30 de abr de 2009

No minimo tosco - Rio sem Favelas

E o que vamos fazer com todo mundo? Jogar embaixo do tapete ou mandar o B.O.P.E. matar?
é incrivel como a comunicação, ora jornalistica, ora publicitária é capaz de fazer absurdos.

30/04/2009 - 10h51
Favelas do Rio de Janeiro somem em filme para o COI


SÉRGIO TORRES
da Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro

O comitê organizador da candidatura carioca à Olimpíada de 2016 apresentou à Comissão de Avaliação do COI um filmete de cinco minutos e fotografias aéreas que mostram um Rio de Janeiro sem favelas nas áreas vizinhas aos locais em que as competições serão disputadas, caso a cidade seja escolhida.

A apresentação aconteceu ontem de manhã para os 13 especialistas e esportistas estrangeiros enviados pelo Comitê Olímpico Internacional para avaliar se o Rio de Janeiro tem condições de sediar os Jogos.

Do encontro participaram o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB).

Nenhum dos representantes do COI falou com jornalistas. No discurso das autoridades brasileiras --prefeito, governador e ministro--, o encontro foi extremamente positivo.

"Nós nos saímos muito bem. Não é um autoelogio. (...) Foi uma manhã nota 10. Estamos no rumo certo. (...) A chance do Rio de Janeiro é muito grande", afirmou Cabral.

Preparado pelo Rio-2016 --comitê formado por COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e governos federal, estadual e municipal--, o filme mostra como deverá estar o Rio no ano da disputa dos Jogos, se for mesmo escolhido sede olímpica.

A capital fluminense foi dividida em quatro áreas: Copacabana (zona sul), Barra da Tijuca (zona oeste), Deodoro (zona oeste) e Maracanã (zona norte). Em cada uma delas foram mostrados estádios, vilas esportivas, locais de disputas. Não havia favela em nenhuma.

De acordo com o diretor de marketing do comitê, Leonardo Gryner, a omissão não foi deliberada. "Não tiramos nenhuma favela. Pode ser que pelo corte elas não tenham aparecido, mas não tiramos nenhuma favela", declarou ele.

Um exemplo da ausência de favelas pode ser notado no Maracanã, estádio ladeado pelo morro da Mangueira. A favela não aparece no filme. O estádio, com todas as modificações planejadas para o ano da Olimpíada, é mostrado de um ângulo que a mantém oculta.

Da mesma forma, na região da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, onde ficarão a Vila Olímpica e diversos prédios e unidades relacionados aos Jogos, não foram mostradas as favelas de Cidade de Deus, Rio das Pedras e Gardênia Azul.

Também o estádio João Havelange (o Engenhão, na zona norte) aparece no filme em ângulo no qual não são mostradas as favelas ao redor. Até as imagens panorâmicas, quase em círculo, do Corcovado, não exibem os morros povoados que existem nas vizinhanças, como Dona Marta e Cerro Corá.

Responsável pela apresentação dos futuros pontos de competição, o diretor de esportes do comitê, o ex-atleta Agberto Guimarães, repetiu em sua palestra e em uma entrevista que uma das metas da equipe é chamar a atenção dos avaliadores do COI para a natureza privilegiada do Rio de Janeiro.

"A gente tem que explorar as belezas do Rio, as praias", declarou Agberto, que mostrou aos emissários do comitê olímpico uma foto da praia de Copacabana em que, à distância, a favela do Cantagalo é quase que obscurecida pelos raios solares.

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29 de abr de 2009

Senha para palestras do Ecobuild

Olá pessoas!


Bem, no nosso ultimo evento do Publizitat, o professor Alécio Rossi, nosso convidado para o bate-papo sobre o Ecobuild, combinou de nos passar a senha que ele recebeu para acessar os pdfs com o conteúdo das palestras.

Como ele mesmo disse, esta não é uma senha para uma pessoa, a idéia é divulgar mesmo, e por isto que prometi que assim que ele me passase a senha eu distribuiria a todos via blog. Vocês , se puderem distribuir a senha, através da divulgação deste post, ou mesmo passando o link e a senha para seus contatos contribuem com a idéia do evento.

