25 de abr de 2011

Corinthians e Palmeiras juntos? Sim, no projeto Jogando pelo Meio Ambiente

Este Post é de autoria do George Melo.

Os grandes rivais históricos do futebol brasileiro, Palmeiras e Corinthians formalizaram no dia 18 de abril o projeto “Jogando pelo Meio Ambiente”, em parceria com o Banco Cruzeiro do Sul. A idéia central dessa união é o incentivo ao plantio de árvores, com o intuito de compensar e reduzir a emissão de gases, que causam o efeito estufa e também a conscientização socioambiental, que serão explorados através da rivalidade entre as duas equipes, mas claro, só dentro de campo.

A cada partida entre os dois, 100 árvores serão plantadas, acontecendo o mesmo para cada gol marcado, ou seja, se uma partida terminar em 1 x 1, serão plantadas 300 árvores.

Essa idéia já tinha sido promovida pelo próprio Corinthians e Banco Cruzeiro do Sul em 2010, resultando em mais de 23 mil árvores plantadas. E com o objetivo de aumentar esse número, outras regras foram criadas; a cada pênalti defendido pelos padrinhos do projeto, os goleiros Júlio César (Corinthians) ou Deola(Palmeiras), outras 200 árvores serão plantadas; caso alguma das duas equipes conquiste algum torneio, haverá um plantio bônus (1.000 árvores para o Campeonato Paulista e 3.000 para Copa Sul-Americana e Brasileirão).

A estimativa é que o sítio em Salto do Pirapora, interior de São Paulo, receba 50 mil novas mudas em 2011, o dobro de 2010.

Durante os jogos, serão distribuídos materiais promocionais com o endereço do site, que tem todo o conteúdo, dúvidas, explicações sobre o projeto.

Certamente, essa parceria, é uma bola dentro para aqueles que se preocupam com aquilo que estamos deixando de lado, claro que não estou falando de futebol e sim de um pouco mais de verde neste mundo acinzentado.
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Quanto tempo deste feriado você passou no trânsito?

Este post é de autoria de Natalia Albertini.

No último domingo, ao retornar do Guarujá a São Bernardo, o painel informativo da rodovia indicava: "Imigrantes - Operação Subida" e, em seguida, "Anchieta - tráfego normal".

Bem, "tráfego normal", pensamos, "então subir pela Anchieta compensa". Arriscamos a Anchieta.

Deixando o cansaço e a raiva passados de lado e resumindo, levamos mais de boas duas horas num percurso que, normalmente, levamos menos de uma.

Durante todo o congestionamento na extensão da estrada, com o barulho de motores ligados e a visão de uma mata cinzenta, algumas reflexões me passaram pela cabeça. O que via eram duas pistas completamente entupidas de automóveis ronronando, de caminhões expelindo fumaça preta e objetos sendo arremessados para fora de janelas de algumas Mercedes Benz.

Prestando atenção na Mata Atlântica que nos acompanhava por todo o caminho, me assustei em como ela parecia desesperada, em como galhos caídos pareciam mãos estendidas, pedindo ajuda. Assustada com essa visão, empurrei o rosto para o outro lado da rodovia e o que vi foi um trilho de trem com vagões sujos estacionados, aparentemente inativos pelo menos por todo o dia.

Aí pensei em como nosso meio-ambiente anda devastado, em como a preocupação com ele tem se tornado cada vez maior na mídia e em como ainda não são tomadas ações reais para melhorar a situação.

Grandes atos são esperados, grandes acordos são fechados, grandes promessas são feitas (e quebradas), mas o mais básico ainda não foi compreendido pelos governantes e nem pela sociedade: a mudança começa por baixo, isto é, a manutenção do planeta não depende exclusivamente do acordo de Copenhague ou da obediência ao Protocolo de Kyoto, mas, sim, também de ações individuais e menores, como, por exemplo, não atirar lixo às vias.

