29 de nov de 2009

Obesidade infantil e publicidade de alimentos para crianças são tema de livro do CONAR

Hoje estava zapeando a TV quando encontrei na Globo News um programa especial sobre o 31o prêmio profissionais do ano e um debate com a Monica Waldivogel e 3 publicitários, um representante do CONAR, um da ABAP e um representante da criação. Eles discutiram sobre os limites éticos da propaganda e a questão da censura. Os três defenderam a liberdade de expressão comercial, citando uma vitória parcial do setor com o recente parecer da AGU contra as restrições que a ANVISA queria impor a propaganda de medicamentos. A crescente tendência restritiva do governo em relação a propaganda comercial é louvável em alguns casos. Sobretudo no que tange a comerciais voltadas ao público infantil. Daí a importância de obter e ler o livro que o CONAR está lançando, "O fator publicidade de alimentos e refrigerantes e sua relação com a obesidade - Produtos seguros, alimentação balanceada, atividade física e informação: a dieta do Conar", que defende outra posição. Somente nos informando sobre os diferentes pontos de vista poderemos chegar a uma opinião sobre esse tema controverso. Este livro deveria integrar a bibliografia básica dos cursos de Publicidade porque boa parte dos alunos do curso tem pouca ou nenhuma informação sobre o importante papel do CONAR e menos ainda sobre os limites éticos desta profissão.

A organização de texto do livro é de Rafael Sampaio. Exemplares podem ser solicitados pelo e-mail conar@conar.org.br.
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23 de nov de 2009

Por quê ?

Há vários comerciais em que não consigo ver o porquê do uso de alguns elementos. Um caso recente com o qual tenho quebrado a cuca é o da JWT para o Listerine Whitening. Além de achar que se o comercial pretendia ser engraçado, os criativos deveriam ter pensando sobre o fato de ser uma piada interna. Eu não consigo entender porque usaram como cenário uma cópia do cenário do belíssimo clipe do Daft Punk para "Around the world", dirigido pelo Michel Gondry.




Não achei nenhum link no youtube do clipe que desse pra postar aqui, todos bloqueados. Então segue o link de lá:

Daft Punk - Around the world

Alguém entende ? Ou foi só uma viagem (ao redor do mundo) ?

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17 de nov de 2009

Até onde vai o cinismo de um anúncio imobiliário?

Hoje na Folha de S. Paulo há um comentário lúcido e muito bem escrito pela profa. Noemi Jaffe da pós em teoria literária da PUC-SP sobre um certo anúncio imobiliário recente. Seria interessante se pudéssemos ter acesso a esse anúncio, mas a descrição dele já vale para entendermos o contexto.