Pois bem, a senha é: environment, com ela vocês terão acesso através do link : http://www.ecobuild.co.uk/page.cfm/Link=418/t=m/goSection=19/trackLogID=5358995_D0286A8577 ,a todo o conteúdo das palestras, andei dando uma olhada, e tem uma quantidade bastante diversa de temas.

Bem, por enquanto é isto, aguardem os próximos eventos.

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28 de abr de 2009

A China é problema do Wal-Mart

Ao assistir ontem o comercial do Wal-Mart anunciando a inauguração da nova loja na Francisco Mourato(SP), achei curioso que um dos primeiros argumentos do convite era o fato de a nova loja ser "ecoeficiente". Ora, quem conhece a história do Wal-Mart nos EUA sabe de um longo histórico de exploração de mão-de-obra e politicas agressivas de preço que sempre tiveram alto custo social e ambiental. Mas de três anos pra cá, desde que o CEO Lee Scott abraçou a causa da sustentabilidade, a maior cadeia do mundo vem mudando a sua postura comercial, e de todas as iniciativas, acho que a principal é a politica da rede para seus fornecedores chineses. Para saber mais, acesse duas matérias da Época Negócios, uma sobre as recentes negociações do Wal-Mart com as empresas texteis, de alimentos e jóias chinesas, e outra sobre a meta de transformar todas as lojas da rede no Brasil em modelos de "ecoeficiência". As duas matérias deveriam ser leituras obrigatórias para todos os gerentes de marketing e comunicação. Ao lado, a foto de uma loja do Wal-Mart na rua Karl Marx na Berlim oriental tirada em 2005 por um certo L'Hibou (tirada do Flickr) já era um índice involuntário do rumo que a rede tomaria nos últimos anos. Chega a ser uma irônico.

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26 de abr de 2009

Comunicação x Comunicação

Quis postar aqui alguns comerciais para discutirmos.
O primeiro é um recente da Olympikus:

Esse anúncio, na minha opinião, incentiva a prática esportiva não para que as pessoas se enquadrem num conceito massificado de beleza, não para serem glorificadas por isso, mas por elas próprias, para um bem estar individual. Confesso que me senti inspirado.

O segundo é um recente da Havaianas:


Esse é o contrário do primeiro, enquanto comunicação. Ele incentiva consumidores a não pensar na crise e a comprar chinelos (?!). Será que é a melhor maneira de vencer uma crise econômica ? É o consumo que nos salvará ou a economia denuncia a falência do sistema ?

O terceiro é do Boticário:


O comercial busca ir na contramão de comunicações pela "real beleza" ou "bem estar bem". É legal reiterar um conceito de beleza ditatorial só para diferenciar uma marca da outra ? Outra coisa muito preocupante é que o comercial diz que uma das expressões artísticas mais contemporâneas, o Grafite, é feia, suja, mal pro entorno, seria melhor se os muros fossem brancos.
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24 de abr de 2009

CONFECOM - sem ONG's e Publicitários

Saiu no dia 22 de Abril a portaria n 185 do Ministério das Comunicações, que estabelece as diretrizes gerais para a organização da CONFECOM, que será a Conferência de Comunicação, um dos primeiros passos para a democratização da comunicação no país.

Certamente é um grande avanço este tipo de evento, que por sinal conta com uma mega estrutura e a organização em etapas municipais e estaduais, para então culminar na conferência nacional em Brasilia, nos dias 1, 2 e 3 de Dezembro.

A idéia é que esta seja uma conferência que mobilize toda a sociedade civil, no entanto, as entidades que são responsáveis pela organização não necessariamente estão representando a todos estes atores, tem por exemplo os publicitários, que não estão em nenhuma destas entidades, assim como falta uma entidade que represente as ONG's diretamente.

Bem, vamos torcer para que o formato permita a nossa participação como cidadãos, e vamos divulgar, para que a sociedade possa participar de forma efetiva.

