13 de mai. de 2010
Queremos um bicicletário e um planeta melhor!
Faz alguma tempo que tenho lido e estudado sobre a melhor maneira para se fazer mobilização social sem se valer de métodos sofistas. E neste tempo todo, em nenhum dos meus estudos encontrei uma fórmula. Existe sim uma grande dificuldade em conseguir motivos que mobilizem alguém a perder uma dia de aula, um Happy Hour ou até mesmo a novela para participar de atividades relacionadas ao espaço público.
No entanto, nos últimos tempos, talvez fortemente impulsionados pela campanha de que o planeta esta se acabando, que precisamos fazer alguma coisa, do contrário nosso sistema entrará em colapso por motivos que vão desde a escassez de água ao colapso climático.
Talvez neste sentido é que esteja uma maneira eficaz de mobilizar a sociedade através de uma causa não sofista. Já que é uma causa "real", e não uma proposta administrativa, como quais serão as verbas para educação e segurança.
A causa surge de alguma maneira para resolver problemas sem solução, ou então para corrigir erros, que apesar de conhecida a solução, não tem tido sucesso de aplicação no sistema como no caso da geração de energia elétrica.
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4 de abr. de 2010
Vamos nos Vacinar contra a Corrupção
Recebi este e-mail do Movimento Suprapartidário Marina Silva, e achei super válido divulgar no Publizitat, já que apesar do e-mail ser de um movimento que apóia um candidato em especial. A causa é de interesse público. Na minha Concepção, quanto maior o número de pessoas estiverem neste ano melhor, e neste sentido é que divulgo e peço a todos que me ajudem a divulgar como for possível.
Atenção Aliados e Aliadas de Marina Silva,
Está na hora de nos fazermos em coro junto com Marina na defesa do projeto de lei Ficha Limpa!
Nossa ação será simples e impactante: no dia 6 de abril, das 17h às 19h, véspera da votação do projeto de lei, nos reuniremos em frente às Assembléias Legislativas de nossos municípios e estados para VACINAR OS BRASILEIROS CONTRA A CORRUPÇÃO.
Com seringas e cartazes, vamos mostrar ao país que estamos juntos com Marina Silva na luta por um Brasil Limpo, Ético, Democrático e Sustentável, e aumentar a pressão popular pela aprovação deste importantíssimo projeto de lei.
Para isso:
1. Leve uma seringa - quanto maior, melhor (sem agulha, é claro).
2. Produza um ou mais cartazes com dizeres como "VACINE-SE AQUI CONTRA A CORRUPÇÃO", "HORA DA PREVENÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO. VACINE-SE TAMBÉM", etc. Use a criatividade!!
3. Produza materiais impressos sobre o ficha limpa e sobre o movimento (serão disponibilizados em breve no site do Movimento)
4. Chame todos os seus amigos através de sms e e-mail.
Dica: Aja junto com outros aliados e aliadas do Movimento. Encontrem-se através do mapa do movimento ou dos grupos estaduais.
E se você ainda não conhece o projeto Ficha Limpa, veja abaixo a convocatória enviada pela Aavaz:
Caros amigos,
Chegou a hora: dia 7 de abril será a votação do Projeto de Lei Ficha Limpa. Nossos deputados têm uma escolha -- votar a favor da lei e remover criminosos da política, ou ficar do lado dos corruptos ao custo de toda a nação.
Não será uma vitória fácil, forças corruptas estão resistindo bravamente – somente uma mobilização massiva poderá vencê-los. Esta é a reta final para pressionar nossos deputados a votarem a favor da política limpa no Brasil -- assine a petição no link abaixo, ela será entregue diretamente ao Congresso: www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/?vl
Se a Ficha Limpa passar, candidatos que cometeram crimes sérios como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e assassinato, serão removidos das eleições de outubro. Este pode ser um enorme passo para livrar o Brasil de uma classe política corrupta.
Através de muita pressão popular do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e da Avaaz, nós ajudamos a introduzir esta lei e aprová-la para votação. Porém se ela passar, vários partidos políticos irão ver seus candidatos desqualificados das eleições de outubro, portanto muitos vão tentar barrá-la no Congresso. Nós não podemos perder esta oportunidade histórica – vamos mobilizar milhares de brasileiros nesta reta final -- assine a petição abaixo: www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/?vl
Em um movimento histórico, mais de 1.6 milhões de brasileiros já levantaram as suas vozes contra a corrupção na política. Nós não podemos perder agora -- cada nome conta – encaminhe este alerta para todos que você conhece!
