26 de jun de 2009

Ruffles - Do meu jeito ?!


Acabo de ver na TV o novo comercial da Ruffles ("Do seu jeito"). Estava achando completamente NONSENSE, mas quando chegou no final, piorou. Eu notei que algo havia piscado na tela no local onde depois apareceria o produto, parecia uma mulher. Logo corri para o computador e procurei o filme no youtube, minha suspeita se confirmou (fotos acima) e então fiquei sabendo que há 2 versões do comercial, uma para meninos e outra para meninas (videos abaixo).

Eu não consigo entender o que alguns publicitários pensam. Sexualizar uma batata usando de artificios não éticos ?! Isso não é do meu jeito.


Ruffles - Do seu jeito - Sabor Costelinha



Ruffles - Do seu jeito - Sabor Cream Cheese

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Que pena que o Rei é mais importante

Estes dias estavas prestes a escrever um texto criticando a mídia por fazer uma cobertura excessiva do que está acontecendo no Irã e no resgate do vôo Francês, ao invés de contribuir com uma função primordial que é a de informar sobre o que vem ocorrendo no dia-a-dia, como por exemplo os problemas na USP, que só aparecem quando eles causam algum transito, ou mesmo a gripe suína, que simplesmente sumiu dos noticiários.

Estava prestes a escrever e não escreverei, por que vi que eles podem fazer bem pior que isto. Hoje assisti o Jornal da Globo, aquele que passa depois das 23h30, destinado a uma galera um pouco mais instruída, que tecnicamente se interessa pelo que acontece no mundo.

O mesmo jornal que simplesmente esqueceu que existe o Irã, Gripe Suína, Bolsa de Valores, Crise Ecônomica, Voô Francês, USP e o que mais puderem imaginar de relevante no mundo. Iraque, e Afeganistão então é miséria pouca, e como já dizia Rita Lee, miséria pouca é bobagem.

O tema da noite foi o Michael Jackson, pessoalmente, não acho que ele não tenha importância, tem sim, e muita, mas não tanta, só quem não percebe isto é a mídia do espetáculo. Que serve mais para desmobilizar que qualquer outra coisa.

Enquanto isto, fiquem com este vídeo, mostra um pouco do Irã nestes dias:





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23 de jun de 2009

Filmes da rádio CBN: jornalistas são Porta-Vozes da Opinião Pública

Essa campanha da rádio CBN já foi lançada há mais de ano, mas continua sendo veiculada porque sua mensagem é atemporal. A idéia do caixote num dos viadutos mais conhecidos de São Paulo ser ocupado por um jornalista que, assim, ao vivo e no gogó, faz o discurso que aproxima o povo é uma aula de comunicação. Ao retomar a idéia da ágora grega, acho q esse filme é emblemático de eventos recentes que mostram a importância que a opiniao pública local ou mundial que se expressa pela via da mídia, seja ela on ou off line: escândalos do senado, manifestações no Irã etc. Como a rádio CBN é uma rádio de notícias, não deixa de ser interessante esse filme enfatizar a profissão do jornalista como o represetante legitimo da opinião pública justamente quando o STF retira a obrigatoriedade do diploma. O filme abaixo é o mais completo da campanha porque exibe os três jornalistas mais reconhecidos do grande público: Lucia Hippolito, Heródoto Barbeiro e Juca Kfouri.



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21 de jun de 2009

Corpo e Alma

Que a "publicidade sempre exagera", nós já sabemos. Mas tem gente passando dos limites. É o caso do comercial do Fiat Palio 2010. (Parece que já está no ar há algum tempo, mas eu só o vi hoje.) Ao assisti-lo pela primeira vez, você, espectador, pode até achar engraçado, mas ao vê-lo pela segunda vez irá reparar que há no anúncio uma mensagem difícil de engolir.



