16 de set de 2010

Parques eólicos são destaque de leilão de energia renovável, que fecha com contratação de 90 usinas limpas.

Esse post foi indicação do Matheus Paiva Machado (notícia veiculada no site do Greenpeace em 26/8/2010).

Governo, empreendedores e distribuidoras do setor de renováveis estiveram reunidos entre os dias 25 e 26 de agosto em uma negociação pelo futuro da nova energia ofertada para o Brasil nos próximos três anos. O resultado final dos dois dias de leilões de energia pode colocar o Brasil na lista dos dez países do mundo com maior capacidade instalada de eólicas na matriz elétrica.

As 71 usinas contratadas no leilão de energia eólica do ano passado, somaram-se outras 70, com maior potência total de geração de energia. O preço médio de contratação ficou em R$130,86/MWh o que consolida eólica como a segunda fonte mais barata do país. Participaram também pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com sete usinas vencedoras, e térmicas à biomassa, com doze. As térmicas fósseis, presentes nos leilões anteriores, onde foi negociada a energia que hoje suja a matriz elétrica nacional, felizmente ficaram de fora.

“O Brasil tem potencial de se tornar um país totalmente renovável. A energia hidrelétrica tem limitações para o crescimento, por conta dos seus impactos sociais e ambientais”. diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia. “Já a eólica tem toda a sua expansão pela frente. No Brasil, venta o suficiente para produzir até 300 mil MW de energia, o que seria mais do que suficiente para abastecer todo o país”.

A disputa entre os empreendimentos terminou com a contratação de 2.892,8 MW de potência, cerca de 2% da matriz elétrica atual do Brasil, ou mais do que duas usinas de Angra 2 somadas, a um preço médio de R$133,56 por MWh. Apesar do bom desempenho de eólicas, o preço médio negociado foi insuficiente para contratar números mínimos de usinas de biomassa e PCHs.

Ainda assim, o resultado sinaliza boa vontade do governo em promover o desenvolvimento da indústria de renováveis no país. “Os leilões deste ano reforçam a tendência de desenvolvimento e há compromisso de que venham a ser mais freqüentes”, conclui Baitelo.

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