entre dois idosos em cenas bem quentes: “Estou cansado da rejeição cultural à velhice e do estigma das rugas e cabelos brancos. Para este ensaio, eu imaginei um homem e uma mulher que estão juntos há muito tempo, fiéis um ao outro e sempre incandescentes de desejo”, disse em entrevista. Uma tentativa de desestigmatização de um público que ainda sofre com o preconceito, principalmente do mundo da moda.
Na mesma edição, porém, podemos encontra fotografias de crianças em atitudes, segundo Noni Hazlehurst, do grupo de proteção às crianças Bernardos, inadequadas pra sua idade.Veja as imagens:


Seguindo a mesma linha, a australiana Witchery realizou um ensaio com crianças para promover a linha infantil.
Analisando as imagens eis que vem à tona a já famosa discussão sobre a proibição de comunicações dirigidas a crianças e que é debatida no mundo todo. Vocês concordam com a opinião de Nomi? Em quê esse tipo de comunicação pode prejudicar no desenvolvimento das crianças?
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20 de jun. de 2011
Será que devemos viver com uma sensação tão otimista?
Por
Vitório Tomaz
Eu me considero um otimista e sempre vou defender que precisamos propagar boas idéias. Tenho convicção de que as boas idéias é o que nos torna humanos. Pessoas que encontram Deus em geral são assim, pois são capazes de enxergar uma justiça divina. Mas o que me fez querer postar estes vídeos é o questionamento de quanto sentido existe e criar uma percepção pouco real do mundo. Será que isto é responsável? O primeiro é um vídeo da Coca-Cola produzido pela Agência Santo e adaptado pela Ogilvy & Mather Brasil para o Brasil e depois a resposta que fizeram. A forma como foram pontuais com as afirmações positivas no video da Coca-Cola é justamente onde esta toda a crueldade que é de alguma maneira escondida no vídeo da Coca-Cola: Leia mais>>
9 de jun. de 2011
Eduardo e Mônica - O filme (kibado)
Por
Reginaldo Nepomuceno
Não sou muito fã daqueles hypes que todo mundo esfrega na sua cara nas redes sociais. Isso faz a internet se parecer com os meios de massa, com a diferença de que quem empurra o conteúdo de caráter duvidoso goela abaixo são seus próprios amigos, não uma emissora. Acabei de ver o vídeo "Eduardo e Mônica" da Vivo para o Dia dos Namorados quando tive uma surpresa interessante ao compartilhar no Facebook:... e este foi o comentário de um amigo, feito logo em seguida:
Nem vou falar muita coisa, apenas que a ATL era operadora de celular em Minas Gerais antes de virar Claro, da mesma forma que a Telesp Celular virou Vivo em São Paulo. o resto é com vocês.
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5 de jun. de 2011
Peças não encaixadas na questão de Belo Monte
Por
Vitório Tomaz
Quando me proponho a refletir sobre a questão de Belo Monte, levanto inúmeros aspectos sobre a questão, de maneira tal que consiga pensar o empreendimento como uma atividade sustentável nos mais diversos aspectos. Não apenas como um empreendimento base para o desenvolvimento da indústria eletrointensiva.
Certamente, que nenhum de nós, ambientalista ou não é capaz de negar a base que a usina representa para o avanço econômico em nosso país, em especial no que diz respeito à geração de energia. Se o Brasil não for capaz de gerar energia para sustentar o desenvolvimento econômico, certamente perderemos nosso diferencial competitivo em relação ao BRIC, e estaremos fadados a ficar olhando um mar de oportunidades irem para Índia e China e Rússia, que apesar de também comporem o BRIC, não possuem as vantagens como uma mesma língua, alta convivência com as diversidades, alta disponibilidade de recursos básicos como água, terras agriculturáveis além de um estado sólido e democrático.
