16 de fev de 2011

Comercial do Grupon no SuperBowl ironiza causa do Tibete

Este post foi escrito por Conceição Golobovante e Matheus Paiva Machado e teve como fonte o site do Clube de Criação de São Paulo - CCSP.

No último dia 6 de fevereiro, foi realizado nos Estados Unidos a final do campeonato de futebol americano, o Superbowl, maior evento esportivo americano, segundo com o maior consumo de alimentos e maior vitrine da publicidade, em que cada spot de 30 segundos alcança facilmente o custo de 3 ou 4 milhões e todos foram vendidos cerca de 3 a 4 meses antes de sua exibição. Sempre há pesquisas para determinar o comercial preferido pelo público, mas este ano chamou a atenção um comercial produzido pelo Groupon, site de compras coletivas, que relaciona a cultura e situação social e cultural do Tibete com os seus descontos.

A estréia do Groupon nos comerciais do Super Bowl, nos EUA, pretendia ser engraçada, mas acabou provocando polêmica ao fazer piada sobre um tema social sério.

O comercial exibe imagens de monges, crianças, paisagens e do palácio de potala enquanto o ator Timothy Hutton afirma que "as pessoas no Tibete estão com problemas, sua cultura está em risco". No decorrer do filme, porém, o espectador percebe que ele está, na verdade, promovendo um cupom do site para comer peixe com curry, informa a Folha de S Paulo.



O comercial gerou reações negativas nas redes sociais Twitter e Facebook. Organizações de defesa dos Direitos Humanos criticaram a peça por minimizar a situação do Tibete, que vem sendo controlado pela China há 60 anos. A maneira do governo chinês lidar com o Tibete é frequentemente alvo de protestos desses grupos, que acusam o país de repressão política.

O filme faz parte de uma série de comerciais do Groupon que trata 'com humor' questões sociais importantes mas que, ao mesmo tempo, chama atenção para a arrecadação de fundos para ajudar.

Todos os filmes indicam para o espectador um site e encorajam os visitantes a doar recursos para cada uma das causas relacionadas aos comerciais, incluindo o Tibetan Found e o Greenpeace.

Os outros dois filmes da série veiculados no Super Bowl no domingo mostram o ator Cuba Gooding Jr. falando sobre a situação das baleias, e depois vendendo cupons para um cruzeiro, e Elizabeth Hurley lamentando o desmatamento e em seguida falando sobre um desconto para uma depilação em 'estilo brasileiro'.

O comercial foi assunto de diversos jornais internacionais e além de provocar ativistas tibetanos, grupos de direitos humanos, ele também incomodou o governo chinês, que mantém um regime de ditadura no Tibete desde a década de 50 e tenta evitar o assunto na mídia.

Se o objetivo do Groupon era incentivar doações para causas sociais, não seria mais apropriado usar outros meios para mobilizar as pessoas, e até que ponto é aceitável se utilizar de problemas sociais, e culturais para impulsionar suas vendas?

3 comentários:

Anônimo disse...

Não da pra ver o vídeo

Anônimo disse...

KKK Agora dá.

Murilo disse...

Nossa...

o que deve ter pensado o criativo dessa peça?

"Ah, o Groupon é o cúmulo do capitalismo. Legal, esse vai ser o conceito."

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