Segue os links com a Portaria e com a composição da comissão:

Portaria n185

Composição da Comissão Organizadora

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Making Of de um Comercial



Legendas:
1. O que o cliente explicou
2. O que a agência entendeu
3. O que os diretores interpretaram
4. O que o produtor preparou
5. O que foi prometido no Plano de Comunicação e Mkt
6. O orçamento do projeto
7. O que foi filmado
8. O que a agência cortou
9. O que o cliente mudou
10.O que o cliente realmente precisava

Essa foi tirada do blog Publicidade Bizarra. Insiro essa charge porque acho que todo o processo de produção não apenas de um filme comercial, mas de campanhas e estratégias de comunicação, muitas vezes, carecem mesmo tendo comunicação no nome e no objetivo, ela é sempre a grande ausente do processo. E nesse sentido, sites como o Desencannes e o Publicidade Bizarras, além do humor, são também interessantes porque alertam para o fato de que o poder do ruido é, muitas vezes, maior do que a comunicação. O que vcs acham????
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23 de abr de 2009

A coragem do ministro Joaquim Barbosa exige nosso aplauso e reflexão



O video do bate-boca entre os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes não pode ser tratado como mais um fato escandaloso de Brasilia (embora a imprensa assim o tenha mostrado ontem) porque envolve a instância máxima da justiça brasileira. Ao expor sua indignação no palco, televisivo inclusive, o desabafo do ministro Joaquim Barbosa (se não foi no momento nem no lugar "adequado") teve a ombridade de ser corajoso. Ao expor o conflito de interesses que ali ocorre, de alguma forma tira a sociedade brasileira da indiferença em relação as nossas maiores instituições. Agora, cabe também a todos os lideres de opinião se informarem melhor sobre os fatos que deram origem ao bate-boca, para que possamos fazer um debate construtivo dos mecnaismos que regem o STF e das reformas urgentes e necessárias para o nosso judiciário. E não ficarmos nos achismos superficiais que apenas desviam o foco da questão principal: a corrupção que assola a justiça desse país.
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22 de abr de 2009

Um outro mundo é possivel, by Absolut

Dando continuidade ao post anterior sobre o assalto, acho que quando os publicitários são capazes de produzir filmes como este da vodka Absolut, eles contibuem muito para a criação de um mundo diferente, que pode até começar por uma "idéia simpática" (segundo Blue Bus), porém quem sabe os efeitos que um filme desses pode ter na nossa cultura midiática?

VEJA O COMERCIAL
In An Absolut World, Currency will be replaced with acts of kindness

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21 de abr de 2009

O que fica de um assalto????

Gente, hoje eu queria escrever sobre os motivos que me fizeram convidar um grupo de pessoas para criar e manter o Publizität. Neste final de semana, fui para a casa de amigos em Mosqueiro, uma ilha com belissimas prais de rio, que fica a 60km de Belém. E no domingo a noite, três ladrões armados entraram na casa, nos renderam e levaram notebook, celulares, dinheiro etc. Mesmo com a humilhação, ainda bem que não houve violência física. E daí, depois de dois dias, posso confessar q não tenho raiva ou sentimento de vingança contra os assaltantes, pois até tive oportunidade de encará-los nos olhos. Minha revolta ontem, hoje e sempre é contra essa conjuntura de corrupção e ineficiência do poder publico, que aliada a cultura tacanha de nossas elites, insistem em publicizar os simbolos de seus poderes (condominios fechados, carros blindados, exibição de todas as griffes etc.). É preciso criar uma outra publicidade, que defenda sim os direitos humanos, que ponha a mostra a perversidade das elites, que defenda o desenvolvimento sustentável contra o desenvolvimento cartesiano que só foi capaz de produzir riqueza para poucos. Mas essa defesa tem que ser pela palavra e pela persuasão, jamais com violência. No lugar da queixa, acho que quem trabalha com publicidade, tem dois caminhos concretos: 1) Se estamos no mercado, podemos sempre propor o caminho da sustentabilidade e da RSE, e 2) se estamos em ONGs ou no setor público, devemos procurar o caminho da transparência e do diálogo com todos os públicos. Essa é a contribuição que publicitários responsáveis podem dar.
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17 de abr de 2009

