28 de fev de 2010

Finalmente a corrupção empresarial entra em pauta

Em ano de eleição, multiplicam-se as denúncias de corrupção na mídia, mas quantas delas estão ligadas a empresas? Se esse é um palco onde os políticos fazem questão de ser personagens principais, saibamos que a direção, o roteiro e o financiamento do espetáculo passa, invariavelmente, pela classe empresarial brasileira. Por isso considero muito oportuna e corajosa a Carta às elites empreariais brasileiras que Oded Grajew publicou hoje na Folha, e q vc pode ler abaixo



Carta às elites empresariais brasileiras

ODED GRAJEW

As elites empresariais só deveriam financiar e apoiar candidatos com ficha limpa. Elas precisam compatibilizar discurso e prática


NA CAMPANHA de 2002, o candidato Lula, tentando afastar os temores das elites nacionais, lançou a "Carta ao Povo Brasileiro", na qual se comprometeu a manter as bases da política econômica e respeitar os compromissos assumidos com organismos internacionais.
Lula sabia que, pelo sistema que vigora até hoje de financiamento de campanhas e pela influência das empresas de comunicação sobre os eleitores, dificilmente um candidato a presidente seria eleito sem um substancial apoio empresarial.
Na realidade, era uma carta dirigida às elites empresariais brasileiras, isto é, às lideranças compostas pelos dirigentes das maiores empresas e das entidades representativas do setor.
O Brasil tem melhorado. Olhando, porém, nossos indicadores sociais, a qualidade de nossos políticos e dos serviços e políticas públicas, o funcionamento do nosso sistema judiciário, os índices de degradação ambiental, a violência na sociedade e a corrupção nas relações sociais, econômicas e políticas, certamente podemos concluir que estamos muito longe do desejável e dos indicadores de desenvolvimento humano, de justiça social e de qualidade de vida atingidos pela maioria dos países desenvolvidos e de vários outros países até mais pobres do que o Brasil.
Nossas elites empresariais são muito poderosas. A maioria dos nossos políticos (e na democracia a maioria decide) são simples representantes das empresas que financiam suas campanhas. As empresas de comunicação exercem um enorme impacto sobre as decisões políticas, de consumo, de comportamento e de valores dos cidadãos.
As elites empresariais (da qual também faço parte) declaram que chegaram aonde chegaram graças a muito trabalho e competência, assegurando para si praticamente todos os direitos, como acesso a boa educação, saúde, moradia, transporte, segurança (gastam fortunas para se proteger), aposentadoria, lazer e cultura.
A mesma competência e dedicação deveriam agora ser usadas para que o grande poder acumulado pudesse ser convertido em correspondente responsabilidade pelo bem-estar de todos. E que tantos direitos assegurados sejam acompanhados de deveres com o país em que cresceram e vivem.
As elites empresariais deveriam financiar e apoiar apenas candidatos com ficha limpa, comprometidos em fazer a reforma que moralize o sistema político, em promover as mudanças que recuperem a credibilidade na Justiça e nas instituições democráticas, em implementar as justiças fiscal e tributária, em aprovar orçamentos públicos que sejam norteados pelo combate à desigualdade e em mudar legislações para que tenhamos mais empregos, trabalho decente e aposentadoria digna para todos. Também deveriam exigir dos candidatos e dos eleitos serviços públicos de qualidade, à altura da nossa carga tributária (das maiores do mundo).
As elites empresariais, que têm pleno conhecimento dos enormes riscos do atual modelo de desenvolvimento, deveriam usar seu poder para mudar nossos processos de produção e consumo e nossa relação com o meio ambiente e ajudar o promover o desenvolvimento sustentável do país.
As elites empresariais são formadoras de opinião, influenciam muitas pessoas pelo exemplo e comportamento. Nas ações, no dia a dia, na vida pessoal e na empresa, é fundamental serem coerentes com os valores declarados publicamente, compatibilizar discurso e prática.
Precisam respeitar as leis, ter um comportamento ético e cidadão, promover a cultura da solidariedade e da não discriminação, adotar hábitos de consumo que respeitem o meio ambiente, valorizar a vida e o bem-estar das pessoas acima dos interesses econômicos, investir bem mais na comunidade, dando um destino mais nobre a recursos ociosos e supérfluos e gerir as empresas de forma socialmente responsável.
No dia em que nossas elites empresariais, movidas até por interesse próprio, tomarem consciência da responsabilidade gerada pelo seu grande poder e pelos deveres decorrentes dos seus direitos adquiridos, o sonho de um Brasil mais justo, ético, seguro e próspero para todos e para as futuras gerações terá grande chance de se concretizar.
Será a única forma de mostrar que não agem movidas apenas por seus interesses econômicos e que praticam de verdade a responsabilidade social, e não a usam apenas como instrumento de marketing.
Espero que esta carta, qualitativamente diferente daquela de 2002, encontre destinatários maduros, cidadãos conscientes e sensíveis e lideranças à altura dos desafios e das oportunidades do nosso Brasil.
ODED GRAJEW, 65, empresário, é um dos integrantes do Movimento Nossa São Paulo. É também membro do Conselho Deliberativo e presidente emérito do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. É idealizador do Fórum Social Mundial e idealizador e ex-presidente da Fundação Abrinq. Foi assessor especial do presidente da República (2003).