"Novo Palio 2010 - O carro que completa você" por 10 minutos, depois você vai precisar de um Ipod, um Starbucks, uma LG, um Samsung, uma Diesel, um Nike, um Asics, um etc.
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19 de jun de 2009

Video Vencedor do Concurso Democracy is... é de uma brasileira

Essa inciativa do Departamento de Estado americano, contra tudo o que se pode ter de crítica a atuação do governo americano, teve um iniciativa que tem tudo a ver com comunicação persuasiva, foi o Democracy Video Challenge: your voice, your video. Quaquer pessoa de qualquer lugar do mundo poderia enviar um video que mostrasse o que é a Democracia.
Foram enviados mais de 900 videos vindos de 95 paises e, de todos eles, foi o video caseiro e genial de uma professora de inglês brasileira que venceu. Vejam o video da Anna Carolina Israel, acessando a página do You Tube onde os comentários positivos e negativos em relação ao filme ilustram bem o que é Democracia.
De minha parte, acho muito interessante tb o video dos poloneses, porque em ambos nota-se uma forte carga persuasiva, que é inerente à política desde os tempos da Polis grega.


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18 de jun de 2009

Comercial Segunda Pele da Adidas: é verossímil?

Um dos grandes desafios da arte dramática publicitária é tornar a história verossímil. Ou seja, ela tem que parecer verdade, a partir de uma lógica própria à história inventada. Esse filme da Adidas, que já viralizou na rede por conta da ação da torcida do Palmeiras tem um aspecto "novelístico" porque dá a sensação de que a história vai continuar, mas tenho dúvidas em relação a tatuagem do símbolo do time na pele dos jogadores. Em tempos de futebol globalizado, os salários milionários importam mais do que o amor a camisa, e esse apelo tão visceral parece exagerado. Mas como a razão não é o que move torcedores fanáticos, daí acho que o sucesso do filme entre os palmeirenses.


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17 de jun de 2009

Como produzir a publicidade politica?

“O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação
social entre pessoas, mediada por imagens”
Guy Debord – A Sociedade do Espetáculo - Aforismo 4


Do latim, publicidade significa tornar público, propaganda traduz-se por
propagar, logo fica nítido que, apesar do uso predominante por razões
mercadológicas, estas duas áreas de conhecimento humano, em sua essência,
têm um caráter público, em especial no que diz respeito a ser uma
ferramenta que torna acessível a informação, nem sempre clara aos
stakeholders.

Se de alguma forma existisse uma publicidade de função informativo-política,
ela seria justamente a de conscientizar os cidadãos sobre o poder de participar
ativamente na política. Em seu sentido original a política seria o espaço de
discussão sobre a gerência da polis. Devemos entender neste sentido que a
polis é um espaço complexo relacionado a outros ambientes externos, assim
como nos coloca Edgar Morin na teoria da complexidade, “onde tudo está de
alguma forma relacionado a tudo”. Sendo assim, a administração da polis de
maneira adequada deve englobar também a gestão das relações e ocorrências
do ambiente externo. Incluindo questões ligadas a ecosfera.

É neste momento em que surgem complicações, pois, para construir uma
publicidade e uma propaganda para a política nas megalópoles, onde se
aglomeram milhões de habitantes e naturalmente as relações se tornam
complexas, seria necessária a formação múltipla nas profissões. No que tange
a gestão principalmente, já que, para se obter uma compreensão do todo, seria
necessário o entendimento integral da discussão na polis e ainda um vasto
repertório sobre as ferramentas de publicidade e propaganda, para assim ter-se
condições de produzir uma mensagem que chegue aos diversos interessados.

Ainda neste sentido é necessário considerar o que Bakhtin aponta em seu texto
sobre Gêneros do Discurso, em razão de que “os gêneros são formados a
partir do repertório cultural de cada um, logo as mensagens que construiríamos
para dizer as mesmas coisas teriam as suas multiplicidades em razão do
tamanho da polis em questão”.

Se cada homem dispõe de 24 horas em seu dia, e que para dar conta da
publicidade política teria que estar atualizado sobre a linguagem da
comunicação e de como está a gestão política atualmente, constata-se que
dificilmente um homem conseguiria dar conta de tais atividades. Em especial
porque cada uma delas demanda uma série de outras, que geram uma
sociedade. Como por exemplo, a publicidade, que exige que se desenvolva ao
mesmo tempo, a política formatada em forma de networking, a incorporação de
outros temas e tendências do mundo em geral, a necessidade de uma
formação específica, discussões sobre sustentabilidade, novas tecnologias,
mídias sociais, além de uma concorrência enorme, que faz com que os
esforços destinados para se obter sucesso deva ser bem maior que o usual,
trazendo a necessidade de dedicação quase exclusiva à área para que se
obtenha uma formação saudável, entendendo como tal apenas a formação
técnica.