II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade

Meninos, a participação neste II Forum é uma ótima oportundiade para todos nós, da área da comunicação. Nesta edição, a organização pretende dar continuidade à promoção da troca de informações entre os três setores - governo, instituições privadas e sociedade - sobre o papel educativo da comunicação para a compreensão do conceito da sustentabilidade. O evento acontecerá nos dias 6 e 7 de maio, no Palácio das Convenções do Anhembi. Detalhe mais que importante: a inscrição é grátis.
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16 de abr de 2009

Evento do Publizitat sobre Design e Construções Sustentáveis

Pena que alguns não foram, mas aconteceu ontem no Banespinha o evento do Publizitat sobre Design e Construções Sustentáveis, com enfoque no Ecobuild, evento que aconteceu em Londres e que o Professor Alécio Rossi, nosso convidado para o bate-papo participou.

Foram levantados muitos pontos no evento como a questão dos prédios verdes, que são mais caros para construir, assim como a falta de incentivo por parte do poder público para a construção de edificios desta natureza.

Dentre outros temas, foi levantada também as questão das enchentes nas grandes metropóles, que ocorrem devido a pavimentação de forma pouco pensada, assim como o fato de que grandes metropóles demandam a produção de um longo raio, o que torna a emissão de carbono maior.

O professor Alécio ficou de repassar para o Publizitat a senha do site do Ecobuild, para que todos possamos acessar o conteúdo das 100 palestras que rolaram durante o evento.

Aguardem no blog a senha e o próximo evento, por enquanto vejam algumas fotos de ontem aqui

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Não há mais tempo para o Desenvolvimento Sustentável

Esta noticia vem da Agência Brasil, Brasília - DF, de autoria da jornalista Amanda Mota.

Pesquisador em meteorologia pelo Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia, Prakki Satyamurty defende que o mundo adote outro caminho para reverter o quadro de destruição do meio ambiente que tem como conseqüência as mudanças climáticas.
Para ele, o desenvolvimento sustentável já não é o caminho mais aconselhável para a reversão desse quadro. A saída agora, segundo Satyamurty, seria a retirada sustentável, ou seja, a diminuição drástica do consumo de recursos naturais, aliada a um controle de natalidade que levasse a um crescimento menos acelerado do número da população mundial.
Ao falar sobre o tema escolhido pela Organização Meteorológica Mundial para marcar o Dia Mundial Meteorologia de 2009 - Tempo, clima e ar que respiramos - o pesquisador disse que a capacidade do planeta Terra de suportar o uso que se faz dos recursos naturais está cada vez mais limitada.
Por isso, Satyamurty defende que o consumo de recursos naturais deveria ser menor ou igual à reposição dessas riquezas ambientais na natureza. Segundo ele, a exploração dos recursos naturais pela população mundial já ultrapassou a capacidade de oferta do meio ambiente em escala global.
"Já passou o tempo do desenvolvimento sustentável. Agora é tempo de fazer uma retirada sustentável, ou seja, temos que retirar, gradativamente, por exemplo, o número de automóveis das ruas. Tudo o que foi colocado em excesso e hoje contribui para a destruição do meio ambiente precisa sair de cena. Esse é um assunto muito polêmico, mas as autoridades precisam parar e pensar em tudo o que está acontecendo. O mundo tem que mudar para melhor", observou.
Satyamurty participou, neste semana, da programação realizada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em alusão ao Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março.
Em palestra a estudantes da universidade, o pesquisador polemizou as estratégias pensadas em escala mundial para lidar com os diversos problemas causados pelas mudanças climáticas, como a falta de água. Segundo ele, a população mundial quadruplicou em 50 anos e o aumento da temperatura da superfície terrestre, do nível dos oceanos, bem como a poluição de todos ambientes são as principais conseqüências desse crescimento populacional.
Ainda de acordo com o pesquisador indiano, assim como foi criado o mercado do crédito de carbono, também deveria existir o crédito de população. Para ele, outra missão das autoridades é o reflorestamento.

Ou seja, mesmo considerando corajosa e pertienente a colocação do pesquisador, o fato é que a sustentabilidade será sempre um alvo, um objetivo que, talvez, nunca alcancemos de fato. Mas é a sua construção, o seu debate, as suas lutas que serão capazes de pôr uma lupa sobre os reais interesses e capacidades dos principais interlocutores envolvidos. Daí a nossa opção por inserir essa imagem tirada do Flickr e de autoria de um certo Cobra_11 (nick com um certo apelo ambiental). Essa imagem-texto reflete bem o que propomos neste grupo e neste blog: publicidade entendida como debate público acessivel a todos.