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25 de fev de 2010

A sustentabilidade é uma escolha política

Hoje o prof. José Eli da Veiga, autor do ótimo livro Desenvolvimento Sustentável, escreveu na Folha um texto lúcido e esclarecedor acerca das plataformas dos candidatos a presidência. No que concerne as nossas discussões no Publizität, a defesa da candidatura de Marina Silva cede espaço para o real entrave a adoção da sustentabildiade como novo paradigma político e econômico da nação. Abaixo o texto na íntegra:



Só Marina é futuro

JOSÉ ELI DA VEIGA

O total contraste entre Marina Silva e os "favoritos" inviabilizará qualquer conciliação programática para o segundo turno

DESTA VEZ não há escapatória: o "fator Marina" obriga todos os pré-candidatos à Presidência a dar substancial destaque ao meio ambiente. E é provável que a questão seja muito bem tratada pelos dois favoritos, pois contarão com a ajuda dos competentes times de governos, conduzidos por Carlos Minc, no federal, e por Xico Graziano e José Carlos Carvalho, nos paulista e mineiro. Equipes em que predominam técnicos identificados com a senadora Marina Silva, mesmo que, por razões mais pragmáticas que altruísticas, não apoiem sua pré-candidatura.
Impõe-se, então, uma óbvia pergunta: poderá haver diferença significativa entre o discurso da senadora e os que serão os adotados pelos favoritos, caso realmente assimilem as ideias de seus ambientalistas?
Ao contrário do que parece, a resposta é um retumbante sim. E o total contraste inviabilizará qualquer conciliação programática para o segundo turno, mesmo que ocorra algum acordo por motivos táticos. Só não percebe quem esquece ou ignora o antagonismo que há entre o imperativo da sustentabilidade e a esclerosada visão socialdemocrata do capitalismo.
Por mais que tenha havido diversificação da fauna partidária socialdemocrata em seus quase 150 anos de adaptações a uma miríade de circunstâncias históricas e político-culturais, nada impediu que nela persistisse sua própria razão de ser, chame-se de "paradigma" ou de "DNA".
Do trabalhismo ao comunismo, passando por todas as espécies de socialismo, o essencial continua a ser a busca de maximização do crescimento econômico conjugada a políticas sociais que reduzam a pobreza e -quando possível- desconcentrem a repartição da renda. Nesse tronco pode ser facilmente enxertado um ramo ambiental, mas sem consistência, já que tomar cuidado com a base natural da sociedade atrita com a opção primordial por pisar fundo no acelerador do PIB.
A nova visão, que brotou no pós-1968, tanto repele a dicotomia entre as esferas social e ambiental da vida humana quanto abomina o reducionismo socialdemocrata por entender que o estilo de crescimento econômico é que deve ser subordinado ao objetivo de melhoria sustentável da qualidade de vida, e não o contrário.
Ou seja, absoluta prioridade "socioambiental" (só uma palavra bem antes de ser autorizada pela nova ortografia). Nada a ver com a concepção de turbinar o PIB com aborrecidas concessões a uma exigência ambiental que seria restritiva, além de separada da social.
Tudo isso poderia cheirar abstrato demais se não pululassem exemplos concretos. A suprema aspiração do governo foi acelerar o crescimento (PAC), criando os conflitos que tangeram a ministra Marina Silva para fora.