Com esperança,
Alice, Graziela, Paula, Paul, Ricken, Pascal, Benjamin, Ben e toda a equipe Avaaz
Saiba mais sobre a Ficha Limpa:
Site do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral:
Projeto Ficha Limpa deve ser votado pela Câmara dia 7 de abril:
Movimento online renue 200 mil brasileiros em torno de campanhas como "Ficha Limpa":
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral consegue assinaturas necessárias para levar Projeto Ficha limpa ao Congresso:
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1 de abr. de 2010
Vamos dar Publicidade aos bons exemplos - Deputada Cidinha Campos
Ach0 que este é um bom caminho de mobilizar e encorajar os políticos bons. Precisamos espalhar os bons exemplos e acima de tudo dar visibilidade a eles para que tenham mais proteção popular que teria um anônimo fazendo tais denúncias.
Aproveitando a denúncia dela e o post, vamos trabalhar juntos ajudando a divulgar o abaixo assinado que tem como fim fazer pressão popular para que o Projeto de Lei Ficha Limpa seja aprovado no dia 07 de Abril.
http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/97.php?cl_tta_sign=2ba2641beb0ef0073d408666591b7464
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27 de jan. de 2010
Só porque o filme de Lula é fraco ele pode ser acusado de ser mera propaganda?
Muitas críticas consistentes vêm sendo feitas ao filme Lula: o filho do Brasil, muitas delas associando sua iverossimil narrativa a mera propaganda. Mas, de nossa parte, podemos afirmar que mesmo para ser propaganda, o filme teria muito a aprender com exemplos do passado como as campanhas da dupla Alexandr Rodchenko e Vladimir Maiakovski para o regime bolchevique da Rússia e com os filmes de Leni Riefenstahl para o regime Nazista alemão. Se os fins das propagandas realizadas por eles não condizem com os ideais democráticos atuais, como meios de criação estética, foram capazes de inovar e produzir filmes e cartazes memoráveis. Vale a pena ler a seguir a excelente análise de Eliane Brum, da revista Época, para o filme de Lula.Lula, o filho do Barretão
Os homens são bem mais interessantes do que os heróis – ou os santos
ELIANE BRUM
ebrum@edglobo.com.br
Repórter especial de ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo)
“Não quero que publiquem que eu sou santo. Não sou. Estou cansado que me carreguem no colo, que puxem meu saco. Não encontro textos sérios: ou inventam mentiras para me esculhambar, ou exageram em coisas que não existiram para me transformar num super-homem. Não sou nem uma coisa nem outra. Gostaria que você fizesse um texto ‘científico’ sobre mim, contando as coisas como elas são”.
Esta fala é de Luiz Inácio Lula da Silva e foi transcrita na introdução de sua biografia – Lula - o filho do Brasil (Perseu Abramo) –, escrita pela jornalista Denise Paraná. No surrado sofá vermelho do pequeno apartamento de Denise, então uma estudante vivendo com o dinheiro da bolsa de doutorado em História, na Universidade de São Paulo (USP), Lula contou a extraordinária história de sua vida em encontros que totalizaram cerca de cem horas de entrevistas, entre os anos de 1992 e 1994. Ao contá-la, pronunciou umas duas centenas de palavrões que foram limados da edição da Fundação Perseu Abramo, publicada no final de 2002, ano da primeira eleição presidencial vencida por Lula, depois de três derrotas. A primeira publicação da obra é de 1996.
A biografia, elaborada com os critérios da história oral e apresentada na forma de entrevistas com Lula e seus irmãos, é irretocável. Ao contar a história de Lula de 1945 a 1980, do nascimento no sertão pernambucano à liderança das greves no ABC paulista, Denise Paraná compreendeu que a riqueza do homem era sua complexidade. Foi respeitosa com todas as contradições do retirante sertanejo, operário e líder sindical que se tornaria o presidente mais popular da história recente do Brasil. Como o próprio Lula pediu, ao aceitar contar sua vida, o retrato traçado no livro é fascinante, mas decididamente não é nem o de um herói, muito menos de um santo.
Quando li a biografia, para cobrir a campanha de 2002, às vezes ri muito com Lula, às vezes chorei, em outras achei-o mau-caráter, em alguns parágrafos deu até raiva. Ao final da leitura consegui me aproximar das muitas verdades de Lula, um homem complexo e contraditório como são todos os homens. Ou, como diz Denise na primeira frase da introdução da obra: “Este é um livro sobre um homem controvertido”.
