12 de ago de 2009

O Bombeiro do Casseta e Planeta ofende aos idosos

Ultimamente tenho me colocado a discutir questões de comunicação um pouco mais amplas que a comunicação voltada para a publicidade, o fruto de tais discussões surgem a partir do pressuposto de que todo o ato que fazemos implica em comunicação. Ao meu ver, estreitar a comunicação e a culpa que ela tem de contribuir para um mundo insustentável a apenas seu lado comercial seria, no minimo, ingênuo.

Desta vez fiz uma análise sobre a comunicação feita pelo Casseta em Planeta, em especial no quadro do Bombeiro, que surge a partir do episôdio da Susan Boyle, onde a insinuação é de que ela estaria necessitada de sexo, e, por isso, se vê vitíma de histeria.

Até certo ponto, a brincadeira é tolerável, fica complicada e ofensiva quando ela sai do arquétipo do personagem Susan Boyle e passa a ser objeto de uma classe, que no caso de ontem foram os idosos.

Assista o quadro:



No minimo é grosseira a comparação, uma vez que o quadro, por ignorância talvez de quem escreva o roteiro, trata de necessidades fisiológicas de um idoso como semelhantes a necessidades de jovens. O que ajuda a construir no imaginário uma imagem negativa e jocosa do idoso. Além de comparar as senhoras do retiro a "Peruas abandonadas", o que é deplorável

Será muito bom o dia em que a rede Globo conseguir adotar critérios de responsabilidade social efetivos em sua ação.

3 comentários:

Murilo disse...

Não acompanho esse programa, mas as pessoas dizem que as piadas políticas deles eram inteligentes quando eu era garoto. Se esse é um quadro do programa, podemos esperar que mais pessoas tenham notado o mal gosto e que ele seja retirado do ar. Com um pouco de sorte o programa todo, por que não?

Conceição disse...

O humor faz parte da cultura brasileira. E o chiste, já nos ensinava Freud, é da natureza humana. Será que é possivel fazer piada apenas sendo politicamente correto? Concordo que o quadro foi ofensivo, mas o espaço da comédia, assim como o da ficção, é o lugar de expurgarmos nossos preconceitos mais cruéis, para que não o façamos no dia-a-dia, na vida real do contato com o outro. Mesmo assim, espero que o Casseta se retrate.

Rafael Figueiredo disse...

Acho difícil fazer comédia sendo 100% politicamente correto. Mas, pelo menos, 80% dá. O problema é que, com exceção ao CQC, os demais programas de humor da TV aberta são 95% incorretos.

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