29 de out de 2009

Será possivel realmente democratizar o poder com as novas tecnologias participativas?

A resposta é milhões de vezes sim segundo os filmes do US NOW (São 7 partes que têm de 1 a 10 min.cada uma). De minha parte, acho a chamada extremamente persuasiva, primeiro por ser uma iniciativa desse coletivo de pessoas e não de governos, ONGs ou empresas. Segundo pela linguagem ágil e bem construida que passa a mensagem com clareza. E sobretudo porque pela primeira vez um filme foca claramente a capacidade cidadã das novas mídias, ao possibilitar inclusive uma governança direta, em que cada cidadão possa participar e votar nas decisões de governo. Ao eleger o Poder por tema, esse filme pode e deve se disseminar (inclusive entre as pessoas de mais de 30 anos).

Leia o abstract deles em inglês:
A film project about the power of mass collaboration, government and
the internet

http://www.usnowfilm.com/

In a world in which information is like air, what happens to power?

New technologies and a closely related culture of collaboration
present radical new models of social organisation. This project brings
together leading practitioners and thinkers in this field and asks
them to determine the opportunity for government.
This website features all material being created during the making of the film.

Licenciado sob CC-by-SA.



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26 de out de 2009

Consumo de mídia: se vc tem mais de 30 anos, pode ser comparado a um dinossauro.

O mundo publicitário sempre foi e será esquizofrênico. Para quem trabalha no mercado de comunicação ou é docente dessa área e tem mais de 30 anos, sem dúvida todas as "novas" tecnologias se configuram em desafios gigantescos. Ao contrário do que divulgam as propagandas dos aparelhos tecnológicos, passar o corpo e a mente humana do analógico para o digital é mais lento e sofrido do que a propaganda insiste em mostrar. Twitar, blogar, ou skypear são verbos tão confortáveis quando dormir em cama de prego para quem cresceu sem celular, ouvindo histórias orais, vendo TV e lendo livros. Não que não dê para se adaptar, mas essa adaptação exige esforço, não é natural. Como a recente pesquisa do Ibope sobre consumo de mídia mostrou, o contrário existe pois para a faixa etária de dez a 17 anos, o computador com acesso a internet é o aparelho mais relevante (com 82% no ranking de prioridade), seguido pela TV (65%) e telefone celular (60%). Dos 18 aos 24 nos, o líder do ranking passa a ser o telefone celular (78%), com computador ligado à rede (72%) e TV (69%) em sequência, o que tem pequenas diferenças em relação ao próximo grupo, dos 25 aos 34: celular (81%), TV (73%) e computador (65%). Na média geral da população, a TV fica na liderança da pesquisa, com77% de preferência.

E todas as campanhas atualmente parecem ser focada para jovens, mesmo os que tem 60 anos são mostrados como se 20 tivessem, e é pecado falar em mídias tradicionais. Tomara q esse boom da novidade passe logo para q possamos ver as coisas com mais clareza e perceber qual a real capacidade das novas mídias de comunicar e persuadir. Enquanto isso, é melhor por as barbas de molho (conelho para quem tem mais de 30 anos, naturalmente).

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23 de out de 2009

200 posts... e contando!

Olá, pessoal!

O dia de hoje merece comemoração: Este é o post nº 200 do Publizität!

Obrigado a todos os visitantes e blogueiros que contribuíram para atingir este número. Isto é fruto de uma ideia que teve início nos corredores e salas da PUC-SP ainda em 2008, da qual tive a honra de participar.

Mas isso não quer dizer que nosso trabalho para por aí. Ainda há muito o que aprender, e esperamos que este blog continue sendo importante na pesquisa em Comunicação Persuasiva, não só para nós como para você, querido(a) leitor(a).

Um abraço e nos vemos no próximo post!

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19 de out de 2009

Palestra importante e grátis: Informação, bem público ou privado?

