26 de fev de 2011

Nissan ataca novamente

Com a boa repercussão de seu polêmico filme "Cowboy de Posto" a Nissan resolveu explorar melhor a estratégia. Só que dessa vez os concorrentes estão um pouco mais expostos.





Lembro que há alguns anos as marcas tinham problemas quando atacavam seus concorrentes. Será que hoje as coisas mudaram? Opine.

(Campanhas criadas pela Lew'Lara. Li sobre o novo filme dos rappers no Brainstorm9.)
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22 de fev de 2011

Dolly e a falsa responsabilidade social

Este post é de autoria de Raphael Souza.

Todos nós sabemos da falta de qualidade dos comerciais da Dolly (fabricante nacional de refrigerantes). Porém, vendo o comercial que segue, percebi que a qualidade pode ser bem pior.

Durante o vídeo, um grupo de crianças bebe uma versão mini do refrigerante enquanto uma voz infantil incentiva: Beba muito líquido. Ora, se uma criança for exposta a tal comunicação, naturalmente, poderá pensar que beber os refrigerantes Dolly faz bem à saúde, e sabemos que a última coisa que os refrigerantes fazem é bem à saúde. Tá certo que o comercial busca incentivar comportamentos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, o uso de protetor solar, o depósito de lixo nos locais corretos etc. Todavia, tais ações são mostradas no comercial sempre regadas com rios de Dolly.

Bom, gostaria de saber a opinião de vocês. Embora já imagine qual seja...

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16 de fev de 2011

Comercial do Grupon no SuperBowl ironiza causa do Tibete

Este post foi escrito por Conceição Golobovante e Matheus Paiva Machado e teve como fonte o site do Clube de Criação de São Paulo - CCSP.

No último dia 6 de fevereiro, foi realizado nos Estados Unidos a final do campeonato de futebol americano, o Superbowl, maior evento esportivo americano, segundo com o maior consumo de alimentos e maior vitrine da publicidade, em que cada spot de 30 segundos alcança facilmente o custo de 3 ou 4 milhões e todos foram vendidos cerca de 3 a 4 meses antes de sua exibição. Sempre há pesquisas para determinar o comercial preferido pelo público, mas este ano chamou a atenção um comercial produzido pelo Groupon, site de compras coletivas, que relaciona a cultura e situação social e cultural do Tibete com os seus descontos.

A estréia do Groupon nos comerciais do Super Bowl, nos EUA, pretendia ser engraçada, mas acabou provocando polêmica ao fazer piada sobre um tema social sério.

O comercial exibe imagens de monges, crianças, paisagens e do palácio de potala enquanto o ator Timothy Hutton afirma que "as pessoas no Tibete estão com problemas, sua cultura está em risco". No decorrer do filme, porém, o espectador percebe que ele está, na verdade, promovendo um cupom do site para comer peixe com curry, informa a Folha de S Paulo.



O comercial gerou reações negativas nas redes sociais Twitter e Facebook. Organizações de defesa dos Direitos Humanos criticaram a peça por minimizar a situação do Tibete, que vem sendo controlado pela China há 60 anos. A maneira do governo chinês lidar com o Tibete é frequentemente alvo de protestos desses grupos, que acusam o país de repressão política.

O filme faz parte de uma série de comerciais do Groupon que trata 'com humor' questões sociais importantes mas que, ao mesmo tempo, chama atenção para a arrecadação de fundos para ajudar.

Todos os filmes indicam para o espectador um site e encorajam os visitantes a doar recursos para cada uma das causas relacionadas aos comerciais, incluindo o Tibetan Found e o Greenpeace.

Os outros dois filmes da série veiculados no Super Bowl no domingo mostram o ator Cuba Gooding Jr. falando sobre a situação das baleias, e depois vendendo cupons para um cruzeiro, e Elizabeth Hurley lamentando o desmatamento e em seguida falando sobre um desconto para uma depilação em 'estilo brasileiro'.

O comercial foi assunto de diversos jornais internacionais e além de provocar ativistas tibetanos, grupos de direitos humanos, ele também incomodou o governo chinês, que mantém um regime de ditadura no Tibete desde a década de 50 e tenta evitar o assunto na mídia.

Se o objetivo do Groupon era incentivar doações para causas sociais, não seria mais apropriado usar outros meios para mobilizar as pessoas, e até que ponto é aceitável se utilizar de problemas sociais, e culturais para impulsionar suas vendas?


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11 de fev de 2011

Volkswagen BlueMotion: Não basta só falar, tem que fazer

Vi nesta semana no Ads of the World uma série de anúncios bastante interessante da VW. Vejam:
Volkswagen BlueMotion: Save the Vaal Environment
"Save the Vaal Environment. It’s all about giving a little bit back. Eco-conscious BlueMotion technology (É tudo uma questão de doar um pouco de volta. Tecnologia Eco-consciente BlueMotion).  Clique para ver o original.

Volkswagen BlueMotion: Harvest of Hope
"Harvest of Hope". Clique para ver o original.

Volkswagen BlueMotion: Mveledzo Community Organisation
"Mveledzo Community Organisation". Clique para ver o original.

Volkswagen BlueMotion: Dyer Island Conservation Trust
"Dyer Island Conservation Trust". Clique para ver o original.

