21 de abr de 2009

O que fica de um assalto????

Gente, hoje eu queria escrever sobre os motivos que me fizeram convidar um grupo de pessoas para criar e manter o Publizität. Neste final de semana, fui para a casa de amigos em Mosqueiro, uma ilha com belissimas prais de rio, que fica a 60km de Belém. E no domingo a noite, três ladrões armados entraram na casa, nos renderam e levaram notebook, celulares, dinheiro etc. Mesmo com a humilhação, ainda bem que não houve violência física. E daí, depois de dois dias, posso confessar q não tenho raiva ou sentimento de vingança contra os assaltantes, pois até tive oportunidade de encará-los nos olhos. Minha revolta ontem, hoje e sempre é contra essa conjuntura de corrupção e ineficiência do poder publico, que aliada a cultura tacanha de nossas elites, insistem em publicizar os simbolos de seus poderes (condominios fechados, carros blindados, exibição de todas as griffes etc.). É preciso criar uma outra publicidade, que defenda sim os direitos humanos, que ponha a mostra a perversidade das elites, que defenda o desenvolvimento sustentável contra o desenvolvimento cartesiano que só foi capaz de produzir riqueza para poucos. Mas essa defesa tem que ser pela palavra e pela persuasão, jamais com violência. No lugar da queixa, acho que quem trabalha com publicidade, tem dois caminhos concretos: 1) Se estamos no mercado, podemos sempre propor o caminho da sustentabilidade e da RSE, e 2) se estamos em ONGs ou no setor público, devemos procurar o caminho da transparência e do diálogo com todos os públicos. Essa é a contribuição que publicitários responsáveis podem dar.

2 comentários:

Vitório Tomaz disse...

Acho que o grande problema é que a sustentabilidade está ligada diretamente a este sistema denunciado. O que muda hoje é a existencia de mídias sociais, mas que ainda assim estão dominadas por pessoas que são a favor do status quo. Mas acredito que tende a predominar nelas o que é real e verdadeiro.

Sinto pelo assalto, torço para que se recupere logo do prejuízo.

Régis disse...

Lamento muito pelo que aconteceu, Conceição. É um pouco frustrante pra mim saber que um tanto assaltantes quanto assaltados são frutos de uma mesma sociedade em crise como a nossa.

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