Rainer Kuhlen
Palestra
26 de outubro de 2009 - 2ª feira - 19:30 h
Itaú Cultural - Sala vermelha
Av. Paulista, 421 - São Paulo
Alemão com tradução simultânea
Entrada franca - 100 lugares
Inscrição com Ana ou Bethe 11 - 3296 7051
biblioteca@saopaulo.goethe.org

Em sua palestra, Rainer Kuhlen discute até que ponto o conhecimento e a informação devem ser primordialmente objetos do desenvolvimento (no interesse público) ou objetos de utilização comercial (no interesse privado), para chegar à questão: "a quem pertence o conhecimento?".
Rainer Kuhlen é professor de Ciência da Informação da Universidade de Konstanz, Alemanha, e membro da Comissão Alemã da UNESCO.
Rainer Kuhlen é autor de Hypertext (Hipertexto, 1992), Informationsmarkt (Mercado da Informação, 1995) e Informationsassistenten (Assistentes de Informação, 1999), obras de referência para o estudo da Ciência da Informação.

Evento realizado em parceria com o Instituto Itaú Cultural. Acho essa uma boa dica pra quem está em São Paulo.


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17 de out de 2009

Que anúncio fazer para o dia do Professor?

O dia do professor passou e fiquei observando o que não aconteceu. Nada de grandes homenagens, festas, nem comemorações. Ao contrário, manifestações esparsas, de alguns amigos e conhecidos para uma rede tb de amigos e conhecidos. No espaço público da grande mídia, pouco ou quase nada. Anúncios então, foram raros - nenhum digno de ser postado aqui. E isso porque o esvaziamento do papel do professor na nossa sociedade reflete o simulacro que se tornou a educação institucional em nivel global. Acho que algumas salas de aula se tornaram o túmulo do conhecimento, mas com certeza o menos culpado por isso é o professor.

Numa sociedade em que a grande educadora das crianças é a publicidade e a TV comerciais, em que os pais abdicam conscientemente da árdua tarefa de educar seus filhos, em que o formato sala de aula com carteiras, quadro e giz se mostra muitas vezes inócuo, o papel do professor parece beirar a irrelevância. Enquanto há todo um discurso oficial e até um comercial na TV do MEC, tudo aprece se resumir a um blá blá blá institucional porque, na realidade, o professor tem pouco ou nada a comemorar. Mas será que é mesmo assim?

Na minha opinião, penso que nós, professores, temos uma oportunidade histórica e única. Independente do quadro geral que se apresenta, me pergunto: qual outra mídia pode contar com platéia tão cativa quanto uma sala de aula? Qual outro profissional tem a oportunidade de plantar sementes nos corações e mentes de crianças e jovens ainda em processo de formação? Qual outra profissão pode utilizar as novas tecnologias de forma tão transformadora e até subversiva? Qual outro profissinal tem a experiência de conviver com o pior e o melhor dos seres humanos em situações muitas vezes limite? Sem dúvida é um desafio, e acho que são muito poucos os que conseguem se dar conta disso. De minha parte, acho que o melhor de ser porfessor é o que se aprende todo dia. O valor dessa missão não precisa de anúncios ou homengens, irrelevantes diante da imensidão do desafio que é professar, todos os dias, os conhecimentos, crenças e ideais moldados na experiência única da convivência com alunos e parceiros de profissão.

Para concluir, insiro um lindo trecho de Eduardo Galeano, que minha amiga Bel, uma das melhores professoras que conheço, costuma citar em suas aulas.

A função da arte/1

Eduardo Galeano

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.

Viajaram para o sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

- Me ajuda a olhar!

In GALEANO, Eduardo. O Livro dos Abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. Porto Alegra:L&PM, 1991 (4ª capa).


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16 de out de 2009

Internet rápida para mais pessoas

"O serviço de banda larga popular chegará ao mercado paulista em 9 de novembro. Ontem, o governador de São Paulo, José Serra, assinou o decreto que isentou do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os pacotes de até R$ 29,80.

A velocidade definida pelo decreto é de 200 quilobits por segundo (Kbps) a 1 megabit por segundo (1 Mbps).

"Esse programa tem um potencial de atender 2,5 milhões de computadores", afirmou Serra, durante o evento Futurecom. O número corresponde à soma dos PCs com acesso discado no Estado, que são 1,75 milhão, aos sem acesso nenhum, o restante. "Pelo menos a metade deles deve aderir." Segundo Serra, com a isenção do ICMS, até então de 25%, a população de baixa renda poderá economizar por mês cerca de R$ 20, já que os planos oferecidos pelas operadoras nessa velocidade, em torno de R$ 50, não devem ultrapassar os R$ 29,80 mensais."