Recentemente foi publicado novo balanço da economia brasileira do pelo Ministro Guido Mantega, onde o Brasil já figura como a sétima economia do mundo, superando de acordo com o poder de compra da moeda potencias econômicas como França e Inglaterra. A revista The Economist - mais respeitada revista de economia do mundo, publicou nos últimos anos duas capas sobre o Brasil e uma série de dados e análises provando por que o Brasil é o melhor país do BRIC para receber investimentos os grandes investimentos que estão saindo da Europa e EUA. A previsão é de que nos próximos anos tenhamos um novo fluxo migratório, equivalente ao fluxo que tivemos no fim do século XIX, mas desta vez de técnicos.
No entanto, apesar de todas as evidências de que estamos prestes a dar o grande salto em nosso desenvolvimento, e apesar de importância estratégica que possui a geração de energia, os questionamentos levantados sobre Belo Monte é quanto ao paradigma de desenvolvimento que tem sido levado em consideração para o desenvolvimento da obra, em até que ponto o empreendimento leva em consideração os paradigmas do desenvolvimento sustentável, que traz incorporado uma noção sistêmica da economia ou até onde ele está apenas reproduzindo o modelo de desenvolvimento pôs-guerra, pautado no consumo como uma maneira de aquecer a economia. Hoje o mundo ganha progressivamente a consciência de que o planeta não suportará mais 50 anos de desenvolvimentismo. Não pensar a economia tendo como base o triple botton line é certamente condenar um mundo que chegará a 8 bilhões em 9 anos a ter desigualdades e conflitos muitos maiores do que os que já enfrentamos.
Tendo estas questões é que precisamos refletir sobre a usina de Belo Monte, não a partir de uma perspectiva de contra ou favor, não se tratam mais de dois lados, mas sim de conseguir incorporar a sustentabilidade à usina, e na inexistência desta possibilidade, pensar em como iremos construir as bases para o nosso desenvolvimento sem agir de maneira predatória com o planeta e com as pessoas.
Sobre tal perspectiva, faço a seguir um levantamento dos principais pontos mal resolvidos sobre Belo Monte, tendo como base dados do EIA/RIMA elaborado pela empresa Leme Engenharia sob encomenda do Ministério de Minas e Energia, Relatório do Painel de Especialistas, entregue cinco meses após o EIA/RIMA ao mesmo Ministério e com uma abordagem crítica sobre o estudo oficial, e pesquisas feitas com o Movimento Xingu Vivo Para Sempre e principais jornais órgãos de imprensa do país. Neles, o principal foco de atenção não é quanto à área desmatada em si, isto é balela em comparação com o desmatamento provocado pela soja e criação de gado, mas sim no que diz respeito às consequências sistêmicas do empreendimento. Os pontos são:
- Falta de perspectiva quanto ao futuro da população local, que possui uma economia fundamentada na pesca e que será afetada com os alagamentos (de acordo com o EIA/RIMA, a população desabrigada será de 18mil pessoas, número contestado no painel de especialistas, uma vez que a média utilizada para este calculo foi a média nacional de 5,5 pessoas por família, enquanto que na Amazônia a média é de 7 pessoas). Faltam planos consistentes sobre qual será o futuro desta população, até mesmo no que diz respeito a infraestrutura básica, em especial tendo a falta de precisão dos dados.
- Danos ao patrimônio arqueológico causado pelas inundações;
- Aumento significativo do barulho da região, o que interfere diretamente na fauna local, em especial na população de pássaros, que exerce um papel chave como polinizadores. E que tendem a se afastar em especial por dificuldades que encontrarão para reproduzirem.
- Formação de poças e mudança na qualidade da água, o que contribuirá com a formação de ambientes propícios a reprodução de mosquitos, como o responsável pela transmissão de febre amarela, doença já endêmica na região. Somado com a falta de infraestrutura e erros de previsão da população migrante, este fator pode se tornar em um grande desastre humanitário.
- De acordo com os cálculos dos empreendedores, a perspectiva é de que aproximadamente 100 mil pessoas migrem para a região (obras similares possuem um histórico de migração de 150 mil pessoas) em decorrência dos 18 mil empregos diretos gerados no auge das obras, com o termino, restarão apenas 700 empregos diretos e 2,7 mil indiretos, para uma população de 32 mil pessoas que devem permanecer na região. É difícil imaginar que tal população se comporte como a protetora da floresta, uma vez que precisarão garantir a própria sobrevivência.
