15 de dez de 2011

Sustentabilidade parte 3

A terceira fase da sustentabilidade é essa que pode ou não acontecer após a Rio + 20. E a primeira grande confusão que se estabelece é a confusão entre sustentabildiade e economia verde. Aquela não é nem nunca foi sinônimo desta. Ok, vivemos em um sistema capitalista, portanto, a economia vai ser sempre a ponta de lança das transformações, mas resumir a conferência a uma discussão sobre o documento que propõe os pilares do que deve vir a ser a economia verde pode ser um equívoco de proporções gigantescas. O que o planeta e as pessoas precisam URGENTEMENTE é uma nova vida, ou seja, a mudança é mais profunda do que parece. E o primeiro grande desafio apra isso é a URGENTE reforma das instituições: Estado, Escolas, Mídia, Partidos, Igrejas, todos vamos ter que repensar nossos papéis e nossas ações. Sabendo que nada irá mudar do dia para noite, ainda assim é preciso admitir que a forma como nós estamos fazendo as coisas não está colaborando para um mundo mais equilibrado e mais justo. Outro fator importante é que a Rio + 20 deveria se ater aos 2 niveis que implicam a sustentabilidade: o macro e o micro. No macro, estão os Estados Nacionais, a ONU, as ONGs e todos os atores globais mais poderosos que podem e devem buscar acordos que possam basilar ações futuras. De outro, como ficam as pessoas comuns e seu cotidiano de produção e consumo? Sinceramete, hoje acredito que a comunicação persuasiva pode colaborar muito mais no nivel micro do que no macro. Informando, esclarecendo, educando, orientando, sensibilizando, mobilizando e, por que não? questionando, como podemos, juntos, mudar hábitos e atitudes do nosso dia a dia. Sem querer fazer paródia da propaganda de um grande banco, o fato é que, sim, ou vamos juntos, ou, provavelmente, não vamos. Quanto a dimensão micro da mudança de atitude, essa parece ser o nosso maior desafio. Aprender no micro a viver de outro jeito, tendo mais relação com a natureza, sendo menos consumistas, menos acomodados aos nossos pequenos luxos burgueses, usando mais nossa inteligência, enfim... não se trata de fazer treinamento para ser santo, mas sim, a fazer uma profunda transformação interior para a qual, paradoxal e felizmente, precisaremos mais do que nunca do outro, da alteridade que nos rodeia. Só os que já trilharam esse caminho poderão nos ensinar como fazer. Caberá a nós, portanto, estarmos abertos para aprender a ser de um outro jeito. E nessa jornada, cada inicativa conta.

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