A partir destas argumentações, podemos dizer então que a função da
publicidade na política será talvez bem maior que a de se comprometer a
divulgar políticas públicas. Trata-se da troca de conhecimentos sobre
comunicação, de proposição aos políticos diversas maneiras de utilizar os
meios, enquanto que a comunicação se posicionaria como sendo o canal
apenas.

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Pecsi para Pepsi: mais uma sacada dos argentinos

Uma das grandes críticas q se faz à publicidade é que ela seria uma "ditadora de comportamentos" porque quer sempre homogeneizar códigos e símbolos culturais. Ora, é verdade que a Publicidade sempre teve dificuldade em lidar com a diversidade sem cair na caricatura ou na síndrome das cotas. Mas eis que a BBDO da Argentina vem com esse filme divertido e inteligente porque se funda justamente em um "resíduo cultural", como diria Canclini. Porque a língua não é homogênea nem cristalizada, é pela resistência dos argentinos que chamam Pepsi de Pecsi que o filme celebra a democracia lingüísta. De fundo, uma mensagem de tolerância tão rara em campanhas de marcas globais.


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16 de jun de 2009

Porque votar na chapa Pela Comfil

Ser parte da PUC implica menos o exercicio de um papel formal: ser aluno, professor, ou funcionário, e mais a participação em uma comunidade complexa porque (ainda) democrática. E isso implica direitos e deveres, demandas e responsabilidades. Sobretudo, muita responsabilidade, e é esse meu maior argumento em prol da chapa Sandra-Mercedes para a direção da COMFIL, e da Regiane para a coordenação da publicidade.

Desde que entrei na PUC, em 2002, nunca deixei de me surpreender com a capacidade plural dessa instituição. Essa é a sua riqueza e tb seu maior desafio: a pluralidade e diversidade de interesses. E saber ouvir, dialogar, abrir as questões sem perder de vista o pragmatismo, de forma ética e coerente, são caracterisiticas fundamentais para uma gestão. Por isso, meu apoio à chapa Pela Comfil. Acredito mesmo, que se há alguma perspectiva para a COMFIL em meio as profundas mudanças q a PUC atravessa, ela virá da capacidade de Sandra e Mercedes na direção, e da Regiane na coordenação do curso de Publicidade. E afirmo isso sem reservas, porque com elas tenho convivido há muito tempo, enfrentando desafios e problemas graves (referentes a instituição, ao relacionamento entre alunos e professores, ao curso, à infra-estrutura da COMFIL, enfim...), e, dentro do que foi possivel fazer e decidir, a postura ética e o compromisso delas com a PUC e com nossos alunos sempre ficaram acima de todos os outros interesses. Espero que os alunos da publicidade e de outros cursos se façam presentes nas eleições e votem com consciência.
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15 de jun de 2009

2 boas notícias: o Sustentável 2009 será na PUC-SP e a revista Página 22 agora é gratuita

Logo no retorno às aulas no 2o semestre, de 4 a 6 de agosto a PUC-SP abrigará o Sustentável 2009. A programação em .pdf tá um pouco pesada pra baixar, mas vale pela leitura do motivo de o CEBDS - Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável ter escolhido o TUCA e a PUC para serem

palco desse 3o congresso. Acho que o nosso grupo poderia fazer uma força tarefa no sentido de acompanhar as discussões e postar no blog informações, comentários e avaliações das atividades, como a oficina Comunicação e Sustentabilidade do dia 05/08. O que vcs acham???



Outra boa notica é q a Revista Página 22, do GVCes, Centro de Estudos de Sustentabilidade da GV agora tem acesso gratuito. A última edição e, em particular, a matéria sobre as mudanças do capitalismo está imperdível.
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10 de jun de 2009

E por falar em bons filmes comerciais...

"Até onde vai sua criatividade?". É a partir dessa pergunta que se desenrola o ótimo filme criado pela Almap para a Panamericana Escola de Arte e Design. Assista ao filme e tire suas conclusões.