- Na região do Xingu, diretamente afetada com o desequilíbrio ecológico gerado com a construção da usina, vivem 16 etnias, que terão de adaptar o seu modo de vida, gerando uma perda de costumes e tradições, uma vez que a sua cultura está fundamentada na floresta, Estes povos tendem a desaparecer completamente no aspecto cultural após séculos vivendo na mesma terra. De acordo com parecer técnico publicado pela FUNAI, a recomendação foi de que o órgão não emitisse um parecer sobre a usina, recomendação contrariada por seu presidente.
- A perspectiva é que a usina entregue os 11MW em apenas quatro meses do ano, entregando-nos nos outros meses entre 30% e 40% de sua capacidade, fator que gera questionamentos quanto à viabilidade econômica da usina, e consequentemente forte presença estatal no consórcio. Em situação sem precedentes, o BNDES deverá financiar em 30 anos a obre com dinheiro do FAT. É também a falta de viabilidade econômica é o que fará a justificativa para a instalação de novas barragens que venham a viabilizar economicamente o empreendimento em médio e longo prazo.
- De acordo com estudo oficial, serão atingidos pela obra os municípios de Altamira, Senador José Porfírio, Anapu, Vitória do Xingu, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Uruará, Brasil Novo, Gurupá e Medicilândia, no entanto, apenas Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo receberam audiências para consultar a população sobre a obra. Da mesma forma como não foram realizadas as oitivas Indígenas pelo Congresso Nacional, previstas na Constituição Federal e na Convenção OIT 169 da qual o Brasil é signatário. De maneira que os planos feitos para mitigar os impactos não atendem aos critérios básicos, que é o de escutar os stakeholders diretamente envolvidos.
- Pressupondo a não existência dos pontos acima, que não tem recebido a importância equivalente, a recente questão levantada pelo MPF diz respeito a 40 condicionantes estabelecidas pelo IBAMA para a liberação da licença e que não foram cumpridas totalmente até o ato de expedição da licença, condicionantes que dizem respeito a ações como construção e reforma de escolas e hospitais, providências para o reassentamento de famílias atingidas pela barragem, recuperação de áreas degradadas, garantia da qualidade da água para consumo humano na região, iniciativas para garantir a navegabilidade nos rios, regularização fundiária de áreas afetadas e programas de apoio a indígenas. Deixando a região sem perspectivas quanto ao futuro, uma vez que nem mesmo os critérios técnicos têm sido atendidos, estando claro o uso do IBAMA e FUNAÍ como órgãos políticos para legitimar a usina.
Como já abordado no inicio deste texto, contestar o papel estratégico que a geração de mais energia traz para o desenvolvimento do país é sem cabimento. No entanto, o apelo destes argumentos é para que sejamos capazes de propor uma discussão cientifica sobre a questão, e não fundamentada na opinião de um ou outro grupo. A média prazo, os grupos favoráveis a construção da usina são os grandes vencedores em detrimento do meio ambiente e população local, em longo prazo, talvez nenhum grupo saia vencedor destes entraves muito políticos e pouco científicos, em especial no que diz respeito a sustentabilidade da vida no planeta. Precisamos sim garantir energia, mas antes disto ampliar o debate para que tenhamos uma perspectiva sustentável sobre a questão energética, com a segurança de estarmos construindo o Brasil do futuro, e não apenas a quarta economia do globo.
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30 de mai. de 2011
O que faz um viral?
Por
Rafael Figueiredo
Vocês provavelmente já assistiram ao vídeo de "Oração" da "Banda mais bonita da cidade", o novo fenômeno do Youtube. Eu também já assisti e fiquei muito impressionado com a quantidade de views e com a velocidade em que eles foram se multiplicando. A primeira vez que assisti ao vídeo, ele tinha cerca de 25 mil visualizações, horas depois chegava a 150 mil. Em 13 dias, o vídeo tem quase 4 milhões de visitas, que me lembre nenhum músico brasileiro tinha alcançado tal feito e isso me fez questionar: "O que faz um viral?" Leia mais>>
25 de mai. de 2011
Quando o homem morre pela floresta
Por
Vitório Tomaz
Publicado Originalmente em: http://tedxamazonia.com.br/posts/view/quanto-o-homem-morre-pela-floresta
Hoje, dia em que seria votada a alteração do Código Florestal, um de nossos palestrantes, Zé Claudio Ribeiro, foi assassinado junto com sua esposa, Maria do Espirito Santo, quando voltava para casa, no Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, no sul do Pará.
