27 de set de 2009

Hyundai i30

Para entrar de vez no mercado brasileiro de hatches, a Hyundai lançou neste ano o i30. Veja (mais uma vez) o vídeo do i30:



O que incomoda não é a qualidade da peça - e sim a quantidade de repetições. Entre os meses de agosto e setembro era comum ver uma peça do i30 nos intervalos de praticamente toda a programação: programas de auditório, jornais locais, novelas, filmes e até programas infantis. Em programas esportivos era comum ver até duas exibições durante o mesmo intervalo comercial.

O texto ainda faz uma comparação perigosa: lista as melhores qualidades dos concorrentes (o texto do vídeo está diferente do vídeo exibido na TV, que cita a BMW, por exemplo) e promete reuni-las no i30. Como o consumidor brasileiro não está acostumado com este tipo de comparação direta (mais comum na publicidade dos EUA, talvez até proibida no Brasil), pode acabar servindo de mote para uma resposta dos concorrentes.

Depois de tudo isso só resta perguntar: quem era realmente o público-alvo deste comercial? Considerando o preço do carro - na faixa entre R$ 50 mil e R$ 60 mil - já dá pra prever que o público não é formado por pessoas que só assistem TV, ainda mais em horários tão diferenciados. Além disso, este tipo de repetição já não dá certo há anos nem com o varejo, que dirá com um carro importado? Será que a verba astronômica usada para anunciar em TV não poderia ser utilizada em uma campanha mais integrada, mais focada no público-alvo (se houver um)?

3 comentários:

Claudio Eduardo disse...

Bacana esse assunto, já que muitas vezes debatemos a qualidade dos comerciais e nos esquecemos da quantidade de veiculação deles.

Eu sou um cara que não suporto ser tachado de teletubes. Sabe aquele negócio... de novo! de novo!

Pelo amor de quem o setor de mídia das agências acreditar, minha gente! Abusam de nossa inteligência e de nosso s#*&...

Assisto bem menos tv hoje, mas pelo que vejo, ainda é muito comum sermos alvejados pelo mesmo comercial repetidamente e, como bem disse Régis, as vezes no mesmo intervalo!

Se essa tática é funcional ou não, realmente não sei, mas pelo que entendo até agora sobre a vida real do setor de mídia, o que importa é que o target deve ser atingido, nem que para isso soltem balas de canhão pra cima dele!
Sem contar que quando questionamos sobre uma "eventual" colaboração da área de mídia para com uma comunicação mais responsável e colaborativa o que tivemos como resposta foi um súbito "é assim que funciona", pelo menos foi o que eu entendi.
Acho um desrespeito para com o público, sendo ele alvo ou não.

Claudio Eduardo disse...

Oh ouuuh! é teletubbies.
teletubbies, teletubbies.

Reginaldo Nepomuceno disse...

É isso aí, Cláudio! Mídia também faz parte do processo de comunicação, e se não houver responsabilidade na escolha e uso dos meios, a mensagem (que é o que realmente importa) vai pras cucuias.

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