O cinismo ganha campo, por Noemi Jaffe
NO FINAL do século 18, Goethe escrevia, no poema "Hermann e Dorothea": "(...) O peito mais livre bateu com pulsações mais puras,/ Quando despontou o primeiro brilho do novo Sol,/ Quando se ouviu falar dos direitos humanos, a todos comuns,/ Da liberdade entusiástica e da louvável igualdade!/ Cada um esperou então viver a si mesmo (...)".
Em novembro de 2009, no aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim, lê-se, em anúncio de uma grande empresa imobiliária: "Revoluções não nascem com este nome. Elas começam com um pequeno grupo de pessoas que ousam imaginar um mundo diferente do passado. Pessoas que se recusam a permanecer confinadas dentro dos muros das velhas verdades. (...) Na web, todos saímos da plateia e viramos atores. É o fim do reinado do para todos e o início da república do cada um. O fim dos clichês. O fim da média. O fim da solução-universal-para-todos. Só os imóveis se esqueceram de mudar".
O anúncio continua, apregoando que os novos imóveis de sua incorporadora permitem arranjos individualizados, como um grande home theater, um banho "comme il faut", um "piano na sala e um ofurô no quintal".
A frase final, em tom grandiloquente, garante ao leitor esta possibilidade: "Você já pode viver na sua época".
O que teria acontecido desde "a liberdade entusiástica" e do "cada um esperou viver a si mesmo" de Goethe até "o fim do reinado de todos e o início da república do cada um" e "do banho "comme il faut'" do anúncio imobiliário? O que teria acontecido para que os princípios da revolução burguesa se transformassem em anúncio de caros apartamentos?
O fenômeno linguístico e filosófico (em que subjaz, como sempre, um forte aparato ideológico) que permite essa apropriação de um princípio ético por um princípio que o contraria (aético e, nesse caso, exclusivamente lucrativo) é um velho conhecido: chama-se cinismo. Uma distorção que faz com que a vantagem econômica de muito poucos, para muito poucos, com muito poucos, seja semanticamente disfarçada de derrocada do reinado de todos e de vitória da república do cada um.
Tudo se distorce nesta formulação: o que seria para todos, ou seja, a democracia, passa a ser chamado de reinado. E o que seria o corolário do individualismo passa a ser considerado república.
Para começar, não pode haver, etimologicamente, república do cada um. A república, como o nome diz, é a coisa pública, algo que os apartamentos caros reconfiguráveis "comme il faut" certamente não são.
O artigo "o", contido na expressão "do cada um", também é revelador.
Como se a preposição "de", sozinha, sem o artigo, não fosse suficiente para designar a singularidade e a liberdade que os indivíduos agora possuem de fazer suas próprias revoluções, com seus home theaters gigantes e seus ofurôs no quintal. Não é mais "de" cada um, é "do" cada um.
A revolução agora é destruir os muros dos reinados de todos. Esse "reinado" -também empregado falaciosamente- seria o das verdades totalizantes. "Para todos" virou sinônimo de clichê, de média, e seria, inversamente, uma ação coercitiva. Personalizar apartamentos, sim, é que seria agora a nossa liberdade revolucionária, em parte concedida pela web, que nos transforma de plateia em atores.
O cinismo ainda não é um fenômeno irreversível, alastrado irreversivelmente por toda a sociedade. Existem muitas possibilidades e espaços de inteligência ativa. Mas a distorção, principalmente linguística, está presente -e é preciso dar-se conta dela.
O cinismo penetra capciosamente pelas brechas da língua, das imagens e do dia a dia e, quando percebemos, estamos usando a mais nova marca de sabão em pó porque ela nos liberta da massificação.
Algo muito nocivo acontece quando os conceitos podem ser distorcidos com essa facilidade, nessa extensão e com esse grau de difusão. Quando o espantoso não espanta mais, é preciso, com urgência, reler Goethe.


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16 de nov de 2009

Quem vigia David Ogilvy?


"Pessoalmente, tenho paixão por paisagens, e nunca vi nenhuma ser melhorada por um outdoor. Em todo panorama agradável o homem manifesta seu lado mais desprezível quando ergue um cartaz. Quando me aposentar da Madison Avenue, fundarei uma sociedade secreta de vigilantes mascarados que viajarão pelo mundo em silenciosas bicicletas motorizadas, arrancando pôsteres á luz tênue da lua. Quantos júris nos condenarão quando formos apanhados nesses atos de cidadania beneficente?"

David Ogilvy, fundador da agência de publicidade Ogilvy & Mather,
em Confessions of an Advertising Man, 1963

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15 de nov de 2009

Agências protestam contra censura no Estadão


Há mais de cem dias, o jornal Estadão está submetido a censura pela família Sarney, que impede que sejam divulgados dados sobre investigação que envolve o filho do senador José Sarney. A partir de uma proposta do jornal Propaganda & Marketing, as agências Africa, AlmapBBDO, F/Nazca S&S, NBS, Talent, Y&R e W/ foram convidadas a criar anúncios que protestam contra essa censura.