José Claudio Ribeiro era castanheiro e vivia da extração de castanhas e outras frutas na floresta. O lugar onde morava é protegido por lei e o corte de árvores, ilegal. Assim, Zé Claudio negava-se a negociar as árvores com os madereiros da região. A pressão era grande: muita gente já tinha abandonado o assentamento e vendido, ilegalmente, as terras. Zé Claudio denunciava os crimes e, por isso, as ameaças eram constantes. Sua palestra no TEDxAmazônia conta exatamente essa história. Num trecho, ele diz: “A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes, querem fazer comigo”. E fizeram. Vale rever a palestra:
Nós conhecemos o Zé Claudio graças ao Felipe Milanez, que nos apresentou sua história emocionante, seu amor à vida dos homens e da floresta. Hoje, é o Felipe que emocionado nos traz mais notícias tristes. A Comissão Pastoral da Terra esteve no local do assassinato - uma ponte a 8 km da casa de José e Maria. Às sete e meia da manhã sairam para a cidade, provavelmente para denunciar as ameaças. Ali, foram emboscados, por dois homens, que utilizaram armamento pesado (revólver calibre 38 e pistola 380). O casal foi alvejado e os assassinos ainda cortaram uma orelha de cada para comprovar o crime. Eles caíram ao lado de uma grande árvore.
A polícia chegou por volta do meio dia, despreparada para proteger o local do crime para a perícia, segundo a Comissão Pastoral da Terra. Zé Claudio e Maria do Espírito Santo estavam com medo e iriam denunciar as ameaças. Agora, essa é a nossa missão: não permitir que o crime caia na impunidade. Pedimos que comunidade TED se mobilize para que esta notícia seja espalhada.
Por Lívia Ascava, Barbara Soalheiro e Felipe Milanez
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Zé Claúdio
23 de mai. de 2011
Alone Together
Por
Conceição
Este post é de autoria do Matheus Paiva.Cada vez mais a discussão sobre o quanto nós estamos realmente nos conectando com as pessoas ganha força. Dizendo que enquanto nos conectamos virtualmente com todo (o) mundo, cada vez mais nos distanciamos do mundo real, fica cada vez menor nossa interação com o real. Assim como também nosso poder de atenção e concentração diminuem, que cada vez menos conseguimos assimilar informações complexas e longas como textos de revista e livros, e etc. Com essa discussão que o livro 'Alone Together' ataca toda essa geração 'conectada'. A idéia do autor Sherry Turkle é que essas novas mídias estão nos tornando mais 'virtuais', que estamos nos isolando do contato humano e nos tornando quase que exclusivamente virtuais.
Há um tempo foi divulgado um comercial da empresa DTAC, uma grande fabricante de celulares da Tailândia, com o nome de 'Disconnect to Connect' que nos mostra os momentos perdidos com nossos amigos e familiares por estar justamente conectados, trocando o virtual pelo real. Que esta conexão que estabelecemos através das mídias sociais e da internet está nos afastando cada vez mais do verdadeiro contato, o real.
Outro vídeo que também trata do assunto é o 'You need to get off Facebook', o rapaz do vídeo faz uma reflexão sobre o uso exagerado do Facebook, e como isso acaba nos deixando mais infelizes do que propriamente felizes. Como isso aumenta nossas expectativas.
Claro que meu objetivo aqui não é tirar todo mundo do twitter, facebook, orkut, foursquare, youtube... mas sim que ao acessar essas redes, paremos para refletir e diferenciar o saudável e necessário do vicio, perda de tempo e da infelicidade.
