7 de abr de 2009

Ações e Anúncios: onde está a persuasão?

Abaixo, dois exemplos de campanhas ambientais. Primeiro, o anúncio de revista da Agnelo Pacheco para a SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Guarulhos.







O outro é uma ação da F Nazca para o coletivo 50graus.org (aliás um site-blog bem bacana), que se parece com uma exposição de arte, pois está localizada em ruas (espaço público) e estacionamento de shoppings (espaço privado de grande circulação).

Mas, a todos que criaram e aprovaram o anúncio, fica a nossa pergunta: so what? (e daí?). Como assim jogar água na cara de quem desperdiça? Ou seja, além de desperdiçar, o anúncio ainda incentiva um ato de violência? Mesmo que a foto tenha o seu apelo estético e chame a atenção, a mensagem é questionável. E em relação a ação da F Nazca, será válido ocupar uma vaga de estacionamento, objeto tão raro nas ruas e shoppings de SP, para apenas chamar atenção para o site da ONG? E aí o sujeito vê aquilo, estranha, lembra das enchentes mas continua jogando papel no chão. Ou seja, a ação promocional de site specific tem que levar em consideração cada lugar de inserção daquele objeto. A arte já nos ensinou que mais que chamar a atenção, ao capturar o sujeito em trânsito, o objetivo da ação deve ser o de fazê-lo, ainda que por segundos, parar, pensar e refletir sobre seus hábitos e se ele está pronto ou não para mudá-los.

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