Referência: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/10/16/banda+larga+popular+chega+em+novembro+8845045.html


O que isso representa para a comunicação de massa e especificamente para a atividade publicitária, na sua opinião ?


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15 de out de 2009

O suicídio e a comunicação

Este post deveria ser um comentário para o post do Cláudio. Mas quando estava prestes a clicar em "Publicar comentário", notei que estava falando de outro assunto, mas ainda dentro do mesmo tema.

Em uma palestra na Rede Globo, na qual fui ainda este ano, um jornalista disse que não noticiam suicídios, como forma de evitar que a ideia se propague, gerando novos casos. No máximo, você ouvirá um "...foi encontrado morto".

E isto é comprovado não só por estudos mas pela própria prática, e não é de hoje: O livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, causou uma onda de suicídios quando foi publicado. Vários outros romances também relatam o suicídio, como Madame Bovary, de Gustave Flaubert; Romeu e Julieta, de Shakespeare; sem falar nos livros de Hemingway, que além de retratar o suicídio em várias obras suas, também se suicidou em 1961.

Se tudo isso ocorreu em uma época onde os livros eram o principal meio de propagação de ideias, imagine como seria hoje, guardadas as devidas proporções?

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13 de out de 2009

Choque de visões - o que vi na sabatina da Folha de S. Paulo

Acabei de sair da sabatina realizada na PUC-SP pela Folha de S. Paulo com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Antes de comentar qualquer coisa de maneira precipitada, li na Folha Online as seguintes matérias, para confirmar se realmente batem com o que foi dito:

Conclusão: algumas coisas ficaram claras a respeito desta sabatina, e certamente você NÃO verá nas manchetes da Folha:

Desde o início ficou clara a intenção da Folha de atacar o governo batendo na Petrobras, cujo presidente é petista. Durante quase toda a sabatina, os jornalistas buscaram brechas nas leis que regem a exporação do petróleo, vigentes há anos. Segundo o próprio Gabrielli, se antes a mídia era a favor destas leis, por que agora as condenam tanto? Será que o mesmo vai ocorrer caso o próximo governo seja da atual oposição?

Outro ponto importante levantado - e abafado prontamente - na sabatina é o abismo tecnológico que se formou no país. De um lado, temos a indústria petrolífera, cuja maior riqueza não é o lucro vindo da extração e venda do petróleo, e sim o conhecimento produzido ao longo de várias décadas de aprimoramento, obtido muitas vezes no sistema de tentativa e erro. Do outro lado, a população, que mal conhece como funciona a indústria do petróleo, e carece de informações para decidir - através do governo - quais rumos tomar. A quem cabe a tarefa de informar a população? A mídia? O governo? O mercado?

Questões ambientais: Vi muitas pessoas na plateia rascunhando perguntas sobre este tema, mas a Folha não demonstrou muito interesse em abordá-los. O que se viu e ouviu claramente foi quatro jornalistas sendo ownados* por não saberem que a Petrobras ainda faz parte do Dow Jones Sustainability Index, e que só saiu do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa por pressões políticas. "De quem?", perguntaram os quatro. "Ora, vocês sabem", respondeu o homem. Foi o suficiente para voltarem ao tema política, com uma aparência visivelmente abatida.

Para finalizar, uma das coisas que ficou mais clara nestas duas horas e pouco: a diferença de visões entre a Petrobras e a sociedade sobre o mesmo assunto, o que ainda pode complicar muito o debate: É natural das empresas petrolíferas lidarem com riscos e enxergarem as situações com uma visão de longo prazo, ligada ao planejamento detalhado e ao aprimoramento obtido ao longo de décadas. Por outro lado, a sociedade (e nisso se encaixam a mídia, você e eu), ainda não compartilham plenamente deste tipo de visão, pois culturalmente ainda estamos presos ao planejamento a curto prazo, de 4 em 4 anos.

Se compararmos nossa história com a da indústria do petróleo, acabamos de sair de uma ditadura (ou ditabranda, como preferir), e após vários planos econômicos mal sucedidos, só recentemente obtivemos um crescimento mais acelerado, o que ainda não foi assimilado por muita gente. Enquanto a Petrobras ainda faz testes para definir como será a extração, já tem gente fazendo as contas de como investir os lucros do pré-sal, seja na educação, saúde, infra-estrutura ou até mesmo nas Olimpíadas de 2016, contando com o ovo que a galinha ainda não botou..