A Y&R, agência do Estadão, fez anúncio que divulga o movimento criado na internet censuranuncamais.com. O blog é de Arthur Soares, do planejamento. Cerca de 4.500 pessoas aderiram ao movimento, entre eles famosos como Marcos Mion e Marcelo Tas.

Alexandre Gama, da Neogama BBH, não só aderiu como resolveu ir mais longe e propõe no seu anúncio uma lista de adesão que seja enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) que está para julgar o caso. “Acho que, mais do que um exercício solo de criação, temos que mobilizar a comunidade contra a passividade diante de situações como essa”. Por isso, o seu anúncio remete ao hot site www.censuranao.com.br. Aliás, uma descoberta o surpreedeu: o termo “censura não” sequer tinha registro no Brasil.

Lindenberg, da Leo Burnett, criou um título riscado, como tivesse sido censurado e abaixo um código de realidade aumentada e a informação (foto acima). Acesse www.leoburnett.com.br/censura e mostre este anúncio para sua webcam. Quando o leitor aproxima o anúncio da webcam ele lê o título que estava riscado: "Tentar censurar informação nos dias de hoje é uma atitude tão burra quanto a própria censura. A Leo Burnett é contra a censura. Não deixar o Estadão falar é não deixar a gente ouvir."

“A ideia é simples, as pessoas podem colocar uma tarja no seu avatar no Twitter, em referência à censura”, contou Marco Versolato, vice-presidente de criação da Y&R. No anúncio, aparecem fotos de funcionários da Y&R com uma tarja sobre os olhos. O texto diz: “A censura está ameaçando voltar. Proteste. Coloque a tarja no seu twitter censuranuncamais.com. A Y&R apoia este movimento”.

A peça da NBS traz a imagem de um alto-falante e fotos pequenas de líderes mundias como Nelson Mandela e o Dalai Lama e a frase: “Você tem o direito de não permanecer calado”. “A ideia é mostrar que a liberdade de expressão é a soma de várias vozes e que essas pessoas amplificaram com suas histórias de vida e posturas a nossa liberdade de expressão”, falou Cassio Faraco, diretor de criação da NBS São Paulo, criador da peça junto com Darcy Fonseca, Gustavo Vilela e Guilherme Almeida que tem direção de criação de Pedro Feyer e André Lima.

A peça da AlmapBBDO, criada por Manoel Zanzotti, Fred Sekkel e Carlos Garcia, retrata com precisão a situação. O texto diz: “Librdade de exprssão (isso mesmo, sem as vogais). Cuidado, às vezes, começam a tirar e você nem percebe”. “É algo sutil, eu acho que o anúncio reflete o que estamos passando hoje, em que as coisas vão acontecendo de forma sutil e podem aumentar de uma hora para outra”, disse Zanzotti.

O anúncio da Talent assina com a seguinte frase: “Quem perde a liberdade de imprensa não perde só a liberdade de imprensa”. “A gente tentou dizer que a liberdade de imprensa tem um efeito direto na vida das pessoas”, disse Fábio Rodrigues, diretor de arte da Talent, que criou a peça junto com Igo Oliva.

A W/ foi original e desenhou dois bigodes, que de certa forma se tornaram ícones da crise. De um lado, aparece o bigodão que representa Sarney e do outro um bigodinho, em referência a Adolph Hitler, ditador da Alemanha. O conceito é: “A censura revela semelhanças perigosas entre os que a praticam. W/ pela liberdade de expressão sempre”. A criação é de Eiji Kozaka e Marcelo Conde, com direção de criação de Washington Olivetto.

De nossa parte, gostaria de conseguir as imagens de todos os anúncios, pois não os encontrei nos sites do Estadão, nem no do Propaganda & Marketing. Mas dos anúncios descritos nas reportagens, achei a ideia da Almap a mais criativa, e a da Neogama a mais persuasiva porque leva a uma ação concreta no hot site da campanha.



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14 de nov de 2009

Por que tudo começa na infância.