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15 de abr de 2009

iPOD, Nike e Inclusão



Estava pensando estes dias sobre o tênis Nike, e o clássico exemplo do garoto carioca que quebra a vitrine e rouba o tênis por que anseia ter um, mas não vê a sua possibilidade de adquirir através do trabalho, já que isto em muitos casos significaria ficar um mês sem cobrir as despesas domésticas da familia.

Fiz uma busca nas campanhas da Apple, são muito bonitas, em especial esta do nanocromático que coloquei no post, a idéia de várias cores nos remete também a idéia de diversidade, de pessoas diferentes que são capazes de consumir um mesmo produto.

Depois pensei um pouco sobre como a tecnologia, e como ela teoricamente tem ficado mais acessível a todos, tenho uma aula na faculdade que se chama Novas Tecnologias, lá nós aprendemos como a internet é um meio promissor, e que dificilmente no futuro teremos campanhas e comunicação que de alguma forma não usem internet ou sua linguagem. Não necessariamente nesta aula, mas tem aqueles mais exaltados que chegam a dizer que a internet é quem vai nos tornas mais iguais.

Ai pensei na tecnologia móvel, tipo os smartphones, iPhone, iPod e por ai vão a inifinidades de tecnologias e como estas tecnologias estão se tornando acessíveis as massas e expandindo a nossa capadidade de ser um consumidor ativo. Mais que isto, se colocando como estruturas que descentralizam o poder de informação.

Passei na Applestore do Shoping Paulista e presenciei a seguinte situação:



E surgiu a dúvida: Será que as barreiras da desiguldade estão mesmo sendo rompidas pela internet e suas tecnologias, ou os degraus entre as classes continuam os mesmos?

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14 de abr de 2009

Febraban adere ao Protocolo Verde


Publicado por Moderador do Banco do Planeta em April 7, 2009 às 7:30pm

Um protocolo que prevê a concessão de financiamento apenas a setores comprometidos com a sustentabilidade ambiental foi assinado dia 7/4 pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pelo presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Barbosa.Os bancos assumiram o compromisso de oferecer linhas de financiamento e programas que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente. Além de considerar os impactos e custos socioambientais na gestão de seus ativos e na análise de risco de cada projeto.
A rede bancária também passará a adotar medidas de consumo sustentável em suas atividades rotineiras, como gasto de papel, energia e insumos.Carlos Minc disse que a decisão da Febraban de aderir ao protocolo revela a preocupação da entidade com o meio ambiente. “A Febraban resolveu assinar esse termo que visa mudar o comportamento social e ambiental dos bancos.
Acho que isso tem um valor político e simbólico necessário para a preservação do meio ambiente”, disse.Para Fábio Barbosa, a participação da Febraban se deve à convicção de que desenvolvimento e meio ambiente não são excludentes. “O banco tem o papel de valorizar as empresas que desenvolvam projetos socioambientais, para usar como critério de financiamento. Pretendemos estimular e valorizar as empresas e viabilizar produtos e projetos que levem em questão o desenvolvimento sustentável e a preservação”, afirmou.
Fonte: Agência Brasil

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11 de abr de 2009

Katyn - Um excesso que não pode ser repetido



Nesta sexta-feira santa fiz juz ao feriado e fui refletir um pouco sobre morte e vida, já que este foi o tema do feriado né?

Fui assitir Katyn no Cine Bombril, com um amigo, um filme bastante forte, no entanto fruto de uma história real que me fez questionar sobre alguns pontos de vista e algumas construções que divido com vocês agora:

 - Ficou claro para mim que esta Publicidade que temos hoje, assim como tantas outras coisas como o microondas, a canola, os videogames e tantos outros são frutos da guerra, e este é um bom motivo para que façamos uma reconstrução deste modelo.