*Ainda não sabe o que significa ownado? Então clique aqui.


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Uma anedota russa

Sempre apreciei a literatura universal, por diversos motivos. Um deles - talvez o maior - é o realismo com que os grandes escritores retratavam a sociedade, como forma de explicitar seus problemas e vícios.

Dostoiévski, em seu Recordações da Casa dos Mortos, conta através de um dos personagens uma anedota muito interessante, que ajuda a refletir bastante sobre a responsabilidade na comunicação:

Havia um circo itinerante que possuía um palhaço muito talentoso, que fazia até as pessoas mais sérias da cidade se renderem às suas caretas e piadas. Certo dia, o circo se apresentaria em uma pequena cidade, e seu sucesso era tão grande que a população inteira estava na plateia.

Minutos antes do início do espetáculo, começou um incêndio no circo. O diretor do circo, ao perceber a gravidade do assunto, enviou o palhaço ao picadeiro para dar a notícia, acreditando que este chamaria melhor a atenção das pessoas. Todos acharam que era uma piada e começaram a rir, enquanto o palhaço gritava e gesticulava desesperadamente. Foi nesta noite que todos na cidade de [...] morreram queimados no incêndio, e nunca mais se ouviu falar neste circo.

Este trecho, aparentemente sem muita relação com o resto da história, representa muito pra mim. Foi um divisor de águas, onde passei a buscar entender o que é responsabilidade na comunicação e como seu uso afeta a vida de centenas, milhares, milhões de outras pessoas.

Fica então a dica de leitura. Para saber mais sobre a vida e obra de Dostoiévski, vá a Wikipedia. Mas para aprender realmente com sua obra, vá a uma biblioteca.

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9 de out de 2009

Sabatina com José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, dia 13/10 na PUC-SP

Recebi esta notícia hoje pela newsletter diária da PUC-SP. O jornal Folha de S.Paulovai sabatinar o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, no TUCA (Teatro da Universidade Católica). Gabrielli será entrevistado por Maria Cristina Frias, colunista da Folha, Sérgio Malbergier, editor do caderno Dinheiro, e Valdo Cruz, repórter especial, entre outros. Além disso, você também pode participar do evento, se inscrevendo no telefone 11 3224 3473, ou pelo e-mail eventofolha@grupofolha.com.br. Basta informar nome completo, RG, telefone e código de assinante (em caso de assinantes da Folha).

A esta altura você já deve imaginar qual o principal assunto da sabatina: o pré-sal. Mas qual a importância desta sabatina?



Logo após o anúncio da descoberta dos poços de petróleo no pré-sal, toda a sociedade se pergunta sobre o que será feito com os lucros, ao mesmo tempo em que cada setor vende seu peixe na esperança de obter o apoio da opinião públicaalguns acreditam que o pré-sal financiará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, enquanto outros querem usar o dinheiro para financiar a educação, saúde pública, entre outras necessidades e vontades.

Pessoalmente, não estou interessado em apontar qual o melhor uso para um dinheiro que ainda não existe, e talvez nem possa existir, como a própria história da indústria petrolífera ensina. Meu maior interesse nesta questão é observar mais de perto esse cabo de guerra ideológico e ver que frutos ele trará para nosso país.


O petróleo do pré-sal pode trazer grandes oportunidades para o Brasil, desde que seja bem usado. Senão...


Já estou acompanhando as discussões há algumas semanas, e me inscrevi para participar (mesmo não assinando a Folha). Acompanhe aqui no Publizität quem são e o que pretendem as forças que tentam puxar para si a opinião pública numa tentativa de comer um ovo que a galinha ainda nem botou.

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5 de out de 2009

Anúncios de bebidas alcoólicas dão lugar a Conteúdo, mas e a ética? onde fica?