Vi há pouco, nessa notícia da Folha Online, que a revista da personagem Tina, de Maurício de Sousa, mostrará pela primeira vez uma personagem homossexual nas histórias para o público infantil.


Não sei dizer se as crianças de hoje em dia tem o mesmo hábito de leitura das histórias de Maurício de Sousa como quando eu era menor, mas por ser um amante da nona arte e acreditar na força que entretenimento tem na formação de indivíduos, fico feliz que enfim esteja sendo abordado um tema tão óbvio quanto a homossexualidade.

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12 de nov de 2009

Olympikus e uma resposta à altura para a Nike

Depois de ver o comercial um tanto exagerado da Nike e sua repercussão dentro e fora do Publizität, imediatamente lembrei da campanha da Olympikus. Talvez as motivações dos gringos para esportes sejam muito diferentes das nossas, mas o vídeo abaixo realmente fala com esportistas, e não com fãs de filmes do Michael Bay.



Bom, vou deixar que vocês tirem suas próprias conclusões. Antes de mais nada, este não é um post pago, mas por via das dúvidas meu número é 41.

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11 de nov de 2009

A CPI do apagão

Depois de passar o dia todo ouvindo "Nossa, você viu o apagão ontem?" no ônibus, no trabalho e até em uma conversa entre cegos (contra o pleonasmo, use o sarcasmo), finalmente cheguei em casa a tempo de ver a repercussão do caso nos telejornais e na internet. E olha que o incêndio no circo ainda está começando...

O Jornal Nacional dedicou mais da metade do horário para mostrar sua cobertura sobre o apagão. Só em grandes acontecimentos como este é possível ver o poderio dao Vênus Platinada: em poucas horas mandaram dezenas de equipes para acompanhar o que aconteceu em hospitais, delegacias, estações de trem e nas ruas das principais cidades atingidas. As outras emissoras também fizeram o mesmo, ainda que em menor escala.

Por falar em repórteres, nunca vi tantos novatos em tão pouco tempo. Isso demonstra a estrutura das emissoras em situações como essa. Só não posso dizer o mesmo do governo, que levou horas para identificar e divulgar as causas do apagão. Agora vem a parte mais interessante da história: Enquanto o assunto cai na boca do povo, Itaberá (cidadezinha no interior de SP onde supostamente ocorreu o curto circuito que gerou o apagão) ganha um lugar no mapa e surgirá um exército de "especialistas" apontando culpados e dando soluções que até então só eles sabiam. As Vossas Excelências vão aproveitar o momento pra armar algum escândalo e, quem sabe, criar uma CPI para apurar as causas do apagão. Principalmente agora que vai dar pra esquentar a pizza no microondas, já que a energia voltou.

São Paulo ontem à noite. Ou será que era o Rio de Janeiro?


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A Nike e o apagão: O dia depois de ontem

Recebi hoje de manhã via twitter do @pergunteaourso o seguinte vídeo da Nike:


Passa longe da minha cabeça ser o cara chatão que contesta e critica tudo, mas fiz a seguinte reflexão.


Será que quando a Nike faz vídeos como este, ressaltando a grandiosidade de um Nike, grandiosidade por sinal até relacionada ao seu nome de origem, (Nike: Niké: Deusa da Vitória), apesar de ser uma estratégia que convence da qualidade do produto ela não vai contra a onda do planeta em pensar mais no impacto de nossas ações para tornar nossa sociedade sustentável?

Será mesmo que após o apagão de ontem um Nike em meus pés me faria sair correndo e dizer bom dia para todos? me fariam olhar o caos gerado por serviços como a falta de transporte sobre trilhos, falta de energia para alimentar a base da dados da policia, falta de energia nos hospitais, falta de energia nos supermercados, falta de energia para me comunicar com vocês agora como uma girafa, que olha no topo das arvores e não vê o que acontece nos seus pés?

Olha, me digam o que acham, por que to morrendo de vontade de comprar um Nike e esquecer do mundo todo. Se me disserem que é isto tudo mesmo, nem penso duas vezes, compro um mesmo que parcelado em 10 vezes no cartão de crédito.