De minha parte, acho que um cliente como a Panamericana, pela área em que atua, permite muita liberdade de criação (e até invencionices), e ao unir o apelo a um signo básico (porque simples) ao baixo orçamento da produção, a Almap mostrou ser uma agência à altura da questão proposta. Se alguém souber a ficha técnica do filme, por favor, poste.
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9 de jun de 2009

Empresas Cortam investimento em Sustentabilidade

O que o Publizität já tinha prenunciado no post de fevereiro começa a acontecer. Leia essa nota de ontem do Blue Bus, no texto de L. A. Marinho.

A crise econômica global tem produzido reaçoes aparentemente contraditórias no que diz respeito ao marketing verde. De um lado, o periodo de vacas magras faz com que muitos se questionem sobre o padrao de consumo adotado nos últimos tempos. De outro, levam empresas preocupadas com a sobrevivência a cortar ou reduzir investimentos em sustentabilidade.
Especialmente nos países desenvolvidos, floresce o sentimento de que, hoje, chique mesmo é consumir de maneira consciente, valorizando o essencial. Em boa parte, esse amadurecimento se deve à crise, que obriga cidadaos de diversas naçoes a distinguir o prioritário do descartável em suas vidas, mantendo apenas o que possui realmente importância em suas listas de compras. Valores como simplicidade, autenticidade e sustentabilidade substituem ostentaçao e novidades descartáveis. Produtos mais fáceis de usar ganham mercado, nao apenas porque sao mais baratos, mas principalmente porque ajudam a simplificar uma vida que já anda complicada demais.

No Brasil, empresas que se dedicam a causas sócio-ambientais sao cada dia mais admiradas. É verdade que somente uma pequena parcela dos consumidores se mostra disposta a traduzir essa admiraçao em preferência no ponto de venda. Mesmo assim, as declaraçoes de apoio ao discurso da sustentabilidade ganha aos poucos espaço também em nosso país. Apesar disso, estudo global da consultoria inglesa New Energy Finance revelou que os investimentos das empresas em energia limpa caíram 53% no 1o trimestre de 2009, em relaçao a 2008. No Brasil, apenas na comparaçao entre os primeiros 3 meses deste ano e os 3 últimos do ano passado, o recuo foi de 76%. O motivo é a crise. No dilema entre sanear o caixa e fazer o que é certo, as corporaçoes escolhem o caminho da sobrevivência no curto prazo, a despeito do que pensam seus clientes.

Quem mais perde com essa atitude adotada por inúmeras companhias globais é o planeta e seus habitantes - ou seja, cada um de nós. Entretanto, no médio e longo prazo o malefício pode estender-se para a imagem dessas empresas e dos produtos ou serviços que comercializam. Afinal, como diversas pesquisas comprovam, apesar de relutante em fazer a sua parte, o consumidor espera mais das corporaçoes do que dos seus Governos na defesa do meio ambiente.
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8 de jun de 2009

Grandes Jornais x Blog da Petrobras: de que lado ficar?

O blog Fatos e Dados que a Petrobras criou para se defender de ataques sistemáticos de alguns jornais nacionais (Folha, Estadão e O Globo), e da nota da ANJ (Associação Nacional dos Jornais),
já teve record de acesso na rede.

Do blog do Luis Nassif, vem a noticia de outro blogueiro, o Idelbert:
"Eu estou acompanhado em detalhes a movimentação há 72 horas. Eu lhe digo: blogo há cinco anos e nunca vi nada igual. No Twitter, o @blogpetrobras acumulou milhares de citações em umas poucas horas. O blog propriamente dito, em 12 horas, sem link de nenhum portal, recebeu 25.000 visitas (às 5 da manhã, eles estavam em 62.000; agora, em 87.000)."

Leia um trecho da Nota da ANJ:
"A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta seu repúdio pela atitude antiética e esquiva com que a Petrobras vem tratando os questionamentos que lhe são dirigidos pelos jornais brasileiros, em particular por O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que nas últimas semanas publicaram reportagens sobre evidências de irregularidades e de favorecimento político em contratos assinados pela estatal e suas controladas.
Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes.
Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um “tratamento adequado”.