Ao assistir a Lula – o filho do Brasil, o filme, fui surpreendida por um outro Lula. Este me deu sono. Baseado na biografia de Denise Paraná, o filme usou fatos relatados no livro, retocou alguns momentos menos edificantes, mas perdeu o melhor da história: a humanidade do personagem. O Lula do filme é plano, unidimensional. Faz tudo certo sem tropeçar em nenhum conflito, nem mesmo um bem pequeno, em sua trajetória linear. Ao final, ficamos pensando (eu, pelo menos) que aquele cara da tela nunca chegaria a presidente da República. Não chegaria nem a liderar uma greve do ABC. O Lula do filme é raso como o açude seco em que o menino Lula bebia água com o gado.
A história de Lula e de sua família é uma grande história. Contém nela um naco da trajetória do Brasil. O pai migrou para São Paulo com a amante menor de idade, deixando no sertão a mãe grávida de Lula e outros seis filhos. Numa visita, ainda fez uma oitava filha antes de levar um dos meninos, Jaime, com ele para Santos. Dona Lindu vende tudo e vai para São Paulo atrás do marido porque este filho engana o pai, analfabeto, e escreve uma carta muito diferente da que ele ditou. Em Santos, ela tem gêmeos e perde os filhos sem nenhuma ajuda. Muito mais tarde, quando Lula está preso, dona Lindu morreria de câncer.
As irmãs de Lula trabalham como domésticas, um irmão tem doença de Chagas, outro é torturado pela ditadura militar. A primeira mulher de Lula morre no sétimo mês de gestação, junto com a criança, possivelmente por negligência médica. Quando é velada, o chão da casa em que viviam cede com o peso do caixão. O filme conta muitas dessas histórias, mas é uma narrativa sem densidade ou nuances. Não parece uma vida, mas fatos encadeados.
O Lula real era um menino tão tímido que não conseguia vender laranjas na infância por falta de coragem de gritar. O do filme é um vendedor com sacadas publicitárias. No filme, o casamento com Maria de Lourdes, a primeira mulher, é um conto de fadas proletário, com direito à perseguição no varal de roupas. Na vida, o casal voltou antes da lua de mel porque Lourdes só chorava. Quando o sogro de Marisa, taxista, conta a ele sobre sua nora, viúva, Lula estava saindo da casa da namorada, Miriam Cordeiro, e pensa: “Qualquer dia vou comer a nora desse velho”. No filme, ele apenas conta ao taxista, com voz embargada, que perdeu a mulher e o filho. E o taxista diz que também perdeu um filho e mostra a foto da viúva, Marisa, e do neto. O viúvo Lula do filme só chora. O da vida chora, mas depois quer “namorar todo dia e, de preferência, com pessoas diferentes”.
Quando Marisa aparece no sindicato dos metalúrgicos para “pegar o carimbo” necessário para liberar o dinheiro da pensão do marido assassinado, Lula não a reconhece da foto mostrada pelo taxista, como é contado no filme. Lula é chamado para atendê-la porque havia deixado ordens de ser avisado quando aparecesse “uma viuvinha nova”, como conta a própria Marisa no livro. Então Lula mente para Marisa que a lei tinha mudado e a obriga a voltar várias vezes ao sindicato. Depois a chantageia para que lhe dê seu telefone.
E assim por diante. Entre um personagem contraditório e outro com comportamento previsível, mas elevado, a escolha foi eliminar as nuances e ficar com um Lula sem ambivalências. Mais do que um herói ou um santo, o Lula do filme é um sujeito insosso.
Por que uma grande história, um grande personagem e um grande orçamento – R$ 16 milhões, um dos mais caros da trajetória do cinema brasileiro – se transformaram em um filme medíocre?
Só tenho hipóteses. O momento escolhido – com o personagem principal na presidência da República e às vésperas de uma eleição presidencial – pode ter feito mal à obra. O momento pode ter beneficiado a captação de recursos, já que dá gosto acompanhar na tela a lista de empresas sensibilizadas para a necessidade de investir no cinema nacional. Mas pode também ter produzido uma série de auto-censuras. Como já foi dito pelos realizadores do filme, havia uma preocupação de não apresentar cenas que pudessem ser consideradas piegas ou excessivamente dramáticas, embora verídicas, como a que o pai de Lula se recusa a lhe dar picolé porque diz que ele não sabe chupar sorvete. A mesma preocupação pode ter ocorrido ao preferir não mostrar um Lula mulherengo e às vezes de caráter duvidoso, um Lula mais malandro que bom moço.