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10 de nov de 2009

Evento Gratuito discute a Amazônia no Memorial da América Latina



Mais um evento sobre a Amazônia. Mas este está com uma programação bem interessante e vale a inscrição de quem se interessa pelo tema. Espera-se que o jornalista Lúcio Flávio consiga vir, apesar da perseguição judicial que sofre.

Programa
16 de novembro
09:00 – 10:00 Abertura (Autoridades) e Conferência Inaugural (Bertha Becker)
10:00 – 13:00 Mesa 1: Diversidade Sócio-cultural e Integração Sul-americana
Coordenação: Maria Manuela Carneiro da Cunha (Univ. Chicago) / Francisco Pyianko
• Adalberto Veríssimo (Imazon)
• Adriana Ramos (Instituto Socioambiental);
• Ana Valéria Araújo (Fundo Brasil de Direitos Humanos)
• Elaine Elisabetsky (UFRGS)
• Margarita Benavides (Instituto del Bien Común - Peru);

13:00 – 15:00 Almoço
15:00–18:00 Mesa2:Amazônia: Desafio Científico e Tecnológico para o Século XXI
Coordenação: Adalberto Val (INPA) / Carlos Nobre (INPE)
• Guilherme Leal (Natura)
• Jorge Almeida Guimarães (CAPES)
• Luciano Coutinho (BNDES)
• Luz Marina Mantilla (Instituto Amazônico de Investigaciones Científicas - Colômbia)
• Sergio Machado Rezende (Ministério da Ciência e Tecnologia)

17 de novembro
9:00 – 12:00 Mesa 3: Ciência, Tecnologia e Inovação como Motores de um Novo Modelo de Desenvolvimento para a Amazônia
Coordenação: Roberto Dall’Agnol (UFPA) / Ima Vieira (Goeldi)
• Fabio Scarano (UFRJ)
• Lúcio Flávio Pinto (Jornal Pessoal)
• Maurílio Monteiro (Secretaria de Desenvolvimento Ciência e Tecnologia do Pará)
• Roberto Waack (AMATA S.A.)
12:00 – 14:00 Almoço
14:00 – 17:00

Mesa 4: Arranjos Multilaterais e Dimensões Estratégicas da Integração Sul-Americana
Coordenação: Bertha Becker (UFRJ) / Tatiana Sá (Embrapa)
• Lia Osório Machado (UFRJ)
• Manuel Picasso (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica)
• Mauro Marcondes Rodrigues (Banco Interamericano de Desenvolvimento)
• Wanderley Messias da Costa (USP)

17:00 – 18:00 Conferência de Encerramento

Para se inscrever gratuitamente, clique aqui.


Informações
E-mail: eventoscbeal@memorial.sp.gov.br
Tel.: (11) 3823-4780
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9 de nov de 2009

A Queda da Uniban - Hitler

Postaram ontem no YouTube mais uma paródia do filme A Queda. Desta vez, o ditador discursa sobre o caso da aluna hostilizada na Uniban.
Veja o vídeo:



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5 de nov de 2009

Tédio no intervalo

Sempre que assisto TV, só vejo comerciais por conta da faculdade, porque eles estão cada vez mais chatos e técnicos ou na produção audiovisual ou na criação, mais preocupada com vendas do que com a própria campanha. É comum vermos campanhas mal resolvidas, mal estruturadas, mas que por frequência acabam alcançando um número satisfatório de compras. Várias promessas são extremamente pretenciosas: o carro mais arrojado do mundo, a melhor salsicha da sua vida, um objeto que mudará seus dias para todo o sempre.
Eis que me deparo, na internet, com uma campanha "despretenciosa". Técnica, sim, pois transformou o problema da empresa em solução criativa e imagino, a pouca verba, em baixa produção. Mas os anúncios são divertidos.