Não há culpa a atribuir a alguém em especial. Mas se me permitem enumerar alguns fatores que pioram a ocasião: a falta de boas condições em transportes públicos, o egoísmo, o vício por automóveis e a facilidade que, hoje em dia, se tem para adquirir um carro. Tudo isso, se colocado junto, se transforma naquele congestionamento do domingo.

Até mesmo vislumbrei a possibilidade do incentivo às viagens de trens. Por que não?

Boas campanhas de incentivo poderiam persuadir muitos a andarem de trens. Desde escolas passando isso às crianças, desenvolvendo assim cidadãos com uma mentalidade melhor estruturada quanto à preocupação quanto ao meio-ambiente até propaganda direcionada, impulsionando indivíduos a tal viagem.

Não somente os trens, mas a melhoria e a facilitação de todo o transporte público colaboraria com a diminuição do tráfego.

Minha reflexão partiu da rodovia, mas, claro, chegou às vias das grandes cidades, onde pegar trânsito é agora rotina. Todos sabem que para irmos a qualquer lugar que demande maior deslocamento, deve-se sair de casa com no mínimo duas horas de antecedência.

Eu posso, como prova viva, dizer o quão difícil é levantar às cinco horas da manhã numa segunda-feira e pensar que vou tomar três conduções lotadas para chegar à universidade e, ainda por cima, gastar perto dos quinze reais por dia para isso (isso porque ainda tenho carteirinha de estudante e pago só meia passagem)! Sei muito bem a vontade enorme que se tem de possuir um carro, porque assim, mesmo se demorarmos duas ou três horas num congestionamento, há conforto. Os maus cuidados com o transporte público e o preço alto para conforto nenhum nos dão essa vontade enorme.

Por que não fazer melhorias consideráveis (não somente a instalação de pequenas TVs e ar condicionado, mas, sim, transportes que não utilizem combustíveis poluentes e mais unidades, para suprir o grande número de passageiros) nessa área, evitando assim o uso excessivo de automóveis, os congestionamentos e os prejuízos tanto ao ambiente quanto aos condutores?

Ainda, que tal desenvolver uma boa ciclovia que desse acesso a vários pontos da cidade? O incentivo à prática do ciclismo como transporte poderia ter o apelo ambientalista e, também, se mais interno, tangente à forma física, perda de peso e tonificação de músculos, por exemplo.

Para ajudar, há a publicidade muito atrativa e convincente dos carros de todos os estilos e preços. Dos mais básicos aos mais luxuosos, é fácil se adquirir um veículo hoje em dia. Pode-se parcelar um carro em dez, quinze anos. E além de tudo, seus preços não são inalcançáveis, são, até, bem acessíveis, já que a produção é absurdamente intensa.

Todos sabemos que as fábricas automobilísticas produzem muito, mas acho que colocar isso em números torna mais palpável e assustador. Assim, incluo aqui a informação que recebi há alguns dias: certa fábrica multinacional tem uma filial na cidade de São Bernardo do Campo. Por dia, essa filial produz nada menos do que mil e trezentos (1.300) carros, ou seja, num ano, são produzidos mais de 300.000 carros. Não sei a você, mas isso me espantou muito.

Em meio a todos esses pensamentos, olhando para os vagões estacionados, inúteis, ouvi alguém do carro ao lado reclamando alto algo do gênero "eles deveriam abrir mais pistas, assim liberava o trânsito!". E este é um dos outros problemas: tentar solucionar com as saídas mais fáceis, rápidas e baratas de todas. Abrir mais pistas resolveria o trânsito, mas e a Mata que jazia ali, silenciosa e ofegante? Simplesmente afastá-la ainda mais, apertar mais um dedo em volta de sua garganta?