Há no filme alguns momentos heroicos, que nunca ocorreram na vida real, como quando o menino Lula se posta na frente da mãe para impedir que o pai, Aristides, batesse nela, dizendo: “Homem não bate em mulher”. Na vida real, contada pelo próprio Lula, é a mãe que não permite que o pai bata em Lula. Por conta disso, Aristides dá uma mangueirada na cabeça de dona Lindu. Do mesmo modo, há episódios em que a índole do personagem foi aprimorada, como quando Lula passa mal ao assistir ao dono de uma fábrica, que havia atirado em um trabalhador durante uma greve, ser jogado do segundo andar e depois linchado. Na vida real, narrada pelo próprio Lula, ele diz: “Eu achava que o pessoal estava fazendo justiça”.
Quando a biografia foi editada na Coreia do Sul, a tradutora passou alguns apertos. Ela não sabia como traduzir a passagem em que Lula fala sobre um costume dos meninos do sertão do seu tempo: a iniciação sexual com animais. A jovem Sophia Cho, que além de terminar a tradução acertava os últimos preparativos de seu casamento, ficou ruborizada. "Ainda que tenhamos permitido a aparição da primeira cantora transexual na TV, senhorita Ja Ri Su, a Coreia continua muito fechada nesse aspecto", explicou-me, quando a entrevistei. "Como traduzir isso para um país que pratica o confucionismo há 4 mil anos?" Sophia Cho e todos os sul-coreanos poderão assistir ao filme sem sobressaltos. A fita não ruborizaria nem o próprio Confúcio.
Luiz Carlos Barreto, o Barretão, já disse que fez o filme para ganhar dinheiro. Deve ter sido sincero. Mas se o momento histórico é propício para “ganhar dinheiro”, me parece difícil fazer um bom filme sobre um presidente da República que está no poder e iniciará 2010 como um recordista de popularidade. Será que existiriam empresários tão interessados em investir na cultura nacional se o filme mostrasse o jovem Lula anunciando que queria “comer” a futura primeira-dama do Brasil? O fato é que mesmo cineastas brilhantes poderiam derrapar na empreitada. E a cinebiografia do diretor, Fábio Barreto, infelizmente não o inclui nesta lista.
Já me foi dito também que a ideia não era fazer um filme para intelectuais e para críticos gostarem, mas para o povão. Bem, acho que o povo merece um filme bom. E filme bom necessariamente não implica inovações de linguagem ou voos intimistas. Só é preciso contar bem uma história. E nenhuma história é bem contada se o personagem principal não vive um único conflito em sua vida, se é contado apenas pelo que o enaltece, se é, portanto, inverossímil. É curiosa essa ideia de “filme para o povão”. Já a escutei como explicação para tudo – de programas de TV de baixo nível a filmes ruins. Subestimar a inteligência e a sensibilidade do povo brasileiro me parece não só falta de respeito, mas arrogância.
Compreendo, é claro, que o filme é “bom” para muita gente, em vários aspectos que nada têm a ver com cinema. Nesse sentido, o que vai acontecer a partir do lançamento poderá render um outro filme no futuro. Nunca antes na história deste país um presidente teve a chance de poder assistir a um filme sobre sua vida refestelado na poltrona do cinema do palácio do Alvorada. Na condição de observadores da história em movimento, vale a pena acompanharmos de perto o efeito dessa monumental obra de propaganda e construção de imagem. É, sem dúvida, um capítulo novo.
Como brasileira que gosta de cinema e de boas histórias, ao contrário de alguns críticos, eu gostaria de assistir a um filme sobre a vida do Lula. Não agora, mas num momento em que Lula não estivesse tentando fazer seu sucessor na presidência. Um bom filme, que não fizesse dele nem um super-homem nem um santo nem um cara sem sal. Espero que algum cineasta de talento encare essa empreitada daqui uns anos.
Ao transformar Lula nesse cara que não faz nada errado, sequestra-se da história de todos nós um patrimônio fundamental da eleição de Lula para presidente do Brasil: a identificação que a maioria dos brasileiros pobres tem com a trajetória de Lula. Todos nós, mortais, erramos, temos conflitos, somos contraditórios, falamos besteira, derrapamos em covardias, nos arrependemos de muita ou pouca coisa. A identificação de um número significativo de brasileiros com Lula, em parte, se dá por essa certeza de que Lula poderia estar sentado na mesa de bar com cada um, tomando uma, falando de futebol ou de mulher ou jogando truco. Mas também pela possibilidade que ele representa na vida de cada um de superar a pobreza em um país tão desigual e se transformar em presidente com tudo o que é. Quando Lula se transforma em um predestinado, caso do personagem do filme, esse rico patrimônio simbólico se perde.