E Carlos Minc estava na mesma rota quando a mudança do quadro eleitoral provocada pela pré-candidatura de sua antecessora elevou a cotação do "cerradinho" em detrimento da "soja", segundo metáfora de Gilberto Carvalho sobre a índole de Lula.
Por acaso há político socialdemocrata que discorde da linha do governo Lula, esteja ele no PT, PSDB, PDT, PSB, PPS, PC do B ou PSOL, tenha ficado no PMDB ou baldeado para o atual DEM? Claro que não. Alguns adoram malhar a ineficiente gestão do PAC, mas só porque querem mais do mesmo. A nenhum jamais ocorreria a imprescindível necessidade de substituí-lo por um "Plano de Transição ao Ecodesenvolvimento", sem investimentos contrários à realidade socioambiental. Caso dos mais emblemáticos está na BR-319, que precisa ser abortada, e seus recursos transferidos para obras de saneamento ou de geração de energia limpa.
Sim, a economia brasileira ainda precisa crescer. E muito. Mas não de qualquer maneira, e ainda menos a qualquer custo, como querem os duetos Dilma/Ciro e Serra/Aécio. Para o projeto nacional que agora engatinha com Marina, importa muito mais a direção e a qualidade do crescimento econômico do que sua velocidade.
Aliás, se o contrário fosse melhor, este país já seria um dos mais desenvolvidos do mundo, pois nenhum outro PIB nacional aumentou mais do que o seu entre 1900 e 1980: algo como 50% mais do que o dos EUA.
Em suma: mesmo que o noticiário eleitoral coloque Marina numa suposta terceira via, ela está na primeira para o futuro do Brasil, pois todos os demais candidatos se engalfinham na carcomida segunda.
JOSÉ ELI DA VEIGA , 61, é professor titular de economia e orientador do programa de pós-graduação em relações internacionais da USP e autor, entre outras obras, de "Mundo em Transe".


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23 de fev de 2010

PUC faz homenagem a Paulo Freire

Evento PAULO FREIRE VIVE!

O evento que celebra os 30 anos de presença do Prof. Paulo Freire na PUCSP.

· 25/02/2010

· 20h00

· Auditório TUCA

· Presença de Sua Eminência Reverendíssima – Dom Odilo Pedro Scherer; do Magnífico Reitor – Prof. Dr. Dirceu de Mello e da Profa. Ana Maria Freire (viúva do Prof. Paulo Freire)

· Aula Magna - Profa. Luiza Erundina

· Entrada Franca

Se vc é aluno, engajado em projetos educacionais e sociais ou não, a sua participação é muito importante. Todos na PUCSP tem implicações com a história e a obra deste grande mestre. E para quem trabalha com sustentabildiade, as ideias de Paulo Freire estão mais atuais do que nunca.

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17 de fev de 2010

O Pós-Guerra da Guerra Fria

Eu tenho um jeito de começar a escrever meus posts e textos que considerado coloquial, mas este jeito tem parecido tão chato que to buscando uma nova forma de escrever, ainda não descobri. Mas, este não é o tema central deste post, pelo menos não tão central. De alguma forma essa percepção é fruto de uma reflexão maior, sobre um modelo de "macro comunicação" que será eficaz para salvarmos o mundo da destruição e aniquilação completa :(. Pronto, agora sim o papo é de maluco, mas não por que eu esteja falando maluquice, simplesmente por que a discussão passa longe do mundo real.