Matéria no M&M Online

Não achei a ficha técnica inteira, mas a "
direção de criação de Gustavo Bastos, a produtora é a Proview, sob direção de cena de José Rubens Hilu."


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3 de nov de 2009

Propagandas apelativas: mau-gosto ou vanguarda?

Não é a primeira vez que vemos uma peça contendo elementos considerados pela maioria das pessoas como de mau-gosto, repugnantes ou inadequados, certo? Principalmente na era da internet, onde somos expostos diariamente a cenas pesadas vindas de todo o mundo, nos mais diferentes contextos.

Se é assim, alguém pode me dizer porque as peças abaixo (divulgadas no Ads of the World) ainda me deixam na dúvida se este recurso é excessivamente apelativo ou apenas fruto de uma mente à frente de nosso tempo, capaz de gerar lucro com a repulsa do consumidor?

Ramorama: Expose yourself, 1
Advertising Agency: Ogilvy Brasil, Sao Paulo, Brazil
Art Director: Fernando Reis
Copywriter: Marcelo Padoca
Photographer: Zarella Neto


Ramorama: Expose yourself, 2
Advertising Agency: Ogilvy Brasil, Sao Paulo, Brazil
Art Director: Fernando Reis
Copywriter: Marcelo Padoca
Photographer: Zarella Neto


Superette: Fence
Advertising Agency: DDB New Zealand
Executive Creative Director: Toby Talbot
Creative Director: Adam Kanzer
Art Director: James Conner
Photographer: Charles Howells
Copywriter: Christie Cooper
Account Director: Jenny Travers
Account Executive: Mikey Richardson


Superette: Fence
Advertising Agency: DDB New Zealand
Executive Creative Director: Toby Talbot
Creative Director: Adam Kanzer
Art Director: James Conner
Photographer: Charles Howells
Copywriter: Christie Cooper
Account Director: Jenny Travers
Account Executive: Mikey Richardson


Superette: Elevator
Advertising Agency: DDB New Zealand
Executive Creative Director: Toby Talbot
Creative Director: Adam Kanzer
Art Director: James Conner
Photographer: Charles Howells
Copywriter: Christie Cooper
Account Director: Jenny Travers
Account Executive: Mikey Richardson


Sarti Tailors: 09 Collection, Cafe
Advertising Agency: JWT, Melbourne, Australia
Executive Creative Director: Richard Muntz
Creative Director: Keith Nicolas
Creatives: James Orr, Harsh Kapadia, Chris Andrews, Carly Williams
Photographer: Chris Tovo
Retoucher: Todd Riddiford
Production Agency: CI Studios
Agency Producer: Michael Ball, Emma Donaldson
Account Director: Nicholas Brown
Published: 2009


Sarti Tailors: 09 Collection, Pavement
Advertising Agency: JWT, Melbourne, Australia
Executive Creative Director: Richard Muntz
Creative Director: Keith Nicolas
Creatives: James Orr, Harsh Kapadia, Chris Andrews, Carly Williams
Photographer: Chris Tovo
Retoucher: Todd Riddiford
Production Agency: CI Studios
Agency Producer: Michael Ball, Emma Donaldson
Account Director: Nicholas Brown
Published: 2009

Sarti Tailors: 09 Collection, Car
Advertising Agency: JWT, Melbourne, Australia
Executive Creative Director: Richard Muntz
Creative Director: Keith Nicolas
Creatives: James Orr, Harsh Kapadia, Chris Andrews, Carly Williams
Photographer: Chris Tovo
Retoucher: Todd Riddiford
Production Agency: CI Studios
Agency Producer: Michael Ball, Emma Donaldson
Account Director: Nicholas Brown
Published: 2009

Comparadas com as outras, as duas peças da Ramorama são até mais leves, por tentarem tratar da identidade pessoal. Já as outras usam um conceito bastante explorado (até demais) pela indústria da moda: dresses you'd love to be caught dead in, ou roupas que você amaria usar ao ser encontrado morto. As últimas, da Sarti Tailors, ainda fazem um trocadilho (bem gasto, também) com a estação: Fall = Outono = queda das folhas das árvores.