A resposta da Petrobrás:
"O blog foi lançado com o objetivo de apresentar fatos e dados recentes da Petrobras, o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), e garantir a total divulgação dos esclarecimentos solicitados pela imprensa e as respectivas respostas enviadas aos jornalistas. A Petrobras respeita os princípios universais de liberdade de imprensa, tanto que, em nenhum momento, se esquivou de responder às perguntas enviadas, de forma direta e clara. Tampouco, usou de qualquer meio para evitar a publicação de reportagens e notas, mesmo quando a empresa está sendo atacada.
A noção de confidencialidade e sigilo, como a própria nota da ANJ registra, é um princípio que norteia a relação dos jornalistas com suas fontes (pessoas ou empresas, consultorias). O objetivo principal é preservar aqueles que passam informações aos jornalistas e que, por qualquer motivo, precisam ou querem se manter no anonimato. Mas não há compromisso semelhante de confidencialidade e sigilo da fonte para o jornalista, pois isso limitaria o próprio caráter público e aberto da informação".

Ou seja, a grande imprensa, pela primeira vez, vê uma contra corrente de informação ganhar força de viral e isso assusta. Em relação a disputa de poder, de fundo são os aliados e adversários do PT e de Lula na arena para um debate público e feroz. Acho que isso é só o começo da corrida presidencial, cuja briga promete mas, infelizmente para nós, há muitos e maiores interesses em jogo do que a dito acesso da sociedade brasileira à verdade. Mas é preciso ficar atento e, por enquanto, a Petrobrás se sai melhor.
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7 de jun de 2009

Outro filme da Nike: Take it to the next level

Sobre o post do filme da Nike com o L. Fabiano, insiro o comentário do Rafael e o filme a que ele se refere.

"A crítica a vários jogadores cabe. Mas colocar o Fabuloso vestido de formiga, não sei não. E eu acho pouquissímo provável que fizessem esse comercial se o apelido dele fosse outro. Eu prefiro "Take it to the next level" a "Rala que rola". Gosto do comercial dirigido pelo Guy Ritchie com trilha do Eagles of death metal, banda paralela do Josh Homme (Queens of the stone age). O comercial mostra o que seria a vida de um jogador desde o time pequeno até o alge na seleção de seu país, no caso Holanda. O comercial mexe com a vontade de todo homem: ser jogador de futebol".



Comentários meus: o que é sensacional desse filme é a câmera subjetiva, que faz o telespectador viver a sensação de intimidade com os personagens e a vida "real" de um jogador de 1o time. Por ser um filme global, puro entertainment (ótima linguagem -logos), o problema é que ele gera essa fortissima identificação e faz um menino da periferia, por ex., realmente acreditar que pode ser um "star player". E é aí que o ethos desse filme é mais questionável que o do filme da fábula. Ali se apela ao didatismo, há uma distância e quem assiste sabe que é ele - L. Fabiano - que rala e ganha com isso. Tô gostando do debate porque só filmes criativos geram tantas leituras.
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5 de jun de 2009

Legalização de Grileiros

Na noite de quarta-feira, o Senado votou a Medida Provisória 458, aprovando-a tal e qual veio da Câmara. Por detrás desse número, o Congresso Brasileiro, com o apoio explícito do governo, legalizou a grilagem, privatizando de uma só vez 67 milhões de hectares de terras públicas. Na longa sessão do Senado em que foi votada a MP, se degladiaram dois Brasis. O da Senadora Katia Abreu, relatora da medida e presidente da Confederação nacional de Agricultura, e o da Senadora Marina Silva.

Katia Abreu, num discurso que precisa ser visto, lido e deglutido, defendeu sem a menor vergonha a legalização das invasões de terras públicas. Disse que o que acontece hoje na Amazônia foi o que aconteceu em São Paulo séculos atrás. Em São Paulo era tudo terra pública, que foi domada, ocupada, titulada. Porque na Amazônia não pode ocorrer o mesmo, perguntou. Marina falou do Brasil que não pode se repetir, do Brasil que precisa se reinventar, que não pode escorar seu processo de desenvolvimento nos erros do pasado. Ela apelou aos senadores que a ajudassem a rejeitar a MP, para que não tivesse que puxar o movimento pelo seu veto, constrangendo publicamente o Presidente Lula. Em jogo, estavam extensões de terra equivalentes a 30 vezes o tamanho de Sergipe.

