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28 de jan. de 2011
Enquanto isso, na China...
Por
Reginaldo Nepomuceno
Propaganda persuasiva, para mim, não é aquela que grita na sua orelha "quer pagar quanto?", "compre em apenas 1386 vezes" ou coisas do tipo. Sempre fui a favor de mensagens simples, mas que nos convencem pelo consenso, não pelo cansaço. (ainda falo mais sobre isto aqui, qualquer dia desses.)Zapeando pelo Ads of the World encontrei uma peça ideal para ilustrar o que penso:
BBJ(Bazi Bushen Jiaonang) são cápsulas de um remédio tradicional chinês, indicado contra problemas de ereção dos homens (seria o equivalente da nossa catuaba?). Na China, propagandas deste tipo de produto são proibidas, logo a agencia Charm resolveu comunicar através de uma maneira não-tradicional, imprimindo a embalagem do BBJ em cartões de estacionamento. Quando o motorista usa o cartão, a cancela se levanta, simulando o efeito desejado do produto, porém sem nenhuma explicação literal.
Veja mais propagandas do mundo todo: adsoftheworld.com
Conheça a agência : charmgroup.cn
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17 de fev. de 2010
O Pós-Guerra da Guerra Fria
Por
Vitório Tomaz
Eu tenho um jeito de começar a escrever meus posts e textos que considerado coloquial, mas este jeito tem parecido tão chato que to buscando uma nova forma de escrever, ainda não descobri. Mas, este não é o tema central deste post, pelo menos não tão central. De alguma forma essa percepção é fruto de uma reflexão maior, sobre um modelo de "macro comunicação" que será eficaz para salvarmos o mundo da destruição e aniquilação completa :(. Pronto, agora sim o papo é de maluco, mas não por que eu esteja falando maluquice, simplesmente por que a discussão passa longe do mundo real.Bem, a idéia deste post surge a partir de várias reflexões fundamentadas em discussões e principalmente análises sobre a maneira como estamos usuando o planeta, como ele está respondendo e como estamos contra respondendo. E para começar a alicerçar a discusão quero lhes apresentar a página: http://www.esb.ucp.pt/gea/myfiles/pegada/nacoes.htm, trata-se de um estudo sobre a média per capita de países no que diz ,respeito a Pegada Ecológica e um alinhamento com outros dados como a capacidade biologica de cada país e seu déficit. Os dados não me parecem otimistas, em especial quando pensamos que os maiores esforços para conter o aquecimento global até então são esforços e acordos voltados para o clima e entre corporações e governos. E que quando levamos em consideração os esforços para conter o consumo individual e localizado ele é quase nulo, já que vai contra a lógica capitalista.
Fiquei meio curiso com a tabela acima, e ingenuamente resolvi dar um novo tratamento de dados para ela, desta vez ordenando através dos países com a maior pegada para a menor, e mantendo na tabela apenas os países com pegada maior que 8 e os com pegada menor que dois, tive um resultado amendrontador, mas que deixa muito claro por que o COP-15 foi um fracasso, vejam a tabela aqui: publizitat.googlegroups.com/web/pegada_ecologica_contraste.
Enquanto que na tabela China e India estão entre os países com a menor pegada, por razões talvez bastante óbvias, como o atraso em seu "desenvolvimento" os mesmos países estão entre os 10 maiores emissores de CO2: www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/414/matj_414.htm, por razões também muito obvias, ligadas a sua enorme população.
O grande pesadelo nisto tudo, e o grande desafio é imaginar como será a China e a Índia desenvolvendo e consumindo ao estilo Americam way of life, o mesmo estilo publicitariamente vendido ao mundo pós-guerra junto com a obsolêscencia programada, responsável por aumentar significativamente a bolha de consumo que vivemos hoje.
Mas além da bolha de consumo, o problema maior é que a venda do modo de vida americano durante a Guerra Fria via Hollywood gerou o que hoje de chama de branding, ou em se falando de "macro comunicação" é equivalente a incorporação cultural. Ou seja, nós brasileiros, chineses, indianos( estes já tem até Bollywood), incorporaram a idéia da democracia americana e agora anseiam o mesmo progresso, oriundo do livre mercado e força de trabalho.
Álias, só para fazer um paragráfo parentes e tirar um pouco a culpa dos americanos, este lance de trabalho é da reforma protestante, que por sinal foi iniciada por Martinho Lutero, um alemão século XVI e mais tarde reforçada por John Locke, um inglês do século XVIII e pai do liberalismo, acredito que estes argumentos absolvem os americanos assim como os chineses e indianos são absolvidos :(.
O problema agora é que mesmo absolvendo todo mundo , julgando todos como vitímas da cultura, o nosso problema não está resolvido, e estará menos ainda quando nossos amigos chineses e indianos alcançarem o desenvolvimento que tanto almejam. Acredito que eles não chegam lá, antes morremos. Mas supondo que exista uma solução para este desvio cultural de séculos. Talvez a solução seja ensinar as pessoas a lidarem com a frustração, dizendo a um americano que ele deverá viver como um miserável segundo seu modelo de vida, e a nós, subdesenvolvidos, que o desenvolvimento nunca chegará se quisermos continuar aqui, seremos pra sempre como dizia Belchior, apenas rapazes latinos americanos, sem dinheiro no banco.
E quem disse que isto não pode ser bom?
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