No filme, o episôdio ocorrido em Katyn, durante a invasão Nazista a Polônia na segunda Guerra, ambos os oponentes, Nazistas e Soviéticos se utilizam deste massacre para levar o povo a lutar a seu favor.  Fazem isto através de filmes publicitários ou jornalisticos. No final é esclarecido o lado responável pelo massacre, porém o filme deixa claro que esta foi uma estratégia utilizada por ambos para facilitar seu avanço.

 - A partir do filme me coloquei a questionar se o que eles mostram lá são anúncios ou reportagens, já que a linguagem e apelos em muitos momentos são convergentes, pensei que o ideal, em um mundo sustentável, seria termos uma publicidade com o nível de responsabilidade que o jornalismo deveria ter, e não como a atual que visa esmagar a concorrência ao invés de explorar nichos adequados ao seu produto e coexistir.


Vejam o filme e depois tragam sua opniões.


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9 de abr de 2009

Passarela Sustentável na Eusébio Matoso

Ontem, ao sair do estágio, por ocasião, acabei atravessando uma passarela que tem no começo da ponte Eusébio Matoso.

Que por sinal é uma linda passarela que foi reformada no final do ano passado pelo Banco Unibanco, que por sinal tem um edificio em frente a passarela.

Ai pensei um pouco, e achei mais legal compartilhar esta dúvida com vocês.

Esta passarela é um projeto de sustentabilidade, conseiderando que a empresa agiu no espaço público, em favor do meio ambiente(materiais utilizados), e em favor do social( viabilizou a locomoção de pessoas).

Ou esta ação é uma ação Publicitária, já que para um banco da grandeza do Unibanco, o investimento feito nesta passarela chega a ser insignificante, e tendo que a passarela escolhida foi uma em frente ao seu prédio.

Vejam mais fotos no Flickr e dêem suas opniões

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8 de abr de 2009

Outdoor feito de Dinheiro



Do Blue Bus para o ótimo blog Marketing Politico, da publicitária Gil Castilho:

O título "Graças ao Mugabe este dinheiro é papel de parede" compõe o outdoor protesto do jornal The Zimbabwean, formado por jornalistas zimbabuanos refugiados na África do Sul. A peça foi criada pela TBWA Hunt Lascaris, que ao preencher toda a superficie do cartaz com notas Z$ 100 trilhões de dólares zimbabuanos, critica (e eu disse critica) a irresponsabilidade do governo Mugabe ao criar uma nota que não é suficiente para comprar nem um pedaço de pão e certamente nem um tipo de publicidade, como explica a matéria do próprio “The Zimbabwean Neswpaper“.

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7 de abr de 2009

Ações e Anúncios: onde está a persuasão?

Abaixo, dois exemplos de campanhas ambientais. Primeiro, o anúncio de revista da Agnelo Pacheco para a SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Guarulhos.







O outro é uma ação da F Nazca para o coletivo 50graus.org (aliás um site-blog bem bacana), que se parece com uma exposição de arte, pois está localizada em ruas (espaço público) e estacionamento de shoppings (espaço privado de grande circulação).

Mas, a todos que criaram e aprovaram o anúncio, fica a nossa pergunta: so what? (e daí?). Como assim jogar água na cara de quem desperdiça? Ou seja, além de desperdiçar, o anúncio ainda incentiva um ato de violência? Mesmo que a foto tenha o seu apelo estético e chame a atenção, a mensagem é questionável. E em relação a ação da F Nazca, será válido ocupar uma vaga de estacionamento, objeto tão raro nas ruas e shoppings de SP, para apenas chamar atenção para o site da ONG? E aí o sujeito vê aquilo, estranha, lembra das enchentes mas continua jogando papel no chão. Ou seja, a ação promocional de site specific tem que levar em consideração cada lugar de inserção daquele objeto. A arte já nos ensinou que mais que chamar a atenção, ao capturar o sujeito em trânsito, o objetivo da ação deve ser o de fazê-lo, ainda que por segundos, parar, pensar e refletir sobre seus hábitos e se ele está pronto ou não para mudá-los.