E aí? E aí a impressão que se tem é que ninguém, a não ser uns poucos, como Marina, ainda parecem se importar com a sorte do meio ambiente no Brasil. Os sinais da degradação estão por toda a parte. A aprovação da MP foi apenas mais um dos golpes que vem sendo desfechados nos últimos anos contra os recursos naturais do país. Às vezes eles se traduzem em ações como o desmatamento da Amazônia, a retomada do programa nuclear e a construção da Usina de Angra III e a decisão do governo de recriar o Ministério da Pesca, cujo único objetivo parece ser o de aumentar a produção pesqueira, mesmo diante das indicações que nossos mares há muito não estão mais para peixes.

Outras vêzes, os golpes se traduzem pela parálise do governo. Como no caso de eventos climáticos extremos. Sua incidência tem crescido no Brasil, como mostram as enchentes em Santa Catarina e no Nordeste, e a seca que assolou recentemente o Rio Grande do Sul. Brasília, no entanto, segue como se tudo isso fosse apenas problemas que precisam ser combatidos com a defesa civil. Ao contrário dos governos de outros países, o nosso hesita em acordar para a crise do clima e se comprometer a acabar com o desmatamento, ou a criação de áreas marinhas protegidas, para reduzir as emissões de CO2 e, ao mesmo tempo, mitigar seus efeitos.

É aflitivo ver que a sociedade parece anestesiada diante dessa situação. A sensação é que não há quem se incomode mais com a devastação e a degradação e o fato de que o Brasil, um país que um dia foi lindo e rico em recursos naturais, está embicando para se transformar num país exaurido e feio. O Greenpeace, no entanto, se recusa a capitular. E acredita que há muita gente que não quer fugir dessa luta. Precisamos mostrar a nossa cara e reagir, protestando junto ao governo e aos formadores de opinião através da internet mas, sobretudo, nas ruas.

Marcelo Furtado
Greenpeace Brasil
Diretor Executivo
mfurtado@greenpeace.org
+551130351165


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4 de jun de 2009

Logos, Pathos e Ethos do novo comercial da Nike com Luis Fabiano



O novo filme da Nike, criado pela F/Nazca, é um presente para professores de Criação Publicitária. Em suma, porque entender e transmitir aos alunos as dimensões do pathos, logos e ethos em que se baseia a ação dramática nunca foi tarefa fácil. Ao lançar mão da referência a fábula de Cigarra e da Formiga (logos), mostrando o Luis Fabiano de formiga (suando a camisa) em contraponto a "esperta" cigarra (óbvia referência a alguns de nossos jogadores "celebrity stars"), o filme conduz à ótima frase de fechamento "Rala que Rola" (ethos). Didático e inteligente, o filme funciona como os contos de fadas (pathos), por meio de uma narrativa simples (ótima narração infanto-juvenil com sotaque meio estrangeiro), acionam o imaginário para falar de coisas muito sérias, e cuja lição é sempre óbvia. Só que nesses tempos dominados por cigarras, é sempre bom ver a Nike e a F/Nazca valorizarem as formigas.
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3 de jun de 2009

Blog da pesquisa de Pós-Doc

Desde abril, estava maturando um blog paralelo ao Publizität, que informasse o estágio de minha pesquisa nesse pós-doc. A experiência aqui me ajudou muito a definir alguns parâmetros de forma e conteúdo para o novo blog, que visa a ser temporário, pessoal e pontual. Espero que quem se interessa pelo tema, possa entrar e postar seus comentários. Preferi fazer um blog à parte porque o Publizität tem carater coletivo, atemporal e com témática mais ampla.

Nome: Pós-Doc em Comunicação e Sustentabilidade
Endereço: http://comunicacaoesustentabili.blogspot.com/

Saudações a toda comundiade do Publizität.
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2 de jun de 2009

Será que toda propaganda é enganosa?

A publicidade é e será sempre satanizada por todos que a vêem apenas como forma de convencer e manipular a opinião pública. Às vezes, esse senso comum toma ares ardilosos e até surpreendentes quando vêm de fontes altamente esclarecidas.