Prefiro o Lula que disse à Denise Paraná, que acabou assinando o filme como co-roteirista, quando ela pergunta a ele se acredita ter algum tipo de “inteligência especial”: “Eu não me considero burro, tenho clareza de que não sou burro. Agora, que eu não tenho nada de especial, isso eu não tenho. Não tenho, não tenho nenhuma inteligência especial. Eu apenas sei utilizar a minha”.
O maior defeito do filme com estreia prevista para 1º de janeiro, me parece, é não estar à altura da história. Nem à altura do homem. Lula, o filho de dona Lindu, é bem mais fascinante do que Lula, o filho do Barretão.
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Me pergunto se hoje Lula repetiria o pedido feito à sua biógrafa, de contar uma história real, que não lhe puxasse o saco nem lhe sacaneasse, que não o transformasse em santo ou super-herói. Ousaria arriscar que não. Minha hipótese, infelizmente, é de que depois de sete anos no poder, Lula passou a acreditar que é um pouco dos dois, santo e super-herói. E gosta mais do que seria prudente que todos lhe puxem o saco.
Como todo mundo, eu gosto de estar certa. Mas, seria bem melhor para mim e para todos os brasileiros, especialmente para Lula, que eu esteja errada.
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26 de jan. de 2010
Novas ou Milenares Formas de Comunicação (?)


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13 de out. de 2009
Choque de visões - o que vi na sabatina da Folha de S. Paulo
- Gabrielli defende incentivos para aumentar competitividade da indústria nacional
- Petróleo é usado como bandeira política, diz Gabrielli
- Petróleo a US$ 65 garante plano de investimentos da Petrobras, diz Gabrielli
- Começa sabatina da Folha com presidente da Petrobras
Desde o início ficou clara a intenção da Folha de atacar o governo batendo na Petrobras, cujo presidente é petista. Durante quase toda a sabatina, os jornalistas buscaram brechas nas leis que regem a exporação do petróleo, vigentes há anos. Segundo o próprio Gabrielli, se antes a mídia era a favor destas leis, por que agora as condenam tanto? Será que o mesmo vai ocorrer caso o próximo governo seja da atual oposição?
Outro ponto importante levantado - e abafado prontamente - na sabatina é o abismo tecnológico que se formou no país. De um lado, temos a indústria petrolífera, cuja maior riqueza não é o lucro vindo da extração e venda do petróleo, e sim o conhecimento produzido ao longo de várias décadas de aprimoramento, obtido muitas vezes no sistema de tentativa e erro. Do outro lado, a população, que mal conhece como funciona a indústria do petróleo, e carece de informações para decidir - através do governo - quais rumos tomar. A quem cabe a tarefa de informar a população? A mídia? O governo? O mercado?
Questões ambientais: Vi muitas pessoas na plateia rascunhando perguntas sobre este tema, mas a Folha não demonstrou muito interesse em abordá-los. O que se viu e ouviu claramente foi quatro jornalistas sendo ownados* por não saberem que a Petrobras ainda faz parte do Dow Jones Sustainability Index, e que só saiu do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa por pressões políticas. "De quem?", perguntaram os quatro. "Ora, vocês sabem", respondeu o homem. Foi o suficiente para voltarem ao tema política, com uma aparência visivelmente abatida.
Para finalizar, uma das coisas que ficou mais clara nestas duas horas e pouco: a diferença de visões entre a Petrobras e a sociedade sobre o mesmo assunto, o que ainda pode complicar muito o debate: É natural das empresas petrolíferas lidarem com riscos e enxergarem as situações com uma visão de longo prazo, ligada ao planejamento detalhado e ao aprimoramento obtido ao longo de décadas. Por outro lado, a sociedade (e nisso se encaixam a mídia, você e eu), ainda não compartilham plenamente deste tipo de visão, pois culturalmente ainda estamos presos ao planejamento a curto prazo, de 4 em 4 anos.