Que isso vende, tenho minhas dúvidas. Pode servir pra chamar a atenção, da mesma forma que as ações do Greenpeace, WWF ou o PETA. Mas será que este tipo de comunicação realmente atinge os objetivos da empresa ou ONG?

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São Paulo antes da Lei Cidade Limpa


Em dezembro de 2006 a Prefeitura de São Paulo instaurou a Lei “Cidade Limpa” que praticamente eliminou a publicidade das vias públicas da cidade, nas áreas externas dos estabelecimentos comerciais e em edifícios. O intuito do projeto foi acabar com a poluição visual da Capital. Na prática, só em abril de 2007, quando todos os prazos para adaptação à Lei terminaram, São Paulo começou a ter uma nova cara. O repórter fotográfico Hélvio Romero da equipe do ‘Estado’, nos anos que antecederam a “Cidade Limpa”, fotografou os outdoors e murais gigantes da cidade entre uma pauta e outra. As imagens captadas, hoje fazem parte de uma São Paulo, porque não dizer, do passado.

Vale a pena ver as fotos para perceber que a lei teve mais efeito eleitoreiro do q urbanístico pois as imagens publicitárias estão mimetizadas na paisagem paulistana. Mas o que ninguém comenta é sobre as milhares de pessoas que perderam seus negócios e seus empregos por causa da lei. Para ver as fotos, clique aqui.
. Fonte: Estadão.


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2 de nov de 2009

Golpistas que veiculam anúncios maliciosos conhecem setor publicitário

Sites da Gawker Media, entre os quais o Gizmodo, segundo maior blog do mundo, veicularam nesta semana um anúncio malicioso que ofertava um antivírus fraudulento. Para conseguir emplacar a peça, os criminosos se passaram por representantes da Suzuki. As negociações para a venda do anúncio revelam que os golpistas dispõem de extenso conhecimento do mercado publicitário.



Todos os e-mails trocados entre a Gawker e os criminosos foram publicados pelo site Business Insider. O interesse pela veiculação de anúncios da 'Suzuki' veio de um 'George Delarosa', que trabalharia para uma empresa de comunicação chamada Spark Communications. Delarosa, que ainda informava um número de telefone e um nome de usuário Skype, informa que sua empresa faz parte de um grupo 'com mais de 110 escritórios em 67 países'.

Além do inglês impecável, o golpista ainda fazia um uso perfeito do jargão publicitário. Para o funcionário da Gawker Media que compartilhou as mensagens, o criminoso deve ter alguma experiência no mercado de publicidade on-line para conseguir demonstrar familiaridade com termos específicos da área e conhecimento dos padrões da indústria, como banners IAB.

Além do Gizmodo, vários outros sites da Gawker Media, como o Jalopnick, sobre automóveis, e o Lifehacker, sobre produtividade, também veicularam os banners maliciosos.

No mês passado, o site do jornal New York Times foi alvo de um golpe semelhante. Anúncios maliciosos ou infectados já circularam também em sites de redes sociais, como MySpace. A diversidade de fontes dos anúncios, que muitas vezes chegam de agências, dificulta a fiscalização do conteúdo pelos donos de websites. A prática já ganhou termo próprio: 'malvertising', de 'malicious advertising' (em inglês, publicidade maliciosa).

Em alguns casos, os anúncios maliciosos são programados para exibirem seu conteúdo real apenas a internautas de um determinado país ou região. Como a equipe de vendas de publicidade é geralmente fixa, eles não poderão perceber o problema.
Ou seja, melhor os sites que veiculam publicidade on-line criarem urgentemente um método de rastreamento de anunciantes, pois se até de dentro da DM9 saiu aquele anúncio desastroso das torres gêmeas, que dirá do mercado como um todo?

FOnte: G1


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