Bem, a idéia deste post surge a partir de várias reflexões fundamentadas em discussões e principalmente análises sobre a maneira como estamos usuando o planeta, como ele está respondendo e como estamos contra respondendo. E para começar a alicerçar a discusão quero lhes apresentar a página: http://www.esb.ucp.pt/gea/myfiles/pegada/nacoes.htm, trata-se de um estudo sobre a média per capita de países no que diz ,respeito a Pegada Ecológica e um alinhamento com outros dados como a capacidade biologica de cada país e seu déficit. Os dados não me parecem otimistas, em especial quando pensamos que os maiores esforços para conter o aquecimento global até então são esforços e acordos voltados para o clima e entre corporações e governos. E que quando levamos em consideração os esforços para conter o consumo individual e localizado ele é quase nulo, já que vai contra a lógica capitalista.



Fiquei meio curiso com a tabela acima, e ingenuamente resolvi dar um novo tratamento de dados para ela, desta vez ordenando através dos países com a maior pegada para a menor, e mantendo na tabela apenas os países com pegada maior que 8 e os com pegada menor que dois, tive um resultado amendrontador, mas que deixa muito claro por que o COP-15 foi um fracasso, vejam a tabela aqui: publizitat.googlegroups.com/web/pegada_ecologica_contraste.

Enquanto que na tabela China e India estão entre os países com a menor pegada, por razões talvez bastante óbvias, como o atraso em seu "desenvolvimento" os mesmos países estão entre os 10 maiores emissores de CO2: www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/414/matj_414.htm, por razões também muito obvias, ligadas a sua enorme população.

O grande pesadelo nisto tudo, e o grande desafio é imaginar como será a China e a Índia desenvolvendo e consumindo ao estilo Americam way of life, o mesmo estilo publicitariamente vendido ao mundo pós-guerra junto com a obsolêscencia programada, responsável por aumentar significativamente a bolha de consumo que vivemos hoje.

Mas além da bolha de consumo, o problema maior é que a venda do modo de vida americano durante a Guerra Fria via Hollywood gerou o que hoje de chama de branding, ou em se falando de "macro comunicação" é equivalente a incorporação cultural. Ou seja, nós brasileiros, chineses, indianos( estes já tem até Bollywood), incorporaram a idéia da democracia americana e agora anseiam o mesmo progresso, oriundo do livre mercado e força de trabalho.

Álias, só para fazer um paragráfo parentes e tirar um pouco a culpa dos americanos, este lance de trabalho é da reforma protestante, que por sinal foi iniciada por Martinho Lutero, um alemão século XVI e mais tarde reforçada por John Locke, um inglês do século XVIII e pai do liberalismo, acredito que estes argumentos absolvem os americanos assim como os chineses e indianos são absolvidos :(.

O problema agora é que mesmo absolvendo todo mundo , julgando todos como vitímas da cultura, o nosso problema não está resolvido, e estará menos ainda quando nossos amigos chineses e indianos alcançarem o desenvolvimento que tanto almejam. Acredito que eles não chegam lá, antes morremos. Mas supondo que exista uma solução para este desvio cultural de séculos. Talvez a solução seja ensinar as pessoas a lidarem com a frustração, dizendo a um americano que ele deverá viver como um miserável segundo seu modelo de vida, e a nós, subdesenvolvidos, que o desenvolvimento nunca chegará se quisermos continuar aqui, seremos pra sempre como dizia Belchior, apenas rapazes latinos americanos, sem dinheiro no banco.

E quem disse que isto não pode ser bom?

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10 de fev de 2010

Logorama concorre ao Oscar.



Ganhador do prêmio de melhor curta no festival de Cannes de 2009, Logorama é uma animação francesa com roteiro de filme de ação clássico.


A grande diferença deste para os outros bons concorrentes aos prêmios da categoria é que o cenário urbano e as personagens são formados por mais de 2500 logos de marcas reconhecidas em todo o mundo. O filme, que foi visto tanto como crítica quanto a uma nova forma de se fazer publicidade, agora concorre ao Oscar de melhor curta de animação.