O que nos falta para amenizar – não “solucionar”, posto que o problema parece agravado demais para ser completamente resolvido – é a mudança de comportamento e visão de mundo da sociedade contemporânea. É claro que mudar todo um sistema de crenças e ações não é fácil e rápido, exige tempo e trabalho duro, e é justamente nesse ponto que a propaganda entra em ação, comunicando, convencendo e persuadindo. É nessa trilha que a propaganda deve caminhar, conscientizando os indivíduos dessa mudança estritamente necessária, ajudando-os a enxergar mais longe, o futuro de suas próximas gerações, e não somente a satisfação instantânea de ter um motor potente e bancos de couro.

Ficam aqui, então, reflexões de uma estudante sobre o futuro de nosso habitat, sobre as expectativas que coloco nos governos atuais e futuros, sobre como nós, indivíduos da sociedade, podemos mudar nossos próprios hábitos e também levar sugestões aos representantes para que ações mais concretas sejam feitas.

Fica aqui, assim, o desespero de uma estudante que por fim pensou que aquele que digitou ao dispositivo "Tráfego Normal" no painel de fato achava aquele tráfego normal.

Isso não espanta?


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19 de abr de 2011

Nunca deixe um motorista alcoolizado dirigir seu carro

Ótima ação criada pela Ogilvy para o Bar Aurora e o Boteco Ferraz. Como se trata de uma ação real, é ótimo ver a reção das pessoas. Noticia via blue bus.


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9 de abr de 2011

Branded For Life.

A marca de roupas urbanas Eckō lançou recentemente a campanha "Branded For Life" que garante 20% de desconto nas lojas da grife para toda a vida. Qualquer pessoa maior de 18 anos pode participar, basta tatuar uma das versões da logomarca da Eckō unltd. no corpo e mostrar sempre que for fazer compras em uma das lojas oficiais. O regulamento da campanha pode ser visto nesse link.

Eu, como muitos, acreditei que a campanha fosse apenas uma brincadeira de 1º de Abril. Mas fiquei sabendo hoje por um amigo que a estratégia de branding da Eckō é real e que a marca esta divulgando fotos para provar. O rinoceronte é o logo da marca de Marc Ecko.



Não acho que tatuar uma marca no corpo por descontos seja muito vantajoso e acredito que essa seja uma ação para gerar mais buzz do que publicidade gratuita em tatuagens por ai. Mas se pensar que já devem existir pessoas que fazem tattoos de outras marcas a troco de nada, é bem provável que a campanha atraia alguns participantes. (foto retirada do site FashionablyGeek)
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6 de abr de 2011

Egotrip consumista


Realmente são ótimos tempos para tornarmos as pessoas mais consumistas e egocêntricas. Afinal, como diz o comercial, consumir é um sinal de que você se ama e ""Bonito é você gostar de você".

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5 de abr de 2011

Reality show ecológico na Amazônia. Um big brother verde?

Esse post é de autoria da Paula Rumachella.

A Record em parceria com a Endemol está produzindo um reality show ecológico intitulado “Amazônia”.

Um acampamento será montado na floresta Amazônica onde 12 participantes de diferentes áreas, entre elas artistas plásticos, publicitários, celebridades, empresários, ficarão responsáveis pela realização de provas com objetivos de promover a sustentabilidade na região. Para que isso ocorra, “Amazônia” tem o apoio do governo local e da ONG Fundação Amazonas Sustentável, financiada em grande parte pelo Bradesco, que ficará responsável pela concepção das provas.

A estrutura do acampamento será permanente, pois a Record visa outras edições e até uma “carreira” internacional. As gravações começarão nos segundo semestre de 2011 e estão previstas para durar um mês, o programa em si terá a duração de três meses e o ganhador levará para casa R$ 1 milhão de reais.

Uma iniciativa interessante e inovadora, pois será o primeiro reality show com temática ecológica, mas, por outro lado, qual será o real impacto desse reality show? Durante um mês uma equipe de televisão construirá um acampamento e ficará dentro da floresta Amazônica filmando ininterruptamente, mas será que somente na região Amazônica cabem ações sustentáveis? Será que essa proposta não poderia ser aproveitada em outros lugares do Brasil, não tão óbvios?


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