8 de ago de 2009

Uma história para ajudar a mobilizar: a Batalha do Jenipapo

Esta semana ganhei um exemplar da revista Forum, muito boa por sinal, mas o ponto na revista que me chamou atenção a ponto de merecer um post foi a reportagem sobre a Batalha do Jenipapo, uma batalha que reuniu Piauienses, Maranhenses e Cearenses em uma batalha vital para a libertação do Brasil

No entanto o que entristece é saber que este episódio está fora dos livros didáticos, construidos em sua maioria a partir de uma visão etnocêntrica do Sudeste. Tanto se nota isto, que ainda hoje a imagem que prevalece no imaginário de muitos paulistas é a mesma da de Monteiro Lobato, de que o Nordestino é preguiçoso, imagem por sinal construida sem conhecimento de causa, o contrário do realizado por Euclides da Cunha, tanto no que diz respeito a visão como no conhecimento de causa.
Faço estes comentários pois discutia ontem com @alonsosoler sobre a falta de uma bandeira que unifique nossa luta por um senado melhor, por políticas de educação, segurança, comunicação efetivas, que nos unifique para realizar manifestações públicas capazes de pressionar o estado a ser mais eficiente. E por que vejo que uma das maneiras de descobrir quais são estas possíveis bandeiras é através de um real entendimento de nossa formação.
Imaginem a diferença que faria se ao ir para a escola as crianças aprendessem sobre A Batalha do Jenipapo, que foi uma das batalhas mais sangrentas, em especial, por que o nordestino não é um povo pacato, ou mais que isto, aprendessem que a nossa independência não foi um processo tão pacifico como contado, não foi uma venda do Brasil, mas que tivemos inúmeras insurreições e batalhas, e que brigamos, reagimos, que não somos um povo mole por causa da água de Coco, praias e Acarajé.
Imaginem a diferença que faria saber que os Índios resistiram a escravização, chegando até mesmo a expulsar os Portugueses de São Paulo em várias ocasiões.
São todas questões de comunicação, de publicidade, a diferença é que os governos tem planos de comunicação para gerações e não um ou dois anos, afinal o que eles disputam não é a venda de um produto com retorno imediato, mas o poder, instrumento bem mais complexo e desejado.

3 comentários:

Conceição disse...

O Brasil não conhece o Brasil, isso é fato. Mas o Brasil é grande demais para se unificar. Na sua imensa diversidade é preciso conhecer, reconhecer e respeitar o diferente. Foi o que fez Lima Barreto (entre a angústia e a observação) ao conhecer e escrever sobre o sertão e a Amazônia.

Claudio Eduardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Claudio Eduardo disse...

Bacana Vitório. Tudo a ver com o Publizitat seu post.

Uma pena é que seja tão difícil as pessoas enxergarem nas diferenças dos outros suas igualdades. Mais difícil ainda é enxergarem que não precisam ser iguais e que é justamente no meio dessa diversidade é que está a graça em ser brasileiro, seja ele paraibano, gaúcho, carioca...

É meus caros, infelizmente muitas das histórias que nos são ensinadas nas escolas não passam de reproduções de visões aquém da realidade de nosso povo. Um lamento, pois se há quem se esqueça da capacidade educacional
que possuem os publicitários, também há quem se esqueça do poder propagador de certos educadores.

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