Se compararmos nossa história com a da indústria do petróleo, acabamos de sair de uma ditadura (ou ditabranda, como preferir), e após vários planos econômicos mal sucedidos, só recentemente obtivemos um crescimento mais acelerado, o que ainda não foi assimilado por muita gente. Enquanto a Petrobras ainda faz testes para definir como será a extração, já tem gente fazendo as contas de como investir os lucros do pré-sal, seja na educação, saúde, infra-estrutura ou até mesmo nas Olimpíadas de 2016, contando com o ovo que a galinha ainda não botou..
*Ainda não sabe o que significa ownado? Então clique aqui.
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9 de out. de 2009
Sabatina com José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, dia 13/10 na PUC-SP
A esta altura você já deve imaginar qual o principal assunto da sabatina: o pré-sal. Mas qual a importância desta sabatina?

Logo após o anúncio da descoberta dos poços de petróleo no pré-sal, toda a sociedade se pergunta sobre o que será feito com os lucros, ao mesmo tempo em que cada setor vende seu peixe na esperança de obter o apoio da opinião públicaalguns acreditam que o pré-sal financiará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, enquanto outros querem usar o dinheiro para financiar a educação, saúde pública, entre outras necessidades e vontades.
Pessoalmente, não estou interessado em apontar qual o melhor uso para um dinheiro que ainda não existe, e talvez nem possa existir, como a própria história da indústria petrolífera ensina. Meu maior interesse nesta questão é observar mais de perto esse cabo de guerra ideológico e ver que frutos ele trará para nosso país.
O petróleo do pré-sal pode trazer grandes oportunidades para o Brasil, desde que seja bem usado. Senão...Já estou acompanhando as discussões há algumas semanas, e me inscrevi para participar (mesmo não assinando a Folha). Acompanhe aqui no Publizität quem são e o que pretendem as forças que tentam puxar para si a opinião pública numa tentativa de comer um ovo que a galinha ainda nem botou.
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22 de set. de 2009
Samba de uma nota só?
A senadora foi questionada, pelo menos uma vez a cada dois minutos, implicitamente ou não, se seria ou candidata à presidência em 2010. Desconversou em todas as 32648792168 vezes. Oras, se ela é o nome mais forte do partido (a menos que você prefira o Penna), tem boas propostas para o desenvolvimento sustentável (mas não suficientes, já digo o porquê) ainda por cima vem ganhando popularidade (favor não confundir com simpatia), qual o problema em dizer "sim, eu gostaria de ser presidente desta p... de país", nem que seja durante um bocejo?Quando questionada sobre assuntos mais polêmicos, o discurso foi praticamente o mesmo: "Eu sou contra, mas sou aberta ao debate. Desde que haja controle, tá liberado. Mas eu ainda serei contra.". Isso valeu para o aborto, para as usinas nucleares, para as eleições do STF, para a descriminalização da maconha, pesquisa de células-tronco e até sistema de pontos corridos do Campeonato Brasileiro.
Na rodada de perguntas sobre política econômica, faltou o brio presente nos primeiros blocos. Defendeu vários avanços trazidos por FHC e Lula (programas sociais, Plano Real, etc.), mas não apontou nenhuma mudança a ser feita. Tudo bem que é cedo pra apresentar um plano de governo - ainda mais quando nem se é candidata - mas a senadora perdeu uma excelente oportunidade pra botar mais uma nota no seu samba, amarrando seu carro-chefe (o plano de desenvolvimento sustentável) com o que já foi feito e deu certo. Assim mostraria que, caso algum dia resolvesse ser candidata, pelo menos teria um discurso mais abrangente.
Voltando ao Roda Viva: Agora o programa pode ficar mais interessante para os internautas, já que o programa usa blog e até Twitter. O Roda Viva já não está mais em seu auge, mas ainda é mais contundente que os debates Globo e Bandeirantes, até porque se vê menos show e mais debate, o que realmente precisamos hoje em dia.Em tempo: vale a pena visitar o Memória Roda Viva, portal para pesquisa de grandes temas exibidos nos debates do programa nos últimos 21 anos.
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19 de jun. de 2009
Video Vencedor do Concurso Democracy is... é de uma brasileira
Foram enviados mais de 900 videos vindos de 95 paises e, de todos eles, foi o video caseiro e genial de uma professora de inglês brasileira que venceu. Vejam o video da Anna Carolina Israel, acessando a página do You Tube onde os comentários positivos e negativos em relação ao filme ilustram bem o que é Democracia.
De minha parte, acho muito interessante tb o video dos poloneses, porque em ambos nota-se uma forte carga persuasiva, que é inerente à política desde os tempos da Polis grega.
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