Essa vem da Folha de S Paulo de hoje.
O setor de bebidas alcoólicas foi proibido pela lei nº 9.294/96 de efetuar publicidade de seus produtos no horário entre 6h e 21h, mas já encontrou uma resposta para este problema: o patrocínio de conteúdo. Nos últimos dois meses, dois programas foram lançados nesse formato. No rádio, a Mitsubishi FM estreou na semana passada o "Johnnie Walker com Gigantes", semanal apresentado por Lorena Calábria, às 21h. Nesta semana, será transmitido ao vivo do Buddha Bar, como piloto Mika Hakkinen como convidado.Ao fim, haverá degustação do uísque Black Label.Na TV, o GNT exibe "Harmonize", patrocinado pelo grupo AmBev, em que a cada episódio um chef prepara um prato que combine com cerveja da linha Bohemia, fabricada pelo grupo.Inédito às terças-feiras, às 23h30, o programa tem reprises dentro da faixa horária vetada.Isso porque, em mais uma brecha legal, cervejas têm teor alcoólico menor que 13%, e não são definidas como bebidas alcoólicas por essa lei.Eduardo Bendzius, gerente de marketing da Diageo, empresa dona da marca "Johnnie Walker", diz que a produção de conteúdo é mais interessante para o público do que anúncios: "Não precisamos forçar nossas marcas, podemos apresentá-las de forma legal e sutil".Procurado, o Ministério Público Federal-que geralmente fiscaliza emissoras de rádio e televisão, por serem concessões públicas- diz que não há ilegalidade com relação a este modo de patrocínio, mas ressalta que não pode existir qualquer tipo de anúncio das marcas no decorrer do programa, caso transmitido durante o horário vetado.

Agora me pergunto até onde essa mélange entre conteúdo e comercial vai dar. Cada vez mais as marcas vão sutilmente ampliando suas influências até que tudo se dê de forma tão inconsciente e subliminar que nem percebamos mais seus apelos. Acho que o CONAR deveria se posicionar sobre isso.

E por falar em ética, o texto do Pondé na Folha de hoje sobre o comercial da Havaianas, que já comentamos aqui deveria ser lido em todos os curso de publicidade desse país.

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4 de out de 2009

Propaganda indireta. O que é?




Em abril deste ano entrou em cartaz em Paris o filme Coco avant Chanel. O filme estreiou, mas o cartaz não. Eu explico: a empresa que administra e controla a publicidade nos transportes, em cumprimento à lei antitabaco, vetou os cartazes afirmando que o fato da protagonista, a atriz Audrey Tautou, aparecer segurando um cigarro no cartaz faria alusão a uma propaganda indireta ao tabagismo. Dos 5.800 cartazes encomendados para serem distribuidos pela França, 1.100 que seriam destinados ao metrô e aos ônibus de Paris foram substituídos.


Não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Entendo que a imagem pode sim propagar o consumo do cigarro, mas ao mesmo tempo acho que há nessa ação certo radicalismo, pois pelo pouco que li sobre a história da estilista, faria sentido colocá-la fumando um cigarro. Não sei até que ponto a censura do cartaz realmente colabora ou prejudica a publicidade e sua interferência na sociedade. Como controlar e entender uma propaganda indireta? O que pensam sobre isso? Se tiverem algum texto que trate sobre o assunto, gostaria de conhecê-lo, por favor façam a propaganda direta dele.

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3 de out de 2009

Meu comentário no blog do Claudio Abramo

Em relação ao blog do Cladio Abramo, que no post Propagandística faz uma severa crítica a publicidade, acabei de postar um comentário, que insiro abaixo. A crítica do Abramo a alguns comerciais é totalmente pertinente, mas o preconceito que subjaz em seu post foi o alvo de meu comentário:

"Prezado Claudio,

Seu purismo adorniano me fez refletir. Se uma das vozes mais lúcidas da intelectualidade brasileira é capaz de ver o mundo da comunicação em preto e branco, demonizadno a publicidade e, indiretamente, corroborando o jornalismo como contraponto a ela, como queremos mudar o país se nem em nosso quintal conseguimos alguma lucidez???? A propósito, sou publicitária. E lembro que a mesma que serviu a Hitler, hoje faz o Rio ser eleito sede das olimpíadas. Tudo depende de quem está em seu poder. Ah, e aí vai o ponto do í: publicizar significa dar a conhecer, significa transparência, nome não por acaso da ONG q vc dirige."

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