Ontem foi o artigo do Juca Kfouri, ao criticar os critérios da FIFA e da CBF para a escolha das sedes da Copa (argumentos com os quais eu concordo), Kfouri encerra seu texto afirmando: "De resto, é bom dizer que orgulha trabalhar num jornal que tenha feito o editorial que esta Folha fez, no sábado, sobre a miséria de nosso futebol. E tenha dado a cobertura que deu, ontem, sobre a escolha das sedes, revelando quem é quem na Fifa e suas folhas corridas. Em vez da celebração acrítica que cabe aos publicitários e aos donos da bola, o dedo nas feridas".


E hoje, novamente na Folha, um editorial intitulado "Propaganda enganosa". Para além do diagnóstico correto a respeito da instrumentalização que os governos fazem da propaganda em periodo eleitoral, e da soma vexatória das verbas ali utilizadas, alguns trechos do editorial explicitam o preconceito em relação a publicidade:


"A PUBLICIDADE oficial, em todos os níveis da administração, não raro é empregada em benefício pessoal do ocupante do cargo. Sob a desculpa de prestar contas à população e divulgar iniciativas de interesse público, serve de ordinário ao propósito de lustrar a imagem do governante. Não é outra a razão para tais gastos aumentarem em período pré-eleitoral, como agora, a mais de um ano do próximo pleito."(...)


"É mais que óbvio o poder de alavancagem eleitoral da distribuição entre veículos locais e regionais. Quanto menor o órgão de imprensa e mais afastado dos mercados competitivos, tanto mais vulnerável à dependência de anúncios estatais.Pulverizar ou concentrar o gasto, por outro lado, constitui só uma estratégia. O absurdo está na existência dessa verba para autopromoção. Enquanto o contribuinte não reagir, seu dinheiro continuará a ser desperdiçado para ludibriá-lo, ainda que a pretexto de esclarecê-lo."


Ou seja, investir em propaganda é sempre uma operação acrítica, que visa somente ludibriar a opinião pública. Em contraponto, o jornalismo seria o "único" meio legitimo de elucidação do público que formaria uma opinão crítica em relação aos desmandos de nossas instituições. A vida não é preto e branco e para essa questão, a dicotomia não colabora pois o "buraco é mais embaixo", embora seja nela que se amparam os artigos da Folha. Poderia elencar várias iniciativas do meio publicitário que provam o contrário, como a criação do CONAR, do CENP, o reconhecimento internacional (são muito poucos nossos jornalistas premiados em nivel global), ou as iniciativas "publicitárias" que contibuiram muito para a nossa democracia (campanha dos cara pintadas e os próprios anúncios memoráveis da Folha dos anos 80). Mas a questão não é essa pois a "satanização" provem do preconceito secular e miope à diversidade de opiniões e sobretudo a percepção de que todos, jornalistas, publicitários, RPs, enfim, todos somos comunicadores. Fazemos parte uma estrutura maior que tem um poder imenso nas mãos (financeiro inclusive) justamente porque é capaz de informar, convencer e persuadir milhares de pessoas. Isso é muito sério e em vez de nos alfinetar, poderiamos juntar forças em prol da construção de uma comunicação mais democrática e acessivel, ao meu ver, via legitima de mobilização da sociedade para o alcance de seus direitos.


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1 de jun de 2009

Marketing dos Eletrônicos. O que é dito e o que realmente importa.




Hoje está na Folha SP, reproduzindo o New York Times, uma ótima reportagem do David Pogue, esclarecendo o que é dito na propaganda e o que realmente importa em relação aos eletroeletrônicos. Para ler a reportagem na íntegra, é só acessar a Folha SP de hoje. Daí cabe o questionamento. Enquanto nas faculdades continuamos a usar o Chaïm Perelman, o António Suarez Abreu e outros importantes autores da teoria da argumentação, no mercado a pressão dos anunciantes é focar apenas em argumentos ditados por tendências que eles mesmos criam, pois não há relação alguma entre os atributos dos produtos e o que realmente interessa ao consumidor. Ou seja, se propaganda muitas vezes é confundida com "mentira", isso, em grande parte, é responsbilidade dos anunciantes e suas gerências miopes de marketing. Pois é mais fácil seguir o que todos fazem do que efetivamente criar uma linha de comunicação clara e séria, que atenda as verdadeiras expectativas dos consumidores, sobretudo no segmento da tecnologia eletroeletrônica.

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