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6 de abr de 2009

Responsabilidade de Informação


Responsabilidade de informação é meio que o tema de hoje. Há pouco, acabei de discutir esse tema com uma amiga que passou um e-mail, que tratava de uma série de denúncias contra o Lula, dizendo que ele estava nos conduzindo a uma ditadura, restaurando o AI-5 e por aí vai, sem que, no entando, existisse no e-mail qualquer fundamentação aos argumentos apresentados. Passou longe de mim defender qualquer autoridade política, seja do partido que for, mas também não me pareceu coerente não responder tal e-mail, uma vez que informações deste tipo passam de textos infundados para verdades terroristas.

Ai lembrei de duas coisas, que me motivaram ainda mais a escrever no Publizität. No sabádo, estive na primeira palestra do Jogo da Cidadania, onde discuti,os sobre produtos que são sustentáveis, e aqueles que apenas parecem ser, e acabamos discutindo sobre o Kuat Eko. Ao analisar o produto, e a composição, reparamos que ele não tem nada de sustentável, a não ser a comunicação. Ou seja, continua usando corantes, conservantes e até um aroma artificial de chá verde, de Eko mesmo tem só o nome.

Como um pouco antes do lançamento do Kuat Eko fiz o post : Novo Kuat Eko, refrigerante e comunicação a caminho da sustentabilidade, percebi que precisava fazer um esclarecimento. Que faço agora: tenham claro que o Kuat Eko não é um refrigerante sustentável, apensar de toda a sua a sua campanha ter este aspecto.

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2 de abr de 2009

A classe C não valoriza o gosto da Classe A

Esse post é de autoria do Luiz Marinho, publicada dia 31/3 no ótimo site Blue Bus, referência na área da propaganda.
"Estudos recentes sugerem que as velhas táticas utilizadas pelas marcas para falar com os consumidores da ‘Nova Classe Média Brasileira’ podem nao estar mais surtindo os efeitos desejados. Na maioria das vezes, os argumentos usados na comunicaçao com essa gente têm sido os aspiracionais. Funciona assim – você mostra um cenário bacana, pessoas bonitas, artistas conhecidos e dá a entender que se o sujeito usar aquele produto vai se sentir parte daquele mundo e usufruir daquele status. Em síntese, a marca funcionaria como um aditivo que, incorporado a personalidade do consumidor, faria com que ele se sentisse uma pessoa diferente. Entretanto, alguns pesquisadores tem chamado a atençao do mercado para uma importante mudança no comportamento de compra dos brasileiros de baixa renda. Um desses estudiosos do consumo é Haroldo da Gama Torres, do DataPopular, com quem conversei longamente algumas semanas atrás. Todos sabemos que por meio das nossas escolhas nós expressamos nosso estilo de vida, uma atitude e a imagem do que somos ou de como queremos ser percebidos. Porém, segundo Torres, o consumidor de Classe C parece mais preocupado em oferecer conforto e prazer para si mesmo e para os seus do que em ostentar prestígio para os outros. Prova disso seriam as próprias residências dessas pessoas - mal acabadas por fora e cada vez mais bem equipadas por dentro, com televisores, computadores, aparelhos de som e outros apetrechos modernos. Pesquisas recentes confirmam que mesmo que os brasileiros de classe C ganhassem um dinheirao, continuariam a morar no mesmo bairro e manteriam o mesmo senso estético. Apenas fariam um upgrade nas marcas, contudo sem deixar de ser quem eles sao. Essas constataçoes sinalizam que a nova classe media brasileira nao está tao interessada assim em viver naqueles cenários chiques mostrados pelas novelas da TV. Eles também nao acreditam nos testemunhos de artistas que sabem que dificilmente frequentariam lojas populares ou usariam produtos mais baratos. Este é um desafio e tanto para as marcas que tem na classe C o seu foco – se identificar com essa gente, valorizar as coisas das quais eles se orgulham e falar a mesma linguagem."
Ou seja, nem mesmo a TV e as campanhas publicitárias estão conseguindo hoje, como já o fizeram um dia, definir o "senso comum do gosto". Será que isso tem a ver com a recente mediatização da cultura pop e popular, presente em programas como Central da Periferia, e outros ligados ao Hip Hop, Forró e Tecnobrega???? Acho que sim, e muito. E detalhe, a crise chega bem menos nessa classe, onde o poder de consumo tem mais a ver com a informalidade e a criatividade das trocas. Então, os publicitários do núcleo Berrini, se quiserem manter seus empregos, que tratem de se misturar com outros núcleos, do Capão Redondo, da Brasilândia, de Itaquera etc.
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1 de abr de 2009

