2 de nov de 2009

Golpistas que veiculam anúncios maliciosos conhecem setor publicitário

Sites da Gawker Media, entre os quais o Gizmodo, segundo maior blog do mundo, veicularam nesta semana um anúncio malicioso que ofertava um antivírus fraudulento. Para conseguir emplacar a peça, os criminosos se passaram por representantes da Suzuki. As negociações para a venda do anúncio revelam que os golpistas dispõem de extenso conhecimento do mercado publicitário.



Todos os e-mails trocados entre a Gawker e os criminosos foram publicados pelo site Business Insider. O interesse pela veiculação de anúncios da 'Suzuki' veio de um 'George Delarosa', que trabalharia para uma empresa de comunicação chamada Spark Communications. Delarosa, que ainda informava um número de telefone e um nome de usuário Skype, informa que sua empresa faz parte de um grupo 'com mais de 110 escritórios em 67 países'.

Além do inglês impecável, o golpista ainda fazia um uso perfeito do jargão publicitário. Para o funcionário da Gawker Media que compartilhou as mensagens, o criminoso deve ter alguma experiência no mercado de publicidade on-line para conseguir demonstrar familiaridade com termos específicos da área e conhecimento dos padrões da indústria, como banners IAB.

Além do Gizmodo, vários outros sites da Gawker Media, como o Jalopnick, sobre automóveis, e o Lifehacker, sobre produtividade, também veicularam os banners maliciosos.

No mês passado, o site do jornal New York Times foi alvo de um golpe semelhante. Anúncios maliciosos ou infectados já circularam também em sites de redes sociais, como MySpace. A diversidade de fontes dos anúncios, que muitas vezes chegam de agências, dificulta a fiscalização do conteúdo pelos donos de websites. A prática já ganhou termo próprio: 'malvertising', de 'malicious advertising' (em inglês, publicidade maliciosa).

Em alguns casos, os anúncios maliciosos são programados para exibirem seu conteúdo real apenas a internautas de um determinado país ou região. Como a equipe de vendas de publicidade é geralmente fixa, eles não poderão perceber o problema.
Ou seja, melhor os sites que veiculam publicidade on-line criarem urgentemente um método de rastreamento de anunciantes, pois se até de dentro da DM9 saiu aquele anúncio desastroso das torres gêmeas, que dirá do mercado como um todo?

FOnte: G1

1 comentários:

Luciene Felix disse...

Estimada Conceição e demais amigos do PUBLIZITÄT:

Por falar em anúncios maliciosos, gostaria que dessem uma olhada em meu artigo intitulado "Exploração das ninfetas" onde abordo a atual campanha da Forum Tufi Duek.

Está em meu Blog, no site da Escola Superior de Direito Constitucional (www.esdc.com.br) e também no jornal jurídico onde respondo pela coluna de Filosofia (www.cartaforense.com.br).

Estou certa de que há muito o que pensarmos sobre isso. Beijos e até logo mais,

Luciene Felix
www.lucienefelix.blogspot.com

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