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17 de mai. de 2011
Estação Gente Diferenciada
Por
Claudio Eduardo
No último sábado, dia 14/05/2011, em resposta a uma declaração feita por uma moradora do bairro, foi realizado um churras em frente ao Shopping Higienópolis. Tudo começou a partir da mudança do local onde seria instalada a estação de metrô onde passaria a futura linha 6 - Laranja. A alteração foi divulgada após a entrega de um abaixo-assinado realizado por uma associação de moradores do bairro com, aproximadamente, 3.500 assinaturas contrárias a instalação da estação no local.
O estopim foi quando uma moradora, em entrevista para um jornal, justificou sua posição dizendo que a estação atrairia camelôs, mendigos, drogados, em suas palavras "uma gente diferenciada" para o bairro. Foi quando Danilo Saraiva convidou a galera via Facebook, para que comparecessem ao evento. Resultado: mais de 56 mil pessoas confirmaram presença e mais de 7 mil diziam que talvez compareceriam, contudo, segundo a policia militar, aproximadamente 600 pessoas apareceram no local. Números a parte, o fato é que, ainda que em outro ponto do bairro, teremos metrô em Higienópolis. As mídias sociais provaram seu poder de mobilização, desta vez, beneficiando milhares de paulistanos "diferenciados".
Muitos jovens compartilharam, cada um com o seu modo de pensar, uma manifestação que escancara uma verdade. Há preconceito contra pobres. A guerra entre classes existe e está presente o tempo todo. Também há preconceito contra ricos, basta ouvir discursos como os relatados na matéria da carta capital.(http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/sofativistas-1-a-0) Pois bem, um bom pensar independe da condição social, basta ter noção de equilíbrio e capacidade de se enxergar no próximo, mesmo que este próximo não seja, ou esteja, tão próximo assim de sua realidade.
Quanto a ser um evento realizado por jovens de classe média, isso pouco importa. Foi feito por jovens que, por natureza, manifestam-se contra o que pensam ser injusto e dizem isso via rede social e, pasmem, saem do conforto de seus lares em dia frio para dizerem que não concordam com o pensamento de (não poucas) pessoas mesquinhas, burras e indignas de serem chamadas seres humanos, não importando se residentes de Higienópolis ou Capão Redondo.
Ilusão pensar que todos que ali estavam, sabiam porque protestavam. Mas, oras, isso importa tanto quanto o lugar que será o metrô... nada!
Mais vale o movimento contra o preconceito e o abismo social que há nessa cidade.
Há tempos não me orgulhava de ser paulistano.
Que bom poder afirmar isso hj.
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10 de mai. de 2011
O Poder da Contra-Propaganda: a sociedade está dando respostas às campanhas de Belo Monte e à siderúrgica do RJ
Por
Conceição
O que esse post questiona é a política de desenvolvimento do atual governo federal que, em conjunto com os governos estaduais, está prejudicando populações inteiras em nome de uma falácia chamada "crescimento econômico". A questão é: crescimento pra quem, cara pálida?Primeiro, o Governo (em nome do PAC) e o consórcio Norte Energia lançam 2 vídeos que estão sendo veiculados nos aeroportos de todo país. Chega a ser irônico videos mentirosos sendo veiculados em nossos maravilhosos e eficientes aeroportos:
Em resposta, o movimento dos Atingidos por Barragens e Xingu Vivo acabam de lançar a campanha "Contrainformação à Propaganda Enganosa da Norte Energia":
Por fim, está sendo lançado por várias entidades do Rio de Janeiro, o curta Desenvolvimento a Ferro e Fogo. Esse curta tem a narração do Wagner Moura e mostra os impactos da construção da Cia. Siderúrgica do Atlântico (da alemã ThyssenKrupp) na região oeste da cidade do Rio de Janeiro. A poluição causada já prejudica a saúde dos moradores e as previsões ambientais são catastróficas. Veja e dê sua opinião:
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5 de mai. de 2011
Virada Sustentável: São Paulo, dias 04 e 05 de junho
Por
Conceição
Seja bem-vinda a Virada Sustentável. Ótima iniciativa de levar a sustentabilidade para o espaço público e para o dia-a-dia das pessoas. Para saber mais, acesse o site Virada Sustentável.
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