Clique aqui e dê uma olhada em um trecho do filme.


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8 de fev de 2010

Descartar pilhas, baterias e celulares ficou mais fácil.

Segundo informação do jornal O Estado de São Paulo de hoje, agora pilhas, baterias, celulares e carregadores poderão ser descartados em vários locais de São Paulo, criados especialmente para coleta e reciclagem desses materiais.

No site www.e-lixo.org, inserindo o CEP e o tipo de "e-lixo" que você precisa descartar, é possível encontrar todos os locais mais próximos de sua casa que recebem e reciclam esse tipo de resíduo. O projeto associa a plataforma do Google Maps com um banco de dados dos postos de coleta de "e-lixo" em São Paulo.

A criação do Projeto "e-lixo maps", uma parceria entre Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Instituto Sérgio Motta, visa a ajudar o cidadão a encontrar o local mais próximo para levar pilhas, celulares e outros.

Avaliação do Publizität: fomos testar o serviço e notamos que, quando vc entra no site pela primeira vez, não abre direto a busca, pois antes é preciso clicar em "home". Daí vai carregar (lentamente) o map de busca onde vc insere o seu CEP e Número do lugar onde vc está (para pular esse passo, inserimos esse link direto aqui no post). Outro problema é que na nossa busca por lugares para descartar pilhas na região das Perdizes, os resultados são longe e não consideram lugares mais próximos que conhecemos por experiência. Ou seja, ainda é preciso ampliar a base de lugares de coleta. Mas isso não diminui a importância da iniciativa.

[Substitua este trecho pelo restante do post]


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2 de fev de 2010

A alma não...

Este é um post corajoso ou maluco mas achei que é um relato interessante, não por ser o relato de uma história minha, mas um relato. Acredito que normalmente as pessoas fazem isto quando mais velhas, mas não consegui esperar e sei que isto vai ter uma séria repercussão no meu desenvolvimento profissional, em especial no que diz respeito ao aspecto financeiro, mas...a Alma não.



O que se passa é que há alguns dias atrás fui convidado para trabalhar na segunda maior assessoria de imprensa do país em uma unidade de negócio que trabalha com o monitoramento de redes sociais (não vou citar nomes por razões pessoais, me desculpem). A melhor e mais promissora oportunidade profissional que já tive, se não fosse o fato de que este trabalho estivesse sendo desenvolvido para a detentora de 70% do mercado de cerveja no pais, a mesma que comprou o filme do Lula e que coíbe acionistas menores e donos de bares que ameaçam trabalhar com os produtos da concorrência.

Mas, pressupondo que eu fosse capaz de ignorar estes erros, que fosse capaz trabalhar para uma empresa que incentiva o consumo de álcool, como poderia conviver com verdades como as narradas pelo jornalista Washington Novaes no artigo "Quase duas décadas sem sair do lugar" www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100129/not_imp503411,0.php, onde o mesmo descreve o descaso com o meio ambiente por parte dos governos e conseqüentemente das empresas. Mais do que ignorar, como poderia trabalhar a favor desta destruição?

Quando disse não, disse não as corporações, as empresas, não por que acredite que as empresas não devam existir. Vejo que empresas são responsáveis por gerar a riqueza da sociedade e que desde que adequadas a padrões como o do Triple Botton Line, podem ser muito boas. No entanto a decisão que tomo agora é para um caminho que acredito que precisa de um número maior de pessoas, do contrário tudo pode estar perdido.

Estou indo para a fronteira, onde as coisas são emergenciais, onde precisamos de pessoas assim como os acidentados precisam dos paramédicos. Onde efetivamente serão definidas as diretrizes que deverão regular nossa economia e salvar nossa civilização.

Estou indo para o terceiro setor, para a política de mobilização social e para o boicote quando necessário .

Assino este texto com um codinome que nunca deveria ter deixado de lado:

Boicote

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