Redes, Clusters, Comunas, Anarquistas

Qual a diferença estrutural em se constuir uma rede, onde todos participam e colaboram, como é o caso da Saberes e Fazeres e outras organizações, entre constuir um cluster, onde se defende o interesse de pequenos grupos produtivos, onde não existe um grande patrão, mas sim sócios entre sí para viabilizar seu negócio, respeitando as condições locais, ou entre construir uma comuna, onde todos são responsáveis por gerir a comunidade em questão, dividindo as tarefas sociais e os beneficios sociais, e por fim entre criar um sistema Anarquista de auto gestão, gerido a base de comunas, que por sua vez possuem seus conselhos, que por sua vez cria um grande conselho para realizar feitos maiores, sem que no entanto este conselho maior tenha poder de deliberação sobre os outros?

Na verdade estas são estruturas extremamente semelhantes, para não dizer iguais. A diferença é como a comunicamos. Imaginem o que seria dizer a um pequeno empresário que ele vai precisar montar uma comuna de pequenas empresas para, através de um sistema anarco empresarial, lutar contra o monopólio de grandes empresas.

Fazer uma fala destas seria quase impossível, em especial para o nosso pequeno empresário que nasce com os olhos na fortuna do grande empresário e que, por sinal, acaba não alcançando 10% desta fortuna. A exceções são realmente excepcionais.

A diferença que existe é que o termo Anarquismo, que se batizou como proposta na época, apesar de estar semanticamente correto, foi facilmente queimado e mal visto devido a dificuldade em explicar o que significaria esta "ausência de leis", a da "contra-propaganda da oposição". Hoje, depois de mais de 200 anos da existência oficial da proposta de sistema, existem grupos organizados neste sentido, como o Black Bloc, que organiza as manifestações contra o G-20, mas no Brasil ainda é muito mal visto pois o termo costuma está aliado a baderna.

Já quando damos o nome de redes ou clusters, tudo fica muito diferente. Dai não parece que vão rolar demonios anarquistas comendo criancinhas. Fica um termo mais persuasivo, mas que não deixa de ser uma estrutura formada por pessoas e para pessoas. No entanto as pessoas não torcem o nariz e aceitam pacificamente. É certo que quando tratamos de Anarquismo aqueles que se sensibilizam tem, em geral, clareza do porque estão se mobilizando. Porém, podemos fazer as mesmas coisas com a gestão por redes, que em momento algum se torna diferente da proposta de autogestão.

O que quero dizer com isto é que não podemos continuar criando movimentos sociais que tenham como origem de sua comunição intelectualismos, precisamos dar caras mais populares para estes movimentos, eles precisam ser facilmente traduziveis, do contrário o que continuará acontecendo é que toda vez que tiver uma manifestação vermelha na Paulista, por mais bem intecionada que esteja, será vista como uma passeata de um bando de desocupados, que estão brigando ao invés de trabalhar.

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Grupo é contra a candidatura olímpica de Chicago



Está na home do UOL de hoje. O comitê "No Chicago Games" reúne pessoas da cidade que são contra os gastos envolvidos para a disputa dos Jogos de 2016. Eles pretendem fazer uma série de protestos entre os dias 2 e 8 de abril, quando uma comissão do Comitê Olímpico Internacional (COI) estará no local para avaliar a candidatura.O principal argumento dos articuladores do movimento é que a maior cidade do estado do Illinois tem outras necessidades prioritárias para o gasto do dinheiro público. "Precisamos de melhores hospitais, moradias, escolas e trens. Brigue, fale alto, proteste, cale a candidatura de Chicago. Eles jogam, nós pagamos", diz o cartaz do movimento.

Aqui mais uma prova de que as mídias on line são ferramenta de mobilização pública contra atos governamentais antes inquestionáveis. Vamos ver como o governo Obama, que tão bem sabe usar as mesmas mídias, responderá a esse movimento que vem de sua cidade natal.

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