Ficha técnica:
Agência: Ogilvy, Cape Town, South Africa
Diretor Criativo: Chris Gotz
Diretor de Arte: Prabashan G. Pather
Redator: Sanjiv Mistry
Gerenciamento de Conta: Lauren Baker, Jason Yankelowitz, Greg Tebbutt
Publicada em: October 2010

A ideia é mais simples do que parece:o BlueMotion foi concebido como um carro popular mais ecologicamente correto, para aproximar os carros que já existem dos protótipos que a gente nunca vê nas ruas. Para a campanha impressa, a agência sugeriu à empresa investir mais na causa ambiental, doando uma parte do seu anúncio para ONGs pequenas que não teriam condições de anunciar no mesmo veículo. As ONGs são beneficiadas com espaço pra divulgar seu trabalho, enquanto o BlueMotion se afirma como uma marca que não só fala, mas também toma alguma ação.
Mas aí você pode pensar: "puxa, mas assim não dá pra ver o carro", ou ainda "ah, mas isso é oportunismo". Acredito que colocar o anúncio sobre o carro passa melhor a ideia de doação, e nenhum grande detalhe é oculto; além disso, pense na dificuldade que uma ONG brasileira teria para fazer um anúncio na contracapa da Veja ou outra grande revista. Parabéns à VW e à Ogilvy sulafricana pela ideia - e principalmente, pela ação.
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9 de fev de 2011

O dia em que o sorriso acabou...

Este post é de autoria do Matheus Paiva Machado.

Em Janeiro houve uma grande repercussão nas mídias sociais sobre o caso do Sr. Oswaldo Borrelli, que insatisfeito com o serviço da Brastemp, decidiu fazer um vídeo explicando seus problemas com a empresa. Em poucas horas o video já era o assunto mais comentado do Twitter no Brasil e logo no mundo.

O Sr. Borrelli ficou 90 dias (e durante as festas de natal e ano novo) sem geladeira em casa por causa do descaso da Brastemp, depois de um defeito na sua geladeira e da visita do técnico da Brastemp, eles (Brastemp e o Sr. Oswaldo) decidiram fazer uma troca da geladeira com defeito por uma nova. A espera pela troca já durava três meses quando ele decidiu fazer um vídeo em protesto relatando seu problema.


No dia seguinte ao vídeo, a Brastemp entrou em contato com o Sr. Borrelli e logo efetuaram a troca. Houve também diversos telefonemas de empregados de diferentes hierarquias, chegando até o nível de diretoria, da Brastemp com os pedidos de desculpa. Atá a data da publicação deste post, o video já teve 469.534 page views.

Este assunto não é mais novidade, mas ainda há uma importante discussão sobre o assunto, até que ponto os consumidores precisam ir para conseguir chamar a atenção das empresas? se o Sr. Borrelli não tivesse feito o vídeo, será que seu problema já teria se resolvido? Isso demonstra o poder que as mídias sociais tem para dar voz aos consumidores, a importância das empresas monitorarem essas novas mídias, e como foi mais fácil chegar até a empresa pelas mídias sociais do que pelo seu (falho) serviço de atendimento ao consumidor.


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3 de fev de 2011

ONU tira 2000 empresas do Pacto Global. No Brasil, muitas são da área da comunicação

O Pacto Global, uma iniciativa das Nações Unidas, expulsou 2.048 de seus associados – equivalente a 25% do total de empresas, instituições e autarquias que publicamente prometeram defender os princípios de responsabilidade social propostos pela ONU. Para ver a lista completa das descadastradas, clique aqui. Dentre elas estão 72 brasileiras (como a Claro, Federação das Unimeds de São Paulo, EATON, Suzano Petroquímica etc), a maior parte (17) do setor de mídia (agências de publicidade e de comunicação, jornais, rádios e TVs). O projeto conta agora com 6.066 adesões em 332 países; 369 são do Brasil.

Criado em 2000 pelo então secretário-geral da ONU Kofi Annan, e mantido por Ban Ki-moon, o Pacto Global tem como objetivo estimular a prática de responsabilidade social na iniciativa privada. Baseia-se em dez princípios relacionados a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

Não se trata de regras – a adesão é voluntária. As empresas ou instituições que quiserem aderir ao pacto precisam enviar uma carta à ONU e tornar público seu compromisso, divulgando-o internamente e na comunidade em que atuam. Depois, têm de apresentar anualmente um relatório apontando o que fazem para integrar os dez princípios à sua estratégia e às suas operações.

As Nações Unidas não fiscalizam as empresas, apenas cobram que divulguem os informes anuais. Se isso não for feito por dois anos consecutivos, a empresa é desligada. Por não cumprirem a tarefa é que os cerca de 2 mil membros foram expulsos – 200 no fim de 2010, após uma prazo dado pela coordenação do projeto para que os associados de países menos desenvolvidos enviassem sua prestação de contas.

“Estamos avançando em transparência”, afirma o chefe de Relatórios de Progressos do Escritório do Pacto Global, Jerome Lavigne-Delville. “Por um lado, estamos sendo mais severos na aplicação de nossas medidas de integridade, para assegurar que todas as empresas participantes divulguem informações sobre seu progresso, todo ano.

A plataforma cria categorias diferentes de participação no Pacto Global, segundo o nível de transparência e de implementação dos dez princípios: básico, intermediário e avançado. A expectativa é que essa medida estimule melhorias contínuas nas empresas e crie parâmetros de comparação entre associados de tamanhos, setores e regiões semelhantes.

Fonte: site PNUD


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